De que estávamos nós à espera? Que Bruxelas permitisse a um governo
grego de extrema-esquerda governar de acordo com a sua ideologia? Alguém
imaginou que o sistema económico e financeiro, que alicerça os seus lucros na
exploração da fraqueza alheia, fosse benevolente com um governo hostil ao
capitalismo, um grupo de extremistas a fazer valer a sua utopia desvairada de
uma sociedade capaz de integrar os que comem dos caixotes do lixo?
A vitória eleitoral
do Syriza estava, desde o princípio, condenada a ser a materialização da
derrota de todos os que sustentam um discurso anti-austeridade, por muito
possível ou muito justo que ele possa ser. Os “mercados” esfregaram de contentamento
as mãozinhas nervosas quando Tsypras formou governo. Alguém estava à espera que
os vampiros prescindissem do seu ancestral direito a comerem tudo e não deixar
nada?
Permitir ao governo grego experimentar as suas visões para a resolução
dos problemas que apoquentam os famélicos da União Europeia seria extremamente
perigoso para um monstro burocrático que se sustenta e alimenta da miséria
alheia. Seria como acarinhar um vírus enquanto se observa a infecção por ele
provocada a ganhar saúde e a contaminar a União.
Não! A Grécia terá de ser impiedosamente castigada e o seu governo
humilhado até não ser mais que um bando de pedintes de mão estendida a implorar
perdão e misericórdia no falso Areópago que é a Comissão Europeia.
Estamos a assistir ao fim da “Europa a 28”. A morte da utopia grega do
Syriza será a morte desta coisa informe em que se transformou o sonho europeu.
Trocar Valores por economia não une nações. Antes pelo contrário.
Oremos,
irmãos, para que o que o que se vai seguir não seja catastrófico.















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