A inteligência nunca poderá ser artificial. Mais depressa estou disposto a considerar inteligente uma suricata do que um computador. A inteligência exige pele, exige sentidos (visão, tacto, paladar, etc), exige vida! Como podemos imaginar um amontoado de chips capaz de ser inteligente?
A inteligência não se esgota nem se caracteriza pela capacidade de processar toneladas de informação em curtíssimos espaços de tempo. Isso é circo, é representação espectacular, não é vida. Sem vida não há inteligência, apenas simulação de inteligência.
A inteligência nunca poderá ser artificial. Aquilo que as máquinas produzem é outra coisa. É coisa fria, dura, desumana. É sociopatia em potência. Mesmo que expliquemos a uma máquina com toda a minúcia o que significa Ser Humano ou Ser Vivo, ou Vida, a máquina nunca irá compreender aquilo que será capaz de processar. Aí reside o problema: a inteligência nunca poderá ser artificial.