Foi há precisamente 3 anos que deixei, aqui no 100 Cabeças, uma reflexão sobre exactamente o mesmo tema que vou agora abordar. Achei que devia sublinhar este pormenor pois nada me obrigava ou impelia a escrever um post sobre "verdade" e "realidade" só porque atravessava o dia 10 de Junho, o tal dia de chatear o Camões. A verdade é que o fiz, o faço, aconteceu, acontece uma enorme coincidência.
O texto de hoje foi anotado há uns dias atrás, fruto da reflexão que venho fazendo sobre o tema da "felicidade".
Tal como há 3 anos, cheguei à conclusão de que aquilo a que chamamos "verdade" é algo individual, pessoal, parcelar e que a "realidade", pelo contrário, é total, impessoal, absoluta, indivisível. Penso ser plausível afirmar que a Realidade não resulta da soma de todas as pequenas verdades que constituem o mundo de cada um de nós, que é algo bem mais vasto, porventura infinito.
Podemos falar de Realidade, assim, no singular, e dizer "verdades", no plural.
A Realidade resulta da existência de tudo o que tem um nome, juntamente com tudo o que ainda o não tem e mais tudo o que nunca virá a tê-lo. Vai muito para lá da nossa capacidade de compreensão. Deus, a existir, seria (será) isso. Terá isto algo a ver com a felicidade? Seria uma grande, enorme, gigantesca coincidência.