Mostrar mensagens com a etiqueta coisas sem sentido. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas sem sentido. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Menu

     O mundo é uma coisa muito traiçoeira, ora parece fixe, ora parece insuportável; ora docinho, ora avinagrado como vinho deixado ao léu. Vá-se lá saber o aspecto que o mundo vai ter amanhã ou depois. Não se pode confiar nesta coisa, esta bola a rodar no vazio, a rodar sobre si própria enquanto lhe durar a corda. Se ao menos fosse uma coisa estável, estática e plana!

    As pessoas precisam de quem lhes indique o sentido correcto, quem lhes mostre o caminho iluminado nas bermas por leds bem potentes, daqueles capazes de deixar a escuridão intimidada. 

    Uma pessoa isolada à procura da estrada que deverá trilhar é presa fácil para o lobo do desejo, para a hiena do vício ou o escorpião da loucura. É ir logo buscá-lo, trazê-lo para junto de nós, os simples e puros, os escolhidos por Deus. Bem-vindo irmão, estávamos mesmo à tua espera para podermos jantar. És o prato principal.

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Coisas do diabo

     Este mundo sempre foi pasto de aparências e mentiras. As ilusões sempre engordaram tendo por alimento a credulidade humana mas, temo bem, nunca incharam tanto como incham nos dias que correm e, tudo indica, incharão de forma descontrolada à medida que a Inteligência Artificial for crescendo e substituindo a outra inteligência: a nossa.

    Falta saber se este crescimento, esta ampliação, este incremento, esta medrança da mentira travestida, falta saber se esta coisa tem limite, se a mentira é como o sapo que fuma e, no fim, rebenta numa nuvem fedorenta.

    Já a Bíblia adverte para a capacidade de aliciamento que o diabo possui chegando mesmo Jesus a identificá-lo como "pai da mentira". Falta saber quem é a mãe que, cá na minha opinião, é a mente humana. Assim, a mentira resultaria de uma frenética fornicação do juízo humano por parte de um Lúcifer meio louco de ciúme por si próprio. Resumindo: a mentira surge sempre que o diabo nos fode o juízo. 

    Como se depreende, a mentira não precisa de um motivo mas pode ser premeditada, não precisa de um objectivo específico mas serve bem como arma de arremesso, enfim, a plasticidade da coisa é, de facto, algo com uma dimensão diabólica. 

    Esta pouco subtil reflexão dá a volta e regressa perto do ponto de partida: se a IA se alimenta da credulidade humana e serve tantas vezes ao inchaço da mentira, então a IA é (mais) uma invenção do diabo? Olha, boa pergunta! Responda quem sabe que eu não tenho nada a ver com isto. Talvez seja esta a tal Grande Substituição que certos palonços advogam, a substituição da Inteligência Humana pela artificial...

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Adeus

     Sim, pois é. Já me tinhas dito. Olha, se por acaso não tiveres tempo avisa. Pode ser que vá lá eu. Se não der também não há problema, a coisa fica mesmo assim e ninguém se chateia que não é caso para tanto. 

    Quem, eu!? Deves estar a brincar comigo. Ainda tu não tinhas largado a fralda e já eu lá ia quase todos os dias. Ai não acreditas, está bem, problema teu. Isto não é uma questão de Fé, por isso... está bem abelha!

    E pronto, vou andando que já são horas. O jantar não se faz sozinho, não é verdade? E também precisa de alguém que o coma. Ahahah. Até amanhã, ó palhaço. Cumprimentos à tua mãe que mando eu. 

    Adeus.

quinta-feira, novembro 13, 2025

Sonhar

     Sonho. Sonho com o passado, imagino futuros, o presente esgueira-se, desliza como uma enguia... talvez mais como moreia ou tubarão martelo. Foge-me com uma facilidade aterradora mas não me tira o sono; e eu sonho. Sempre que acordo sei que sonhei mas não consigo recordar nada, não recordo nadinha. Népias. São assim os meus sonhos: recordações absolutamente vazias, coisas que sei que aconteceram mas que não faço a mínima ideia de qual foi o seu aspecto. Não é doença mas também, sempre te digo, não contribui grandemente para melhorar a minha saúde. No entanto eu sonho.

sábado, novembro 08, 2025

Turbulência

     Eram apenas bonecos mas existiam no caderno, no mundo do caderno eram coisas reais. Os bonecos existiam realmente no interior do caderno embora estivessem limitados à página onde foram desenhados. Mas existiam. Os bonecos. Eram verdadeiros, dentro do caderno, existiam. Eram coisas reais.

terça-feira, outubro 14, 2025

Simplicidade (por favor)

     É tão estranho ser capaz de ser simples. Eu, que sou um gajo complicado, salivo de prazer quando encontro imensidões integradas numa frase, mundos inteiros numa linha só. Mas não sou nada assim, bem antes pelo contrário. Aqueles que amo que o digam, aqueles que amo podem explicá-lo, aqueles que amo sabem bem do que falo. Aqueles que por mim são amados.

    Por vezes encontro-me com a simplicidade. Olá, tudo bem? Tratamo-nos cordialmente e pouco mais. Cada um segue o seu caminho. Até amanhã. Não estou certo de que a admiração que por ela sinto seja recíproca, nem sequer tenho a certeza de estar a fazer algum sentido enquanto vou descendo os degraus da escadaria deste texto. Lá mais em baixo há qualquer coisa mas a esta distância ainda não consigo perceber-lhe os contornos. Estamos demasiado afastados.

    A simplicidade não me corre nas veias. Quando dou por ela está parada. Começo a suspeitar que a simplicidade, em mim, é uma estátua.

sábado, setembro 27, 2025

Um prego no ego

     Podia ir por aí fora e inventar meia-dúzia de tolices como se estivesse possuído (ou conluiado) com alguma Ninfa. Mas não. Mas não. Decido ficar-me por onde estou sem armar ao pingarelho que já não tenho idade para isso nem vejo qual poderia ser o interesse.

    Bem vistas as coisas, estou com um daqueles ataques de pedantismo que por vezes me acometem, que me deixam o ego inflamado, a precisar de intervenção cirúrgica eficaz que o reduza uma vez mais à sua proverbial insignificância. Não sou poeta nem a poesia me convence. 

sábado, setembro 13, 2025

Centenário

    Quando eu fizer 100 anos há quantos anos estarei já morto e enterrado? E se estiver vivo??? Caraças, grande cena. Se estiver vivo serei decerto uma espécie de múmia: sem cabelo nem gordura, dores nos ossos e nos músculos, se ainda respirar não sei se quererei estar consciente do que for. Talvez a demência seja uma defesa contra a decrepitude absoluta do corpinho.

    Mas, estar vivo é hipótese académica que não levo a sério. Por isso mesmo talvez seja tempo de ir pensando em nomear uma comissão organizadora dos festejos em memória do que eu fui (e ainda virei a ser enquanto por cá andar). Nunca é tarde e raramente é cedo demais para uma cena destas. 

sábado, agosto 16, 2025

O homem que comia bananas

     "Comediante" é o título de uma obra de Maurizio Cattelan que consiste em... acho que se disser que é "aquela" banana o tolerante leitor perceberá imediatamente do que falo. É uma banana colada à parede com um pedaço de fita-cola cinzenta (soa melhor "prateada"). Meu deus! Isto é arte? Vou colar uma banana na parede da sala... etc. As reacções são variadas e, na maior parte das vezes, desinformadas. A história de "Comediante" é muito simples mas não é dela que pretendo falar neste post.

    A obra de Cattelan já foi comida, pelo menos, três vezes sendo que as duas últimas (a derradeira na exposição de Serralves) foram autoria de um cidadão holandês, ou neerlandês, como agora é de bom tom dizer, Peter van Druten de sua graça. Ao que parece, van Druten reclama ser autor de uma intervenção artística. Teremos aqui um artista contemporâneo em potência?

    A primeira parte da obra de van Druten aconteceu em Metz onde, acometido de um impulso incontrolável, decidiu descolar a banana da parede, descascá-la e comê-la. Segundo o potencial artista, Cattelan ter-lhe-á dito que deveria comer também a casca e a fita uma vez que fazem parte da obra. Vai daí, o súbdito de Guilherme Alexandre viajou até até à "Inbicta" e morfou segunda banana. Ao que parece, desta vez, não terá conseguido comê-la na totalidade uma vez que casca e fita-cola são mais difíceis de mastigar.

    E por aqui me fico se bem que esta fábula tenha mais contornos pitorescos e extrapolações interessantes. Termino com uma proposta de título para a acção/performance/obra de van Druten: O Palhaço.

sábado, agosto 02, 2025

Ai, ui!

    Ai, sou tão invejoso! O que eu não dava por umas festinhas bem esfregadas no lombo deste meu ego. Umas palavrinhas doces sussurradas ao seu ouvido meio obstruído pela cêra, o meu ego a ronronar como um gato persa de 234 quilo (lembro-me sempre de uma aula de física sobre as designações das unidades de medida). Quietinho, acomodado, o meu ego a destilar amor pelo mundo graças à bajulação exagerada.

    Oh, como seria feliz se houvesse alguém capaz de vislumbrar em mim qualidades que não tenho mas que poderia ter. Bastaria que ficasse registado em lindas frases completas e devidamente estruturadas. Uma ou outra palavra destacada a "bold" as vírgulas todas bem arrumadinhas... não precisava de mais nada. Era só isso.

    Ui, como ando tão longe da felicidade. 

quinta-feira, julho 31, 2025

O imperador

    Não te deixes enganar pela calmaria. A coisa é aparente. A realidade está prestes a rebentar. Explodirá o azul do céu, rasgará o silêncio do pinhal. A realidade vai desabar sobre as nossas cabeças interrompendo o longo beijo com que tentamos modificar o mundo. Estáticos sobre o penedo infinito. O mundo não quer ser alterado. O mundo tem vontade própria e nós não fazemos parte do séquito com direito a audiência e explanação de opiniões sobre o curso que as coisas do mundo poderão tomar. O mundo é rei e nós não somos seus conselheiros. Rei? O mundo é imperador, caraças! O mundo é imperador de si próprio.

sexta-feira, julho 11, 2025

À beira da estupidez

     Chove inesperadamente. O calor mantém-se, tal como os calções, as camisas de mangas cavadas, sandálias e chinelos, a parafernália habitual dos dias em que a canícula nos morde e abocanha do nascer ao pôr-do-sol e mesmo durante a noite. Só que, esta manhã, surgiu uma chuva fresca e miudinha, batida a vento que nos atinge como se Deus fosse um acupunctor nervoso e indeciso, tentando picar-nos o corpo na totalidade, por via das dúvidas. 

    Não sei se por causa da chuva, sinto-me enfastiado. Pensando um bocadinho, por que razão a chuva haveria de me enfastiar? É um pensamento um bocado estúpido. Fico a matutar na coisa.

    Será que tenho pensamentos estúpidos a toda a hora ou, pelo menos, tenho-os com frequência e não me apercebo de tanta estupidez apenas porque não reparo? Se parar para pensar a cada passo descobrirei uma quantidade de pensamentos estúpidos e imbecis muito para lá do que imaginaria aceitável? Ai Jesus!

    O melhor será parar de pensar. Pausa.

quinta-feira, julho 10, 2025

O dia de hoje

     Antecipar um dia em que podemos fazer tudo aquilo que podemos imaginar e podemos ponderar dadas as circunstâncias não é a tarefa mais simples nem é evidente. O meu cérebro desorganiza-se com facilidade; aliás, para se desorganizar seria necessário que o meu cérebro estivesse, de alguma forma, organizado, o que raramente acontece. A pontuação da frase anterior deixou-me a pensar e encheu-me de dúvidas mas parece-me ter chegado a uma conclusão aceitável.

    Já me desviava do que pretendia dizer. Lá está! É a tal tendência para uma desorganização constante e persistente. De que falava eu? Ah, sim, já me lembro (li a primeira frase deste post). Poder fazer aquilo que seja capaz de imaginar...

    Desenhar? Recortar coisinhas e fazer colagens? Ler? Ouvir música durante as tarefas mais criativas? Ir dar uma volta, apanhar ar no trombil? Dormir uma sesta? Ir ao velório? As possibilidades são variadas e eventualmente combinatórias. Posso estabelecer um plano, elaborar uma lista, ordenar, organizar, prever, antever, posso fazer tanta coisa, caraças! Por isso mesmo opto por não fazer nada. Ou melhor, por isso mesmo deixo que seja o dia a decidir por mim. Decerto tomará melhores opções.

    Não me sinto capaz de fazer as coisas "bem feitas". 

sábado, junho 14, 2025

Exactamente aqui

     Este mundo deprime-me talvez até mais do que a perspectiva de vir um dia (mais cedo que tarde) a mudar a minha morada estabelecendo-me no outro. No outro mundo. Não, não estou a falar do continente chamado "amaricano", estou mesmo a falar do dito Além, para lá do Estige, não sei se estás a visualizar. Pronto, ok, simplificando: o mundo dos mortos... "I see dead people", esse tipo de coisas. Dizia que este mundo me deprime talvez mesmo mais que essoutro. 

    Não tendo cão sinto-me desabilitado a parafrasear aquele gajo (não me lembro bem a quem me refiro) que elogiava o canito ao mesmo tempo que cagava um pouco nos Homens, assim, com "H" grande querendo referir-se à Humanidade. Isto de tomar a Humanidade pelos Homens é uma cena bué machista ou patriarcal ou o caralho (nestas circunstâncias não fica mal abusar da virilidade lexical) e deixa o universo feminino à beira da contracção. E com razões para barafustar, sejamos justos.

    Enfim, perco-me, como é meu hábito, e tenho de meter travões, parar, reler e perceber onde pretendia chegar quando comecei a escrever este texto. Reflicto um pouco e concluo que pretendia chegar aqui. Exactamente aqui. 

segunda-feira, janeiro 13, 2025

Ser como a lesma

     Tenho uma ideia nova. Esqueço-a. Não sei bem se a perdi pois que dela guardo apenas uma vaga recordação. Vá-se lá saber! Talvez não tenha perdido grande coisa. Na verdade nem sei bem se não terei ganho algo. Por vezes tenho ideias que me parecem muito boas e, mais tarde, envergonho-me, não sei se de as ter tido se de as ter imaginado como algo que fizesse sentido. É assim que na minha cabeça se define mais ou menos o conceito de embaraço. Perdi uma ideia, não sei se estou embaraçado ou haveria de vir a está-lo. Assim fiquei. Tudo na mesma. Como a lesma.

sábado, janeiro 11, 2025

Fartura

     Suportar o tédio é um exercício complexo. No início podes até sorrir, menear a cabeça com leveza, tamborilar com os dedos o tampo da mesinha mas, à medida que o tempo vai passando, a bonomia transforma-se em aborrecimento doloroso, não tarda vai já em  modo de agressividade eléctrica. E assomam aos teus lábios palavras proibidas.

    Mas que porra!? Esta gente não se enxerga? Terão consciência das enormidades que arrastam atrás das ideias que tentam expor? Procuram manter os pezinhos bem assentes no vazio que os sustenta mas sente-se-lhes a insegurança como se pisassem sala atapetada a pão-de-ló. Na dúvida resolvem preencher o tempo com palavreado sem sentido. Que chatice!

    Estou farto disto.

quinta-feira, novembro 07, 2024

Um lugar infecto

     O Troglodita adiantou-se ao Pedinte mas nem um nem outro terão, jamais, acesso à informação necessária. Para eles o ouro não chega a ser uma miragem. Nunca sairão daquele lugar infecto. "Que é o único lugar a que têm direito", pensou o homenzinho no guichet enquanto contava notas de 5 e 10 euros.

    O Pedinte e o Troglodita são extremos de uma linha sinuosa. O Pedinte não desiste da existência. Estende a mão, implora baixinho. Podemos não o ver mas não é porque seja invisível. É por sermos cegos. 

    O Troglodita é um gajo um pouco perigoso. Não percebe bem nada do que o rodeia. Tem feelings, por vezes feelings muito ásperos; tem sentimentos confusos. Antipatiza naturalmente com o Pedinte talvez por sentir que há entre eles algum tipo de competição. Por atenção? Por espaço? O Troglodita não compreende nada.

    "São umas bestas!" - o homenzinho do guichet não passa de um miserável (a vários níveis) mas contemplar aqueles dois maltrapilhos, que vivem e cagam no meio da rua, fá-lo sentir-se um nadinha poderoso. O suficiente para se imaginar uma personagem importante.

    O Troglodita adiantou-se ao Pedinte mas nem um nem outro terão, jamais, acesso à informação necessária. Nunca sairão daquele lugar infecto.

quinta-feira, outubro 31, 2024

Momento perdido

     Ler e reler o que antes escrevera vestia-lhe o espírito com um fato confusor, como o de Fred, a personagem de K. Dick. "Não sou ninguém" - pensou ele. Na verdade queria dizer que poderia ser qualquer um, que seria sempre alguém, porventura alguma coisa. Tremiam-lhe as mãos.

    Quis escrever algo que fizesse sentido mas não foi capaz.

sábado, julho 13, 2024

Ser (o fantasma)

     Pode a invisibilidade crítica provocar azedume ao ponto de causar forte azia e levar o invisível (o fantasma) a vociferar que nem um porco? Pode. Pode o anonimato levar o anónimo (o fantasma) a desesperar ao ponto de pensar em largar os pincéis e dedicar-se à pesca com cana e anzol? Pode. Pode a falta de reconhecimento público fazer crescer dentro do ignorado (o fantasma) uma inveja biliosa que ele confunde com injustiça? Claro que sim, pode.

    Pode um gajo persistir em fazer pintura, desenhar, imaginar e sonhar, década após década sem que nada de relevante aconteça e ele (o fantasma) se vá esquecendo de quem foi, fique confuso com aquilo que é e, apesar de tudo, deseje ser algo diferente (do fantasma) um dia que ainda está para vir. Sim, pode (que aborrecido). "Pode alguém ser quem não é?" Isso, agora...

quarta-feira, julho 10, 2024

Amizade genuína

     Será a solidão o mais assustador dos problemas que um ser humano pode encontrar ao longo da vida? Há quem diga que não tem medo da morte mas que a perspectiva de viver uma vida solitária sim, é coisa que lhe provoca desarranjo intestinal. 

    Nos tempos que correm não sei bem o que possa ser considerado "solidão". Todos nós temos dezenas, senão mesmo centenas, de amigos no Facebook. Eles nunca irão abandonar-nos, nunca ficaremos sós. Logo, a solidão parece-me um falso problema (há ainda o Instagram,o TikTok, eu sei lá que mais!).

    A menos que a ausência de toque, de calor humano, a ausência efectiva de um corpo real na nossa zona de acção seja considerado "solidão", o mundo virtual encarrega-se de nos preencher o dia-a-dia, encarrega-se de nos oferecer um objectivo de vida (ou vários). 

    O computador, o objecto em si, é um amigo (tocamos-lhe, sentimos o seu calor, ouvimo-lo, falamos com ele e através dele...), o computador é um amigo e um amigo fiel, diria eu!

    Fico já por aqui, não te chateio mais: se pretendes uma amizade efectiva e genuína olha bem para o objecto que tens à tua frente (se estiveres a utilizar um telemóvel também serve) e sorri-lhe. Ele merece-te e tu merece-lo a ele. Sejam felizes!