Esta manhã nasceu a minha sobrinha-neta. Comovi-me até às lágrimas quando soube da notícia mas não consigo deixar de pensar: coitadinha. Que merda de mundo em chamas vamos deixar-lhe, a ela e ao irmãozinho, 4 anos mais velho.
Desde os meus 40 anos, ou por aí assim, decidi que a vida fazia todo o sentido. Decidi que o sentido da vida seria deixarmos aos vindouros um mundo melhor e uma sociedade mais justa.
Vejo a degradação cavalgante das condições de habitabilidade do planeta e a ascensão insidiosa dos novos fascismos um pouco por todo o lado e penso: falhei (falhámos). A minha vida faz bastante menos sentido. Resta-me a convicção de que ainda posso influenciar algumas mentes no sentido de fazer valer a minha visão social. É pouco mas, seja como for, ainda é qualquer coisa.