A simplicidade do raciocínio é boa por um lado e, por outro lado, é muito má. É boa quando proporciona processos de análise claros e eficazes que nos conduzem a conclusões cristalinas. É má quando impede que a reflexão seja informada, quando atalha caminho a direito, como uma bala em direcção ao alvo sem que perceba muito bem que alvo é aquele, que bala é aquela. Pum! No olho do touro!
"Menos é mais" é um axioma útil e eficaz quando aplicado de acordo com aquilo que realmente significa; quando somos capazes de limpar o excesso de adorno e eliminar informação desnecessária, encontrando uma solução aerodinâmica optimizada.
A pobreza de espírito nunca é grande espingarda. Um pobre de espírito tanto pode ser boa como má pessoa. Inteligência e informação refinada num cérebro bem oleado nunca foram garantias de empatia, humanidade ou capacidade de integração num todo social. Nem vice-versa.
Resumindo para concluir que podemos ser simples ou mesmo simplórios, isso não é drama fatal. Podemos entregar a nossa simpatia a uma besta qualquer; se for sem querer, sem intenção de sermos tão bestuntos quanto o nosso ídolo, Deus haverá de encontrar uma forma de nos perdoar mesmo que, por via da nossa estupidez, o cabrão que elegemos venha a revelar-se o Anti-Cristo.