A tecnologia pode ser uma coisa muito irritante. Quando não responde automaticamente às ordens que lhe damos, a máquina parece exprimir uma vontade própria. Nós pedimos, a máquina não dá. A tendência natural é recorrermos ao insulto.
Ainda sou do tempo em que uns murros no tampo da TV faziam com que o aparelho acalmasse e voltasse a funcionar de acordo com a vontade do utilizador ou um aperto mais num parafuso era capaz de fazer com que o gira-discos rodasse de novo e a música soasse agradável.
Os computadores parecem menos caprichosos, a Inteligência Artificial dá-se ares de grande profissionalismo. Murros e aparafusadelas não resultam com máquinas tão sofisticadas. Já nem sequer sinto vontade de insultar o bicho. Não sou deste tempo.