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segunda-feira, março 25, 2013

Espectros

"Um espectro paira sobre a Europa, o espectro do comunismo." Começava mais ou menos assim o célebre Manifesto Comunista da autoria de Marx e Engels, publicado em Fevereiro de 1848.

O espectro pairou, rondou, sobrevoou o espaço europeu mas nunca chegou a materializar-se, de facto. Ficou-se por algumas tentativas mais ou menos abstrusas, abortos horrendos que nunca fizeram justiça à essência do espectro em causa.

Hoje é outro fantasma que ensombra os sonhos dos europeus. É o fantasma da única Internacional que verdadeiramente triunfou, o da Internacional Capitalista. "Proletários de todos os países, uni-vos!" exortavam os autores do Manifesto. Olhando os dias que vivemos podemos constatar que a única verdadeira união a que este mundo assistiu não foi a dos proletários, foi a dos seus amos.

É triste observar a derrocada do sonho europeu, visto de dentro. Imagino que, olhado de outros ângulos, visto do lado de fora, o caso não seja dramático. Visto dos países que outrora designámos como o Terceiro Mundo, visto dos países que outrora colonizámos e explorámos, talvez este ocaso Europeu tenha cores garridas e tons de festa que contrastam fortemente com o cinzento a pender para o negro nocturno que a coisa ganha cá em casa.

Houve quem acreditasse que o destino da Europa seria o de espalhar o pensamento Humanista pelo planeta. Afinal fomos apenas capazes de infectar os outros com a gula capitalista e, agora, pagamos o preço devido pela nossa soberba civilizacional.

O Capital não tem Pátria nem sonha com um mundo melhor. O espectro paira sobre a Europa. O resto do mundo pode esperar pela sua vez.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Profecia




Qerem fazer-nos acreditar que depois de Cristo e Maomé terá passado o tempo dos profetas. Estou em crer que isso não é puto verdade! Ao visitar o Photomelomanias dei com este post e o primeiro clic deixou-me deslumbrado. É uma palestra extraordinária de Aldous Huxley que mostra como se constrói uma profecia: com atenção aos pormenores do mundo que nos rodeia e uma grande dose de inteligência que, nestes casos (será apenas nestes casos?), é o mesmo que imaginação.


Caramba, apeteceu-me mesmo correr para casa e abrir a minha edição de Admirável Mundo Novo. Já nem me lembro quando li aquilo mas tenho a vaga impressão de que foi um dos livros que ajudou a alicerçar a minha personalidade. (para compreender alguma coisa do que acima fica registado é imprescindível ir ao post do Photomelomanias experimentar aquele tal (este) 1º click)