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sábado, julho 05, 2025

Morremo-nos

     Eu sei que não vou ser capaz de escrever um post todos os dias deste mês mas, não sei se reparaste, estou a tentar. Porquê? Por nada, lembrei-me agora dessa possibilidade. Ter assunto não é complicado uma vez que sou muito bem capaz de escrever umas linhas valentes sem dizer absolutamente nada. Pelo menos, sem dizer alguma coisa que tenha algum interesse.

    Hoje soube da morte de mais um homem que foi um grande amigo meu. Nos últimos anos tinha-me cruzado com ele apenas um par de vezes. Abraços, festinhas e, até, troca de beijos. Amigo é amigo, mesmo que não saibamos nada dele, mesmo que estejamos anos sem nos vermos. Ser amigo de alguém é um bocado como ser um cão. 

    Morreu mais esse amigo e eu percebi que "vamos morrendo". Eu ainda estou vivo, muitos de "nós" ainda vivem, mas o número dos que já morreram não pára de aumentar (coisa mais óbvia...) fazendo com que a "nossa" presença neste mundo vá perdendo nitidez de contorno, se desvaneça.

    Sinto uma súbita vontade de sublinhar a minha existência. Mas, isso faz falta a alguém, a minha existência marcada a traço grosso nas paredes deste mundo? Parece-me ser apenas um reflexo da angústia que me provoca a percepção de que o tempo que me resta é muito menos do que o tempo que já vivi.

    Será isto, a percepção da caducidade, o que faz com que os ditadores fiquem bandidos cada vez mais ásperos à medida que envelhecem e percebem que a Eternidade ainda não será por eles alcançada? Será esta necessidade ditada por uma certa inveja em relação às vidas mais jovens? Fico inquieto. Tinha-me por melhor pessoa.

quarta-feira, junho 13, 2018

Novo Mundo




Conta-se que Cristóvão Colombo atracou nas costas do Novo Mundo convencido que teria chegado à Índia (daí ainda hoje chamarmos índios aos habitantes daquele imenso continente). Um erro tão grande que poderá meter impressão mas sabemos que a ignorância proporciona muitos momentos extraordinários.

O encontro entre Trump e Kim tem tudo para ser um desses momentos estranhos em que sabemos que chegámos a um lugar qualquer mas não sabemos que lugar é esse ou o que esperar a seguir.

A encenação é caricata. Não só pela configuração anatómica dos actores (os seus penteados fazem história) mas também pela forma desaustinada como costumam agir e comportar-se. Entre hoje e amanhã existe um espaço de tempo que tende para o infinito e, nessa eternidade, tudo pode acontecer, bem como o seu contrário.

Assim vai o nosso mundo.

terça-feira, novembro 29, 2011

Um português no Brasil

valter hugo mãe na Flip, Festa Literária Internacional de Parity (para ver melhor clicar aqui), no Brasil. este post é dedicado aos meus amigos brasileiros que me visitam aqui, no mundo virtual.