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quarta-feira, agosto 31, 2016

31 de Agosto

Com o final de Agosto regressam pessoas. Pelo menos é essa a sensação que tenho após algumas voltas pela cidade e arredores, agarrado ao volante do meu carro. Pareceu-me haver mais movimento e, sobretudo, um aumento muito acentuado dos níveis de stress que por aí andam.

Manobras automóveis mirabolantes, daquelas de arrepiar pelo desrespeito absoluto que representam seja às regras de trânsito seja à vida alheia; velhinhos e velhinhas em fila para jogar na raspadinha e um gajo à espera para poder comprar o jornal; grupos de pessoas a falar alto, narrando peripécias das férias na mesa do café, outras fazendo o mesmo gritando para o telemóvel; mais carros em cada cruzamento, em cada rua, em cada avenida; uma estranha sensação de preenchimento. Ainda assim, tudo na paz do Senhor.

Terminam as férias, regressa a ansiedade?

domingo, agosto 02, 2015

Férias


É o calor, é a praia, são as férias. Tudo abranda sob a luz do sol mas a vida rola à mesmíssima velocidade que rodava quando do céu caía água, como se fosse o Dilúvio a chegar outra vez, a chegar fora de época.

Tendemos a relaxar, tendemos a relativizar, a reconhecer a excelência do que a Natureza nos ofereceu e nós oferecemos em segunda mão aos milhares de turistas que nos visitam. Em Agosto Portugal abre parêntesis na realidade e fica semelhante a um sonho de folheto turístico.

Ao longo deste mês Portugal faz de conta que não existe, faz de conta que não é isto e é aquilo.

Quando o sol fechar as contas, as esplanadas forem recolhidas e trocarmos os calções e as sandálias pelas roupas do costume... como estará este país?


quinta-feira, agosto 30, 2012

NYC

Nos últimos dias tenho tido esta imagem na janela do quarto. Nova Iorque, rua 46 com a nona avenida. Nova Iorque, a cidade das ruas perpendiculares às avenidas (o contrário também é válido), pejadas de gente em movimento e táxis amarelos. Gente que resume o mundo todo dentro desta cidade, gente de todas as cores, formas e feitios, gente com todos os aspectos e imagens. Nova Iorque.
Amanhã é dia de viajar no regresso a Portugal. Viagem longa e demorada que me vai pôr a cabeça um tanto retorcida. Quando se voa de um continente para outro o tempo fica confuso e quem paga é a nossa cabeça.
As férias aproximam-se do seu fim, voando sobre as nuvens.

domingo, agosto 12, 2012

Subindo a linha

Vou no balanço meio aéreo do comboio. Subo a linha da Beira Alta, em direcção a casa. As férias continuam o seu caminho, encarreiradas nesta linha férrea.

À minha volta as pessoas parecem ter sido mordidas por uma mosca tsé-tsé. Vai tudo a dormir ou a dormitar. Ainda assim não vislumbro nenhum fio de baba a escorrer dos muitos cantos de bocas abertas, isso aborrece-me. Queria ver alguém a babar-se para dar mais colorido a este post.

A paisagem abre-se de vez em quando, para lá das árvores que ladeiam a linha. As árvores trazem o horizonte para cima das nossas cabeças, impedidndo que o olhar se alongue na liberdade do espaço. Lá fora corre o portugalzinho do costume; muitas casinhas, de vez em quando uma casona, como que a casa mãe das pequeninas ou o antro de algum animal predador de grande porte.

O sol e o calor, a estação de Santarém.O lugar ao lado do meu é o único vago em toda a carruagem. O mundo lá fora, ao largode Portugal, parece que corre também assim, monótono e habitual, em direcção a um fim que promete ser início de outra coisa qualquer.

Nos ouvidos trago enfiados uns auscultadores que agora me cantarolam uma cançãozinha dos Pop Dell'arte. à minha frente o computador onde vou distraindo a escrita nesta coisa que estás a ler. Estou meio recortado no espaço da carruagem, tento contruir (e dominar) um lugar só para mim, uma coisa exclusiva que vou partilhando contigo.


Sinto-me uma espécie de ciborgue imperfeito, cujas funcionalidades artificiais se encontram todas (ainda) fora do corpo. Agora o dispositivo auditivo vai debitando "The Passenger" na versão de Iggy Pop. Nada mais apropriado!

PS reparo agora na semelhança entre a foto que está na sidebar e a do cabeçalho deste blogue. Ele há coisas...

segunda-feira, agosto 06, 2012

Férias

Fugindo ao sol e à realidade sempre que a oportunidade se oferece, que o calor e os acontecimentos deste mundo não estão para brincadeiras.

quarta-feira, julho 25, 2012

Listas inúteis

Nesta época do ano é habitual aparecerem, publicadas um pouco por todo o lado, listas de livros recomendados para as leituras de Verão. Os jornais e as revistas não costumam perder a oportunidade de solicitar a diversas personalidades (umas mais públicas do que outras) que forneçam um rol de títulos que lhes pareçam interessantes.

E as figuras fazem-no, enviam os seus palpites, as suas listas, as mais das vezes inúteis, revelando os autores da sua preferência ou, pelo menos, da preferência de quem elabora a dita lista por elas.

É bom não esquecer que muitas destas figuras, precisamente porque são figuras públicas, não têm  tempo para ler e limitam-se a olhar os bonecos, de preferência bonecos onde apareçam elas próprias, a sorrir um daqueles sorrisos que até hà pouco tempo pareciam impossíveis de tão brancos, tão limpos e certinhos.

Como não sou uma figura pública e decido olimpicamente sobre o que aparece e não aparece neste blogue, resolvi fazer uma lista da minha lavra. Entre livros que li recentemente, o que estou a ler agora e os que gostaria de ler a seguir, aqui fica a dita cuja.

De há uns meses a esta parte, desde que li algures um artigo sobre "A Máquina de Fazer Espanhóis" de Valter Hugo Mãe (outrora valter hugo mãe) decidi-me a ler todos os seus romances. Assim fiz, são apenas 5. 4 deles fazem parte da minha lista, o outro nem por isso. Qual deixaria de fora? Compete-te a ti decidir, caro leitor, decide tu...

Entusiasmado com a excelência da escrita do amigo Hugo Mãe procurei manter o foco naqueles que são designados como "novíssimos" romancistas portugueses e virei-me para Gonçalo M. Tavares. Li "Aprender a rezar na era da técnica" e "Uma Viagem à Índia". O primeiro deixou-me de queixo caído, o segundo desorbitou-me.´Li ainda "Matteo perdeu o emprego" mas uma lâmpada de 100 watts tem dificuldade em impor o seu brilho perante uma fogueira de tal intensidade que se aproxima do incêndio.

Pelo meio tive oportunidade de ler o romance "Pais e filhos" de Ivan Turgenev, um exemplar daquela inacreditável onda literária russa do século XIX que nos deixa a pensar que, ali, não havia ninguém que não soubesse escrever na perfeição. Reli, por engano, "A música do acaso" de Paul Auster, livro muito adequado para qualquer ocasião do ano. Como se relê um livro por engano? Prefiro não responder.

Regressei à literatura lusitana através de "Fados e Desgarrados", um alucinante relato do que foi, não foi ou poderia ter sido a cidade de Lisboa nos distantes anos 80. É um romance do meu amigo (José Xavier) Ezequiel que me ofereceu um exemplar com dedicatória e tudo! Logo após, mais uma vez influenciado por um artigo de jornal, procurei Afonso Cruz e li o excelente "Jesus Cristo bebia cerveja". De momento estou em plena leitura de "Breviário das más inclinações" de José Riço Direitinho, outro dos tais novíssimos. Mais uma vez estou a dar o meu tempo por bem empregue.

Tenho na prateleira, à espera, dois romances de João Tordo que, ao que leio por todo o lado, é outro autor prometedor, inteligente e um narrador de primeira água. Estou aqui para ver!

A lista está quase completa. Falta apenas acrescentar "Os detectives selvagens" de Roberto Bolaño que ainda não tenho por perto. Mas esse fica para mais tarde, para depois das férias, que o livro tem aspecto de ser pesado e volumoso, difícil de transportar para a praia, que é o melhor lugar para não ler nada. Vá lá, quando muito sou capaz de ler o jornal.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

A casa


O dia de Natal aproxima-se, é tempo de viajar até casa.
Há 30 anos que saí da minha cidade natal e tenho sempre vivido por estes lados. Há muitos anos que moro no apartamento onde escrevo estas palavras (penso que há 18 anos). É um bom lugar, já repleto de memórias, mas quando regresso às origens digo que vou para casa.

Não há nada a fazer. Mesmo que só lá vá duas ou três vezes por ano, mesmo que tenha uma família e este lugar, onde vivo a maior parte do tempo, a minha casa será sempre ali.

Boas Festas e até breve.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Voar e rolar


As férias podem ser cansativas. Imaginamos sempre um tempo de descanso quando chega o dia mágico em que o trabalho fica em lista de espera mas, como tenho feito desde esse dia, podemos optar por entrar numa corrida desenfreada. E o descanso é mais psicológico do que físico.

Uma viagem entre Lisboa e Tóquio leva bem um dia de vida ao viajante. É o (pequeno) preço a pagar pelo atrevimento de ir tão longe e, depois, regressar para tão perto. Quanto tempo teriam os viajantes de outras eras que oferecer aos deuses das estradas, dos mares e das montanhas, antes de os deuses dos ares e das nuvens terem garantido o quase monopólio do negócio?

Para nós, aeronautas contemporâneos, um dia a voar, com ligeiros poisos aqui e ali, em diferentes aeroportos que, no fundo, são quase iguais, parece uma coisa extrema, uma aventura descabelada que põe em risco os nossos níveis habituais de comodidade. Quando sentimos isso, Vasco da Gama deve dizer palavrões e chamar-nos uma coisa que não sei qual seja, a coisa que antigamente se chamava àqueles que hoje chamamos de "mariquinhas" (o políticamente correcto que vá dar uma volta :-).

Depois de 4 horas no ar e mais 3 em terra, outras onze a voar ininterruptamente entre Londres e Hong Kong, mais outra espera e, finalmente, saltar em direcção ao aeroporto de Narita para, finalmente, apanhar um autocarro que nos levasse até ao hotel, em Tóquio, faz com que as horas se tornem coisa estranha. Ora dilatam, ora diminuem, de acordo com as nossas sensações e estados de espírito.

Já cheguei a Portugal há alguns dias (viajei imediatamente mais umas centenas de quilómetros conduzindo o meu carro, para lá e para cá) mas o relógio continua a mentir-me e eu a ele. O Japão começa a tomar aquela forma que as recordações ganham passado algum tempo. Os pormenores perdem intensidade e apenas as fotos e as notas que registei me permitem recuperar alguns momentos agradáveis que, de outro modo, acabariam perdidos na imensidão das gavetinhas no meu cérebro.

Isso fica para um outro post que este já vai longo de tanto voar e rolar na memória das viagens.

quarta-feira, agosto 18, 2010

A lógica da rendinha


Aeroporto da Portela, London Heathrow, Hong Kong, aeroporto de Narita, Tóquio; 24 horas de viagem, mais coisa menos coisa, entre tempos de vôo e tempos de espera para ligações aéreas. Tudo a horas, à beira da perfeição possível em situações deste género.

Em Tóquio apanhámos um autocarro entre Narita e o hotel. Os apoios para a cabeça eram feitos de renda. Depois reparámos que os táxis tinham também este estranho adereço, uma rendinha branca, muito branquinha mesmo, para ser mais exacto.

Numa cidade gigantesca como Tóquio (30 milhões de habitantes), a limpeza surpreende. Ruas limpíssimas, zonas específicas para fumar com cinzeiros evitam cigarros fumados e espalmados nos passeios, nem um papelito esquecido... assombroso! Raríssimos grafittis, túneis subterrâneos brilhantemente iluminados e limpos, túneis que cheiram a limpeza.

Pede-se às pessoas que que aceitem cumprir as regras com gentileza; que evitem fumar em andamento; que evitem comer ou beber nas ruas fora dos locais a isso destinados. E as pessoas cumprem religiosamente as indicações. Fica a dúvida sobre o que acontecerá caso as regras sejam desrespeitadas mas estou convencido que não acontece nada de especial e, talvez por isso, as regras são cumpridas por quase 100 em cada 100 pessoas. Esta capacidade de organização é estonteante para um gajo como eu, vindo de um país onde ninguém parece interessado em cumprir indicação nenhuma, por mínima que seja.

O sistema de transportes ferroviários, metro e comboios de superficíe, tem as mesmas qualidades. Limpeza e pontualidade absoluta. Os comboios sucedem-se constantemente, cruzam-se em diferentes níveis, passam lado a lado, sobem, descem, aproximam-se e afastam-se, num bailado mecânico com o rigor de um relógio suíço. Um português não está habituado a ser tratado com tanto respeito!

A tão afamada simpatia dos japoneses é um facto. Chega a ser embaraçosa a forma como os habitantes da cidade se mostram disponíveis e simpáticos, sempre a fazer vénias e mostrando sorrisos abertos, aos quais tentamos corresponder com algum atabalhoamento (o tempo haveria de ir corrigindo a nossa forma de responder a tamanha cortesia).

Um dos maiores receios dos habitantes de Tóquio parece ser o de induzir em erro quem lhes pede auxílio ou indicações. O inglês deles é esforçado mas resulta pavoroso, o que dificulta a comunicação. No entanto, a disponibilidade e vontade de colaborar acabam por compensar a barreira da língua e só se perde em Tóquio quem não for capaz de sorrir.

Li algures que a máxima aspiração de um japonês é fazer um trabalho bem feito. Após os primeiros contactos com os habitantes de Tóquio fiquei plenamente convencido de que isso corresponde à verdade.

Organização, asseio, polidez respeito pelo próximo... foi amor à primeira vista. Tóquio parecia uma cidade quase perfeita. As minhas dúvidas escondiam-se precisamente na sombra desse "quase". Não é possível que tudo seja assim tão "clean", tão certinho. Numa metrópole como aquela tem de haver esqueletos no armário e monstros no fundo da sanita. O facto de serem tão difíceis de encontrar agradou-me bastante mas gostaria de os vislumbrar, talvez mesmo dar-lhes uma valente olhadela.

A primeira impressão de Tóquio foi a de estar perante uma imensa rendinha branca.

terça-feira, agosto 03, 2010

Estação parva, pensamento a condizer...


seca do bacalhau (o Fiel Amigo do povo português)


O nosso pequeno mundo está assim, numa espécie de banho-maria. As elevadas temperaturas do Verão português fazem com que os cérebros cozam um bocadinho e algumas pessoas pareçam ainda mais estranhecas do que já pareciam quando tinham a massa cinzenta conservada em temperatura de arca frigorífica. Com o calor as ideias parece que derretem e, em vez de saírem firmes e hirtas, como convinha, antes escorrem, liquídas e peganhentas, moles, repulsivas.

No Verão convém tomar cuidados extra com a conservação das coisas que estão sujeitas à acção do calor. A comida não pode ficar fora do frio, correndo o risco de se degradar a olhos vistos, nem os pensamentos devem ser deixados em exposição directa aos raios solares, pois sujeitam-se a perder por completo o sentido, caso o calor seja demasiado.

Chama-se a esta época a "estação parva" (silly season em língua anglófona) e ninguém está livre de se transformar numa verdadeira alimária armada em ser racional, convencida de estar a produzir pensamentos profundos e estruturados quando, na verdade, está a fazer a mais completa figura de urso. E todos sabemos os problemas que o pêlo dos ursos lhes traz na época encalorada que atravessamos.

Os tugas migram em direcção à água do mar, procurando um conforto que ali nunca encontram por serem demasiados em tão curto areal. Amontoam-se, felizes ou infelizes e muito suados, convencidos de que é assim que se encontra a essência das coisas nos dias de Verão. Coitados deles (coitados de nós).

As notícias veiculadas pelos meios de informação mostram como estamos mais parvos do que habitualmente (o que poderá parecer difícil mas, na verdade, é bem fácil). Vou saír do país durante uns dias, para muito longe daqui.

Espero encontrar o país intacto, quando regressar. Quero dizer, espero voltar e poder sentir esta invencível imbecilidade geral que tão heroicamente preservamos e nos torna únicos neste mundo maravilhoso. Espero que Portugal se mantenha firme e hirto e não derreta com o calor que abrasa o território. Espero regressar e continuar merecedor da minha profunda portugalidade.
Até breve.

sábado, julho 31, 2010

Férias


As férias estão aí. Quem ainda não se apercebeu que o relógio está mais preguiçoso e que hoje é quase a mesma coisa que foi ontem e que a cidade, de repente, ficou menos cheia que uma lata de sardinhas em conserva, quem ainda se não apercebeu de tais evidências, é porque continua a trabalhar. Lamento.

Os outros, os que não só compreendem as patacoadas que escrevi no parágrafo anterior como ainda seriam capazes de lhe acrescentar umas parvoíces no género, parabéns, estão assim como eu, algures entre ontem e depois de amanhã. O dia de hoje e o que lhe está colado não têm grandes coisas a prometer. É nos dias seguintes que se escondem os acontecimentos mais marcantes das férias que, apesar de já terem começado, ainda não se parecem com grande coisa.

Viagens, aviões, automóveis, comboios, barcos, metros debaixo das entranhas da cidade. Ainda estou para perceber se as férias são descanso ou cansaço. Estou quase ansioso por percebê-lo! Um gajo está sempre à espera de uma aventura qualquer. Venha ela que já estou um pouco saturado de continuar à espera.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Never Ending Story!


Depois de Londres uma semana na Serra do Gerês. Nada melhor para fugir a ataques terroristas e outras modernices do género. Hoje já estou em Viseu a fazer uma visitinha aos meus pais e pouco mais. Quase me tinha esquecido do que é um computador!
Quando regressar a casa estarei apto a contar histórias e trocar impressões sobre os contrastes entre London Town e a Serra do Gerês. Isto de andar em Cyber Cafés ou lá como se chamam estas casas é um bocado secante.
Por exemplo: o gajo que está sentado ao meu lado talvez pudesse ter tomado uma banhoca. Não se perdia nada. Ainda por cima sua abundantemente e mal chega com o peito ao tampo da mesa onde repousa o teclado. Um espécime perfeito do Homem Das Beiras, um género de troglodita que constitui o elo perdido da humanidade. Não desfazendo, uma vez que também eu faço parte desta espécie maravilhosa.
Nesta foto (que fui buscar a um Blog qualquer) vê-se uma escultura que está na "fronteira" da Portela do Homem, num topo do Parque Natural da Peneda Gerês, no local que marca a passagem do Minho para a Galiza por aquelas bandas. Nas placas, que agora não fazem qualquer sentido, há coisas curiosas. Vindos do lado do Minho, onde diz "Espanha" alguém escreveu a spray negro "Galiza do Norte". Do lado de lá, perto da tal estátua, na placa que diz "Portugal" escreveu-se "Galiza Livre". Curioso não? É Galiza dali ao Algarve, numa faixa que se estica preguiçosamente ao lado de Espanha de norte a sul da península.
Um mimo dos muitos mimos que pude observar ao longo destes dias sem fim.
Sinceramente já me sinto um pouco fatigado.
As férias acabam por ser mais cansativas que os dias de trabalho.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Stockwell


Esta imagem mostra a entrada da estacao de metro de Stockwell. Foi aqui que a policia inglesa abateu Jean Charles de Menezes por ele levar uma mochila as costas e correr apressado para nao perder o comboio. "Quanto mais depressa mais devagar" diz o ditado, neste caso transformado em humor mais duvidoso que negro. O Cyber cafe onde estou a escrever este post fica exactamente do outro lado da rua. Olhando pela montra posso ver o altar improvisado que esta na imagem. Agora tem um aspecto ligeiramente diferente, tem uma bandeira brasileira, outras imagens... mas o espirito da coisa mantem-se.
Jean Charles foi abatido no meio de uma onda de paranoia anti terrorista, vagamente semelhante a que atravessamos agora. Hoje vou voar de regresso a Lisboa. As coisas parecem normalizadas nos aeroportos. Ja fiz o check-in on line, o voo esta confirmado. Confesso que e com algum alivio que deixo Londres apesar de nao ter sentido nada desta paranoia no meu quotidiano citadino. Apenas os jornais acentuavam o panico em cada edicao, principalmente os vespertinos. Passada a ameaca dos planes de imediato surgiu uma suposta ameaca no tube! estes gajos fazem tudo o que podem para vender jornais. Os nossos diarios nao passam de aprendizes nesta materia.
Stockwell e uma zona com muitos portugueses. Fiquei hospedado em casa de uma velhota algarvia simpatica, daquelas que falam pelos cotovelos. Ainda agora fui tomar um "bica" ao restaurante o Conquistador. Deu ate para comer um pastel de nata! Os portugas parecem criar uma comunidade a parte com os seus cafes, as suas lojas, os seus pequenos mercados. A integracao nao parece ser o principal objectivo desta malta.
Bom, o meu tempo esta a expirar.
Ate mais logo, ja com acentos e num portugues mais escorreito!

terça-feira, agosto 15, 2006

Perigo!!??

Estou retido temporariamente em Londres devido as ameacas de atentados bombistas (nota-se a falta de acentos, nao?) que deixaram a British Airways de pantanas. Por aqui corre a conviccao de que tudo isto tem o objectivo de tentar recuperar os indices de popularidade de Mr.Blair. Esse palhaco continua de ferias nas Bahamas enquanto por aqui se vao amontoando turistas mais ou menos desesperados e ingleses que veem as suas ferias a fugirem ao controle.

Se tudo correr bem conseguirei viajar amanha, mas a sensacao de estar a ser enganado por uma grande maquinacao nao me abandona e deixa um gajo bastante irritado.

`A parte isso a estadia at`e tem sido interesante. Mais tarde tentarei actualizar o 100 Cabecas. Olhar o Mundo de outro pais `e uma experiencia curiosa. Ler a imprensa inglesa tem sido muito revelador. Para estes gajos al`em da Inglaterra s`o existe a Esc`ocia e pouco mais.

Bom, vou ter de desligar. At`e amanha... ou depois!