Está um gajo a mijar encostado a uma parede nas traseiras de um prédio de apartamentos ranhosos. Passa um cão magricela que se prepara para uma bela duma cagadela. O mijão, indignado, mete a gaita pra dentro e afinfa uma valente biqueirada no canídeo que sai dali a ganir e a arrastar o cú pelo chão, deixando um rasto de merda no empedrado. "Ganda porco, este cão" pensa o mijão.
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quinta-feira, março 19, 2015
segunda-feira, julho 02, 2007
Implantes
19 horas (quase, quase) e escrevo este post na sala de espera do consultório do dentista. Hoje vim apenas mostrar ao doutor as minhas belas gengivas que cicatrizam de forma espectacular. Um assombro de cicatrização, uma maravilha da capacidade de regeneração do tecido animal, prova vivente da perfeição da máquina (desde que não haja avarias de maior). Assim sendo ficam agora as minhas gengivazinhas de pousio até estarem preparadas para receberem implantes e coroas e mais não-sei-quê, estando a minha boca eleita à categoria de rainha, tal o volume de investimento que se adivinha ser necessário para lhe restituir a dignidade perdida por anos e anos de descuido e incúria estomatológica que levaram uma mão-cheia de dentes à decadência total. Dentes que as fadas já não pagam por estarem fora do prazo. Estes dentes, antes pelo contrário, pagamo-los nós que é para aprendermos a não sermos palonços ao ponto de deixá-los estragarem-se tanto que já nem memória deles guardamos.
É assim que terei os meus primeiros parafusos na caveira. Isto é uma intervenção ao nível da cirurgia plástica? Talvez, sei lá, o que é que isso interessa? Como diz o slogan da clínica "Criamos sorrisos"... talvez fosse mais exacto afirmarem "Devolvemos sorrisos" ou talvez não. Eu podia querer um sorriso tipo Pernalonga. O médico só tinha mesmo de cumprir o meu desejo.
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momentos gloriosos
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