Mostrar mensagens com a etiqueta coisas sem sentido. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas sem sentido. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 31, 2026

Pensamentos

     Às vezes penso que pensar é coisa de maluco mas depois penso de maneira diferente. E como uma vez penso uma coisa para logo a seguir pensar outra diferente fico naquela: serei maluco? E não é fácil sair disto, resolver esta coisa - ser ou não ser, eis a questão, como dizia o outro.

    Não é fácil chegar a uma conclusão, tomar uma perspectiva fixa de certos problemas que não parecem capazes de ficar quietos nem um bocadinho, quanto mais não seja para lhes tirarmos uma fotografia ou rabiscar um esboço. Coisa rápida. É exactamente isso mesmo, o que se passa com a problemática da maluquice: não pára quieta. 

    Portanto, o problema é que o problema, neste caso, é muito parecido consigo próprio. Tenho dificuldade em perceber se estou a pensar no problema ou se estou a pensar na solução do problema, não sei se me faço entender.  É tudo tão parecido, existem tantas semelhanças. Às vezes penso que pensar é coisa de maluco mas depois penso de maneira diferente.

domingo, junho 28, 2026

Vazio

     Nunca te sentiste cansado de estares aí, dentro do teu corpo? Nunca te apeteceu deitar a carcaça num sofá, numa cama, no chão, num lugar qualquer? Deitavas a carcaça e dela se desprenderia uma espécie de fumaça, uma pequena nuvem, qualquer coisa desse género, uma coisa que fosse a tua alma. E ficava por ali, a pairar, sem se afastar muito, não fosse o Diabo tecê-las.

    Seria então que, esvaziada a carcaça do teu ser, havias de sentir a grandiosidade do descanso mais absoluto, a ausência total de consciência, eras como um saco de plástico, como uma carroçaria enferrujada ou o crânio de um quadrúpede abandonado ao sol do deserto (buracos nos lugares dos olhos, ossada branca e quebradiça a sustentar, ainda, a cornadura). 

    Descansavas das coisas do mundo, descansavas de ti próprio, por momentos (minutos, horas, talvez dias!) não eras ninguém, nem eras nada. Apenas uma coisa inerte, nem sequer à espera. 

    Para ser sincero, nunca senti nada do que atrás ficou escrito. Este textozito (como tantos outros neste blogue) é apenas um exercício de escrita, um passatempo, uma coisa potencialmente estúpida ou vazia, como o corpo que nele se descreve e imagina. 

sexta-feira, junho 05, 2026

A colecção

     As canecas não são bem minhas, foram-me oferecidas. É uma situação curiosa. Eu até nem acho graça a esses objectos mas, talvez por ter tantas no armário e nas prateleiras da cozinha, as pessoas que vêm a minha devem ficar a pensar que tenho algum fetiche por canecas. Não tenho.

    Aí estão elas. Tamanhos diversos e decorações variadas; canecas para leite, para chá, para cerveja, para água, sei lá para que mais, canecas, canecas e mais canecas, como um vírus, como uma praga alienígena, vão usurpando o espaço da minha casa com o meu beneplácito. Quantas mais entram mais vêm.

    Olho as canecas com um misto de desprezo e indiferença. Aceito a invasão. Sou um colaboracionista e não um prisioneiro. São coisas diferentes. Talvez um dia me transforme em caneca, mais uma peça desta colecção indesejada.

segunda-feira, maio 25, 2026

Fantasmas apaixonados por formosas fantasias

     Fantasmas apaixonados por formosas fantasias: esta frase parece o título de um episódio de um podcast dos Gato Fedorento mas não deixa de ter uma certa cadência musical, um ritmo que não sei especificar. Talvez pudesse contar sílabas e essas coisas que se fazem para se saber se um frase é isto ou, pelo contrário, se é aquilo, mas não sei como o fazer nem sei se alguma coisa do que escrevi faz algum sentido.

    Fantasmas apaixonados por formosas fantasias: terminei o post anterior com esta frase e, por gostar da forma como ela se desloca no meu cérebro, dei por mim a fazê-la título deste post. Muito bem, tenho um título mas não sei ao certo o que fazer com ele. Como tal, acabo a escrever isto.

    Fantasmas apaixonados por formosas fantasias: somos nós, os seres humanos. 

domingo, maio 10, 2026

Dúvida existencial

     De vez em quando acontece. Vem de um lado ou do outro, é coisa disparada de tão perto que nem se percebe de onde vem e atinge-me mesmo, mesmo no meio da testa, pelo lado de dentro.

    Plóóóóóófe!

    O som produzido pelo impacto daquilo com o meu humor é assim, prolongado, indefinido, como se fossem caixotes de pão-de-ló a caírem lá ao fundo, num armazém acolchoado. 

    Talvez pluuuuuuuuf seja uma onomatopeia mais adequada.

    Aquilo bate e deixa-me meio perplexo, deprimido. Talvez por não perceber o que se passa. Talvez essa seja a razão para que tantos de nós tomem anti-depressivos de modo a conseguirem aguentar-se à bronca: não percebermos o que se passsssssa. Talveeeeeeez...

    

domingo, maio 03, 2026

Havemos de comer todas as pedras

    Uma a uma, irmanados em gloriosa jornada de luta entusiástica, havemos de comer todas as pedras.

    Assim mataremos a fome que muitos julgavam infinita. 

    Comidas as pedras pouco restará do planeta.

    Pouco restando do planeta não tardará que a dor e o sofrimento percam o fulgor que hoje têm.

    "Mas como, irmão, como será isso possível?" grita a multidão desorientada.

    Sem planeta não há Humanidade: eis a cruel e definitiva resposta.

    Sem Humanidade dor e sofrimento terão de expressar-se de outro modo.

    "Oxalá não tenham para tanto imaginação suficiente!", gritamos em uníssono. 

    Havemos de comer todas as pedras. - repete o sacerdote.

     

quarta-feira, março 25, 2026

Já foste!

     Já alguma vez tiveste a sensação de que pensaste uma coisa que decerto mais ninguém havia jamais imaginado? Já alguma vez tiveste o peito tão cheio de não-sei-quê que até parecia que eras a materialização da felicidade absoluta? Já alguma vez olhaste para algo que acabaste de fazer, algo que trouxeste de um outro mundo até este, e pensaste que era uma coisa mesmo muito muito fixe que merecia ser admirada, analisada e colocada no pedestal onde se acotovelam as obras-primas da Humanidade inteira? Já alguma vez sentiste de repente um arrepio na coluna vertebral porque te apercebeste de que afinal a tua ideia, a tua felicidade, a tua obra, tu próprio, não passam de falhanços, pequeníssimos rasgos no tecido infinito da Realidade? Que, se calhar, nada disto existe, tudo isto é triste, tudo isto é Fado?

    Caramba, isto é o que em linguagem futebolística se chama "uma entrada a pés juntos"! Um tipo vem lá de trás a correr feito maluco e, sem avisar, sem dizer àgua-vai, completa e absolutamente de surpresa, entra de carrinho e leva tudo à frente. Vai relva, vão botas, vão pernas e caneleiras, o adversário a voar pelo ar aos trambolhões. Catrapunfas! Já foste!

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Menu

     O mundo é uma coisa muito traiçoeira, ora parece fixe, ora parece insuportável; ora docinho, ora avinagrado como vinho deixado ao léu. Vá-se lá saber o aspecto que o mundo vai ter amanhã ou depois. Não se pode confiar nesta coisa, esta bola a rodar no vazio, a rodar sobre si própria enquanto lhe durar a corda. Se ao menos fosse uma coisa estável, estática e plana!

    As pessoas precisam de quem lhes indique o sentido correcto, quem lhes mostre o caminho iluminado nas bermas por leds bem potentes, daqueles capazes de deixar a escuridão intimidada. 

    Uma pessoa isolada à procura da estrada que deverá trilhar é presa fácil para o lobo do desejo, para a hiena do vício ou o escorpião da loucura. É ir logo buscá-lo, trazê-lo para junto de nós, os simples e puros, os escolhidos por Deus. Bem-vindo irmão, estávamos mesmo à tua espera para podermos jantar. És o prato principal.

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Coisas do diabo

     Este mundo sempre foi pasto de aparências e mentiras. As ilusões sempre engordaram tendo por alimento a credulidade humana mas, temo bem, nunca incharam tanto como incham nos dias que correm e, tudo indica, incharão de forma descontrolada à medida que a Inteligência Artificial for crescendo e substituindo a outra inteligência: a nossa.

    Falta saber se este crescimento, esta ampliação, este incremento, esta medrança da mentira travestida, falta saber se esta coisa tem limite, se a mentira é como o sapo que fuma e, no fim, rebenta numa nuvem fedorenta.

    Já a Bíblia adverte para a capacidade de aliciamento que o diabo possui chegando mesmo Jesus a identificá-lo como "pai da mentira". Falta saber quem é a mãe que, cá na minha opinião, é a mente humana. Assim, a mentira resultaria de uma frenética fornicação do juízo humano por parte de um Lúcifer meio louco de ciúme por si próprio. Resumindo: a mentira surge sempre que o diabo nos fode o juízo. 

    Como se depreende, a mentira não precisa de um motivo mas pode ser premeditada, não precisa de um objectivo específico mas serve bem como arma de arremesso, enfim, a plasticidade da coisa é, de facto, algo com uma dimensão diabólica. 

    Esta pouco subtil reflexão dá a volta e regressa perto do ponto de partida: se a IA se alimenta da credulidade humana e serve tantas vezes ao inchaço da mentira, então a IA é (mais) uma invenção do diabo? Olha, boa pergunta! Responda quem sabe que eu não tenho nada a ver com isto. Talvez seja esta a tal Grande Substituição que certos palonços advogam, a substituição da Inteligência Humana pela artificial...

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Adeus

     Sim, pois é. Já me tinhas dito. Olha, se por acaso não tiveres tempo avisa. Pode ser que vá lá eu. Se não der também não há problema, a coisa fica mesmo assim e ninguém se chateia que não é caso para tanto. 

    Quem, eu!? Deves estar a brincar comigo. Ainda tu não tinhas largado a fralda e já eu lá ia quase todos os dias. Ai não acreditas, está bem, problema teu. Isto não é uma questão de Fé, por isso... está bem abelha!

    E pronto, vou andando que já são horas. O jantar não se faz sozinho, não é verdade? E também precisa de alguém que o coma. Ahahah. Até amanhã, ó palhaço. Cumprimentos à tua mãe que mando eu. 

    Adeus.

quinta-feira, novembro 13, 2025

Sonhar

     Sonho. Sonho com o passado, imagino futuros, o presente esgueira-se, desliza como uma enguia... talvez mais como moreia ou tubarão martelo. Foge-me com uma facilidade aterradora mas não me tira o sono; e eu sonho. Sempre que acordo sei que sonhei mas não consigo recordar nada, não recordo nadinha. Népias. São assim os meus sonhos: recordações absolutamente vazias, coisas que sei que aconteceram mas que não faço a mínima ideia de qual foi o seu aspecto. Não é doença mas também, sempre te digo, não contribui grandemente para melhorar a minha saúde. No entanto eu sonho.

sábado, novembro 08, 2025

Turbulência

     Eram apenas bonecos mas existiam no caderno, no mundo do caderno eram coisas reais. Os bonecos existiam realmente no interior do caderno embora estivessem limitados à página onde foram desenhados. Mas existiam. Os bonecos. Eram verdadeiros, dentro do caderno, existiam. Eram coisas reais.

terça-feira, outubro 14, 2025

Simplicidade (por favor)

     É tão estranho ser capaz de ser simples. Eu, que sou um gajo complicado, salivo de prazer quando encontro imensidões integradas numa frase, mundos inteiros numa linha só. Mas não sou nada assim, bem antes pelo contrário. Aqueles que amo que o digam, aqueles que amo podem explicá-lo, aqueles que amo sabem bem do que falo. Aqueles que por mim são amados.

    Por vezes encontro-me com a simplicidade. Olá, tudo bem? Tratamo-nos cordialmente e pouco mais. Cada um segue o seu caminho. Até amanhã. Não estou certo de que a admiração que por ela sinto seja recíproca, nem sequer tenho a certeza de estar a fazer algum sentido enquanto vou descendo os degraus da escadaria deste texto. Lá mais em baixo há qualquer coisa mas a esta distância ainda não consigo perceber-lhe os contornos. Estamos demasiado afastados.

    A simplicidade não me corre nas veias. Quando dou por ela está parada. Começo a suspeitar que a simplicidade, em mim, é uma estátua.

sábado, setembro 27, 2025

Um prego no ego

     Podia ir por aí fora e inventar meia-dúzia de tolices como se estivesse possuído (ou conluiado) com alguma Ninfa. Mas não. Mas não. Decido ficar-me por onde estou sem armar ao pingarelho que já não tenho idade para isso nem vejo qual poderia ser o interesse.

    Bem vistas as coisas, estou com um daqueles ataques de pedantismo que por vezes me acometem, que me deixam o ego inflamado, a precisar de intervenção cirúrgica eficaz que o reduza uma vez mais à sua proverbial insignificância. Não sou poeta nem a poesia me convence. 

sábado, setembro 13, 2025

Centenário

    Quando eu fizer 100 anos há quantos anos estarei já morto e enterrado? E se estiver vivo??? Caraças, grande cena. Se estiver vivo serei decerto uma espécie de múmia: sem cabelo nem gordura, dores nos ossos e nos músculos, se ainda respirar não sei se quererei estar consciente do que for. Talvez a demência seja uma defesa contra a decrepitude absoluta do corpinho.

    Mas, estar vivo é hipótese académica que não levo a sério. Por isso mesmo talvez seja tempo de ir pensando em nomear uma comissão organizadora dos festejos em memória do que eu fui (e ainda virei a ser enquanto por cá andar). Nunca é tarde e raramente é cedo demais para uma cena destas. 

sábado, agosto 16, 2025

O homem que comia bananas

     "Comediante" é o título de uma obra de Maurizio Cattelan que consiste em... acho que se disser que é "aquela" banana o tolerante leitor perceberá imediatamente do que falo. É uma banana colada à parede com um pedaço de fita-cola cinzenta (soa melhor "prateada"). Meu deus! Isto é arte? Vou colar uma banana na parede da sala... etc. As reacções são variadas e, na maior parte das vezes, desinformadas. A história de "Comediante" é muito simples mas não é dela que pretendo falar neste post.

    A obra de Cattelan já foi comida, pelo menos, três vezes sendo que as duas últimas (a derradeira na exposição de Serralves) foram autoria de um cidadão holandês, ou neerlandês, como agora é de bom tom dizer, Peter van Druten de sua graça. Ao que parece, van Druten reclama ser autor de uma intervenção artística. Teremos aqui um artista contemporâneo em potência?

    A primeira parte da obra de van Druten aconteceu em Metz onde, acometido de um impulso incontrolável, decidiu descolar a banana da parede, descascá-la e comê-la. Segundo o potencial artista, Cattelan ter-lhe-á dito que deveria comer também a casca e a fita uma vez que fazem parte da obra. Vai daí, o súbdito de Guilherme Alexandre viajou até até à "Inbicta" e morfou segunda banana. Ao que parece, desta vez, não terá conseguido comê-la na totalidade uma vez que casca e fita-cola são mais difíceis de mastigar.

    E por aqui me fico se bem que esta fábula tenha mais contornos pitorescos e extrapolações interessantes. Termino com uma proposta de título para a acção/performance/obra de van Druten: O Palhaço.

sábado, agosto 02, 2025

Ai, ui!

    Ai, sou tão invejoso! O que eu não dava por umas festinhas bem esfregadas no lombo deste meu ego. Umas palavrinhas doces sussurradas ao seu ouvido meio obstruído pela cêra, o meu ego a ronronar como um gato persa de 234 quilo (lembro-me sempre de uma aula de física sobre as designações das unidades de medida). Quietinho, acomodado, o meu ego a destilar amor pelo mundo graças à bajulação exagerada.

    Oh, como seria feliz se houvesse alguém capaz de vislumbrar em mim qualidades que não tenho mas que poderia ter. Bastaria que ficasse registado em lindas frases completas e devidamente estruturadas. Uma ou outra palavra destacada a "bold" as vírgulas todas bem arrumadinhas... não precisava de mais nada. Era só isso.

    Ui, como ando tão longe da felicidade. 

quinta-feira, julho 31, 2025

O imperador

    Não te deixes enganar pela calmaria. A coisa é aparente. A realidade está prestes a rebentar. Explodirá o azul do céu, rasgará o silêncio do pinhal. A realidade vai desabar sobre as nossas cabeças interrompendo o longo beijo com que tentamos modificar o mundo. Estáticos sobre o penedo infinito. O mundo não quer ser alterado. O mundo tem vontade própria e nós não fazemos parte do séquito com direito a audiência e explanação de opiniões sobre o curso que as coisas do mundo poderão tomar. O mundo é rei e nós não somos seus conselheiros. Rei? O mundo é imperador, caraças! O mundo é imperador de si próprio.

sexta-feira, julho 11, 2025

À beira da estupidez

     Chove inesperadamente. O calor mantém-se, tal como os calções, as camisas de mangas cavadas, sandálias e chinelos, a parafernália habitual dos dias em que a canícula nos morde e abocanha do nascer ao pôr-do-sol e mesmo durante a noite. Só que, esta manhã, surgiu uma chuva fresca e miudinha, batida a vento que nos atinge como se Deus fosse um acupunctor nervoso e indeciso, tentando picar-nos o corpo na totalidade, por via das dúvidas. 

    Não sei se por causa da chuva, sinto-me enfastiado. Pensando um bocadinho, por que razão a chuva haveria de me enfastiar? É um pensamento um bocado estúpido. Fico a matutar na coisa.

    Será que tenho pensamentos estúpidos a toda a hora ou, pelo menos, tenho-os com frequência e não me apercebo de tanta estupidez apenas porque não reparo? Se parar para pensar a cada passo descobrirei uma quantidade de pensamentos estúpidos e imbecis muito para lá do que imaginaria aceitável? Ai Jesus!

    O melhor será parar de pensar. Pausa.

quinta-feira, julho 10, 2025

O dia de hoje

     Antecipar um dia em que podemos fazer tudo aquilo que podemos imaginar e podemos ponderar dadas as circunstâncias não é a tarefa mais simples nem é evidente. O meu cérebro desorganiza-se com facilidade; aliás, para se desorganizar seria necessário que o meu cérebro estivesse, de alguma forma, organizado, o que raramente acontece. A pontuação da frase anterior deixou-me a pensar e encheu-me de dúvidas mas parece-me ter chegado a uma conclusão aceitável.

    Já me desviava do que pretendia dizer. Lá está! É a tal tendência para uma desorganização constante e persistente. De que falava eu? Ah, sim, já me lembro (li a primeira frase deste post). Poder fazer aquilo que seja capaz de imaginar...

    Desenhar? Recortar coisinhas e fazer colagens? Ler? Ouvir música durante as tarefas mais criativas? Ir dar uma volta, apanhar ar no trombil? Dormir uma sesta? Ir ao velório? As possibilidades são variadas e eventualmente combinatórias. Posso estabelecer um plano, elaborar uma lista, ordenar, organizar, prever, antever, posso fazer tanta coisa, caraças! Por isso mesmo opto por não fazer nada. Ou melhor, por isso mesmo deixo que seja o dia a decidir por mim. Decerto tomará melhores opções.

    Não me sinto capaz de fazer as coisas "bem feitas".