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quarta-feira, setembro 13, 2017

O dia das eleições

É sempre a mesma bambochata, o dia das eleições em Portugal é como se fosse uma coisinha feita de cristal que é preciso tratar com o máximo dos cuidados não vá desfazer-se ao mais leve sussurro.

A abstenção tem vindo a aumentar, o povo eleitor parece cada vez mais arredado das urnas e das cruzinhas no boletim de voto. Tenta-se explicar a a abstenção das mais variadas formas: o povo baldou-se porque estava a chover ou porque estava calor e foi para a praia. Ou porque era um fim-de-semana prolongado e emigrou em direcção ao Sul, ou porque outra coisa qualquer.

Em suma, todas as razões são boas para não votar. Não é que o povo se esteja a marimbar para o seu dever cívico, não! O povo até queria cumprir o ritual democrático mas há sempre qualquer coisa a distraí-lo.

Desta vez a questão de lesa-democracia é a marcação de um jogo de futebol entre o Porto e o Sporting para esse dia 1 de Outubro de 2017. Haverá alguém que deixe votar porque se joga futebol lá para o fim da tarde? Se isso acontecer parece-me que o problema é do eleitor e não do jogo. Tal como não me parece correcto culpar a chuva ou o sol da falta de cultura democrática.

Talvez os partidos políticos e os candidatos e os meios de comunicação social tenham algumas culpas no cartório. Mas não, o futebol é bem mais fácil de culpar.


quarta-feira, junho 29, 2016

Numerologia

Os números servem para significar tudo e mais alguma coisa.

A vontade popular expressa em números, é a única forma conhecida de revelar ao mundo uma síntese daquilo que não se consegue explicar de outra maneira.

É como quando avaliamos um trabalho de Desenho: pegamos na capacidade técnica, na construção espacial, na eficácia (!?) da comunicação, etc. e esprememos tudo muito bem espremido e.. cai um numerozinho que passa a significar a qualidade do objecto. Como exercício de magia não está nada mal.

Contar votos e esperar que eles signifiquem algo concreto é outro exercício de fé na santidade dos números.

terça-feira, junho 28, 2016

Vontade popular

Até que ponto o resultado do referendo britânico reflecte a divisão entre um mundo urbano e cosmopolita e um mundo rural, menos formado nas visões que o Mundo oferece aos que para ele olham e nele viajam?

Até que ponto a elaboração de um discurso complexo, resultado da observação do mundo, que tenta reflectir sobre a sua variedade, um discurso construído no coração da cidade, vai perdendo consistência e clareza à medida que se desloca em direcção às periferias, até ser transformado no antiquíssimo "bar-bar", a linguagem que os gregos da antiguidade clássica atribuíam aos povos que lhes eram estranhos?

Em Democracia, o conhecimento e a ignorância equivalem-se no momento do voto, misturam-se e diluem-se na contagem dos boletins e acabam por ser uma e a mesma coisa quando são publicados os resultados da votação, expressando a vontade popular.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Trampa

Imaginemos que Donald Trump chega a Presidente dos Estados Unidos da América. Estamos a imaginar...? Vá lá, só mais um bocadinho, um pequeno esforço de imaginação... pois é, a coisa não gera imagens particularmente agradáveis, pois não?

Que sociedade é capaz de gerar um candidato ao mais alto lugar da sua organização política com as características do descabelado Trump? Que doença, que droga, que alucinação colectiva pode fazer com que este homem seja levado a sério por uma parte significativa dos seus concidadãos?

Muito falamos dos líderes perigosos que governam partes deste mundo. Kim Jong-un, Maduro, Obiang, Eduardo dos Santos, ditadores mais ou menos populares nos seus países, a loucura e a ausência de direitos civis, caricaturas de democracias, tudo isto nos faz tremer um pouco. E se Trump vier a chefiar os EUA? Uma trampa!


domingo, setembro 29, 2013

Dever ou não dever (cívico)

Hoje é dia de eleições autárquicas. Mais uma vez fui votar, cumprindo o meu dever cívico. Desta feita houve uma novidade, a minha filha votou pela primeira vez numas eleições "a sério". Sim, antes de chegarmos cá fora, já todos experimentámos votar na escola para eleger os nossos representantes na Associação de Estudantes ou outras cenas do género.

Fico a pensar com os meus botões que votar na escola é como brincar à Democracia. Mas após uns segundos de reflexão fico na dúvida se a brincadeira democrática é um exclusivo de crianças em idade escolar.

Tenho a sensação de que a abstenção vai doer forte e feio. As urnas ainda não fecharam mas cheira-me que vai haver recorde. Os mais jovens não ligam a esta coisa de eleições. Não parecem acreditar na Democracia e, como tal, dizem com frequência que os políticos são todos iguais, que a política é uma merda... como se um fascista fosse igual a um comunista ou a um social-democrata.

O desencanto com a nossa podre Democracia não é um exclusivo dos mais jovens. Ouço muito adulto com um discurso do mesmo calibre e ao mesmo nível. O regime está de patas ao ar.

Seja lá como for, os meus votos entraram na urna. Paz à sua alma.


domingo, novembro 05, 2006

3 notas


nota 1.Mais seis países árabes, de Marrocos aos Emirados Árabes Unidos, pretendem iniciar programas nucleares com fins pacíficos, dizem. Já agora e assim com assim, porque não? O número de dementes absolutos com acesso a armamento nuclear já é suficientemente preocupante. Mais um ou outro não virão acrescentar grande mal ao mundo. O mal já cá está e é por cá que vai ficar. A menos que uma guerra nuclear venha a ter batalhas na Lua ou coisa que o valha. Um dia a vida na Terra vai acabar, quanto mais não seja quando o Sol se extinguir. E Deus? Morrerá também?

nota 2. A campanha eleitoral para o Senado nos EUA tem mostrado até que ponto a liberdade de expressão pode ser um espelho límpido da baixeza humana. Os métodos utilizados são frequentemente deploráveis e os gastos na produção dos spots verdadeiramente astronómicos. Sendo os EUA o modelo democrático mais desenvolvido (dizem por aí) devemos concluir que mais dia menos dia teremos campanhas na Europa com o mesmo nível de devassa da privacidade dos candidatos? Se bem estamos lembrados, na campanha para as Legislativas que deram a maioria absoluta ao PS, Sócrates foi atacado por um boato que colocava Diogo Infante no centro de um argumento miserável. Resultado? Sócrates é 1º ministro e Diogo Infante director do Maria Matos. Talvez isto constitua prova de que, entre nós este género de merda mediática ainda vai levar algum tempo a vingar. Deus nos ouça...

nota 3. Rui Rio deu mais uma prova de falta de cultura democrática (estou a ser simpático e a conter-me na apreciação deste cromo) decretando o fim da atribuição de subsídios a fundo perdido com o aval do executivo camarário a que preside. Este ser vivente mostra como o sistema democrático pode falhar quando elegemos bimbos mal educados e com mais complexos que Napoleão e Hitler juntos num mesmo corpinho. Apesar do gel no cabelo e do sorriso liofilizado, Rio não passa de um pequeno ditador (baixote mesmo) que nada fica a dever aos atrás citados, apenas se distinguindo deles pela dimensão dos poderes que manipulha (este erro ortográfico não é inocente).