um trabalho de Vhils algures em Lisboa (parece-me)terça-feira, agosto 25, 2009
Virgindade perdida?
um trabalho de Vhils algures em Lisboa (parece-me)sábado, agosto 22, 2009
Forma e conteúdo


quinta-feira, agosto 20, 2009
A 800 metros do sexo feminino
Ontem à noite estava eu a fazer zapping entre os milhentos canais da televisão, quando passei pelo Eurosport e fiquei a ver um resumo das provas do dia dos campeonatos mundiais de atletismo que estão a decorrer em Berlim. As imagens eram da corrida dos 800 metros femininos e uma das atletas, com um equipamento algo diferente dos restantes, comandava com aparente facilidade. Tudo bem, já se sabe que nestas corridas rápidas há sempre quem se lance na frente durante uma volta ou volta e meia e, no final, ao sprint, veja passar em alta velocidade as adversárias que guardaram forças.
Mas, desta vez, a comandante do pelotão não fraquejava nem um pouco. Antes pelo contrário. Com um estilo de corrida pouco usual, parecendo mais dar grandes passadas, como se caminhasse muito depressa, quase sem saltar entre um passo e outro, Caster Semenya, uma jovem sul-africana de 18 anos de idade, ia cavando a distância para as suas mais directas competidoras, acabando por vencer com uma distância e uma facilidade inesperadas em relação à segunda classificada, a queniana Janeth Jepkosgei, anterior campeã mundial. As 3ª e 4ª chegaram em cima da 2ª, num sprint espectacular e admirável. Longe da vencedora que parecia ter ido ali correr como se estivesse apenas com receio de se atrasar para apanhar o comboio.
Quando a imagem focou de perto a vencedora (nunca antes a tinha visto) pareceu-me pouco feminina. A forma como caminhava, gingando os ombros e flectindo os joelhos a cada passo, fazia lembrar um jovem rapper. A ausência de peito e uma espécie de buço a emoldurar-lhe os lábios completavam a sensação de se estar perante um rapaz e não uma rapariga.
Outro pormenor estranho; Caster não parecia muito feliz, ainda menos eufórica, ao contrário das outras medalhadas que sorriam e saltavam de contentamento, Caster sorria pouco ou nada. Algo incomodava aquela campeã.
Hoje, ao ler os jornais, lá vinha a notícia "IAAF quer saber se campeã dos 800 metros é uma mulher". A feminilidade da campeã é posta em causa. Tudo bem. Maria de Lurdes Mutola, uma anterior campeã moçambicana na mesma distância também parecia um homem. Ao que parece suspeita-se que Caster seja hermafrodita.
Fiquei a pensar no caso. Onde poderão competir os atletas hermafroditas? Com os homens? Com as mulheres? Ou terá de ser criada uma competição especial exclusiva? Teria a sua piada, numa corrida de 800 metros para o campeonato do mundo para atletas hermafroditas, a campeã ser posta em causa, sob suspeita de ser uma mulher, tendo de provar o contrário sob o risco de lhe ser negada a vitória.
A finalizar, uma curiosidade retirada do Público: "(...) em 1992, no seguimento de testes laboratoriais realizados nos Jogos Olímpicos de Inverno e de Verão, chegou-se à conclusão que um em cada 500-600 desportistas analisados teria problemas na determinação do sexo".
terça-feira, agosto 18, 2009
Embuste global

sexta-feira, agosto 14, 2009
Inimigos

terça-feira, agosto 11, 2009
Uma questão de chá
lá ao fundo está a Gioconda, absorvendo por completo todo o espaço em voltasegunda-feira, agosto 10, 2009
Passou-bem?
imagem do filme "Eu, robô"domingo, agosto 09, 2009
A Morte não vai de férias

segunda-feira, agosto 03, 2009
Mal passado

Gulodice tropical

domingo, agosto 02, 2009
Muitas bolinhas

Nesta vertigem meio aparvalhada sou levado a perguntar onde anda o H5N1, o terrível vírus da gripe das aves que deixou o mundo de pantanas ainda não há assim tanto tempo quanto isso? E o velho vírus da "influenza"?
Tanta barulheira parece trazer um oceano no bico. A quem aproveitam estas situações de alarme paranóico? À populaçãozinha que anda para aí a bater mal da carola não aproveita nem um bocadinho. Alguém está a esfregar as mãos de contente e nem sequer se dá ao trabalho de as lavar como deve ser. Não precisa.
Nota: a propósito desta salsada aqui fica um link que poderá ajudar a espantar as aves de mau agoiro. Tem alguns dados interessantes e elucidativos sobre a questão.
quinta-feira, julho 30, 2009
Um texto e um pretexto

Como funciona a hibridização anárquica
Começando pelo princípio.
Um cartãozinho tamanho A3 (as costas de um bloco). Um tubo de cola UHU (tenho sempre vários espalhados pelo ateliê) e jornais e revistas e outros restos. Um CD a tocar na aparelhagem (Beatles, Sargent Peppers Lonely Heart Club Band, neste caso) e uma cerveja fresca. Está bastante calor e estou com pressa de acabar pois quero ir ver um jogo de futebol na TV a menos de uma hora de distância. A camara fotográfica tem as pilhas a darem o berro. Como se pode ver nao há muita luz. Colo um rasgão da capa do ùltimo Ypsílon, com as mãos da Agnés Varda, um CD (oferecido com o Público) com 3 temas execráveis dos Taxi e um recorte que sobrou de outra colagem de uma coroa de uma virgem de um ícone ortodoxo de um artista ucraniano que teve uma exposição no Fórum Romeu Correia aqui há uns meses atrás. Tudo isto e tubos de tintas, uma garrafinha de tinta-da-Índia uma lata com tinta de pintar paredes bastante sêca... enfim, os materiais habituais. Colo as coisas (podiam ser outras). Lucy in the sky with diamonds (o som podia ser diferente), sei lá que mais. É tudo, aparentemente aleatório.
A dsiposição das formas sobre o fundo configura, de imediato, uma espécie de corpo. Os meus trabalhos representam sempre seres humanos ou, pelo menos, coisas parecidas. Começo por desenhar algo parecido com um anjo. Tem asas e o CD ganha a posição de um astro no céu. Os dedos enrugados da realizadora francesa já são pernas.
O canto inferior esquerdo parece-me desoladoramente vazio. Três ou quatro toques de pincel generosamente mergulhado em tinta-da-Índia (podia e devia ser da China mas o rótulo é que manda)fazem surgir ali uma nova personagem. Tem o aspecto de um animal embora eu pensasse que seria uma criança. Apercebo-me que criança é a outra personagem. Deixo de a imaginar como uma santa ou uma Virgem e passo a olhá-la como uma princesinha. As asas fazem, agora, pouco sentido. Colo, na esquerda alta, o resto de um outro desenho que andava para aí esquecido.
A princesinha está demasiado semelhante ao bicharoco. Isso desagrada-me. No jornal aberto no chão está a cara de uma cantora qualquer em pose de artista. Olhos semicerrados, queixo empinado. Rasgo-a e colo-a. Não é por nada em especial que escolho esta cara. Apenas porque estava ali, disponível. Mais umas pinceladas e ganha uma expressão de algum alheamento. O que se passa nesta cena? Começo a pensar nisso com maior intensidade.A tinta branca está muito espessa. Isso agrada-me. Tenho a possibilidade de cobrir a superfície com uma tinta satisfatóriamente opaca. Auilo que eram asas afinal é uma corda de saltar. A princesinha está a divertir-se saltando à corda. Isso é bom. É bonito. Tem leveza.
Até aqui, não sei porquê, tenho insistido numas orelhas enormes. Estarei a pensar numa Princesa com Orelhas-de-Burro? Não me lembro bem da história e resolvo tirar-lhe as orelhas. Há um buraco no peito da menina. Folheio uma revista da CAIS (costumo comprá-la todos s meses) e encontro uma foto de uma senhora operária numa fábrica (imagino) de conservas. Rasgo um pedaço com um amontoado de peixes. tem a cor e o tom certos para a composição.
O bicho (que bicho é aquele?) continua com uma cara inexpressiva. Rasgo a imagem de um gajo qualquer a coçar a orelha. É um gesto que fica bem a um animal doméstico. Colo.
Os Beatles já estão numa desbunda complicada (aquele álbum é estranheco!). Passaram aí uns 25-30 minutos desde que comecei a juntar formas e significados sobre o cartão. O jogo vai começar não tarda. Vou acabar. O animal está a cagar. A princesinha levou o bicho à rua para defecar. Deve ser isso. Pronto. Está pronto. Acabado. Falta um título e falta perceber o significado daquilo.Isto é hibridização anárquica, é canibalismo cósmico. Amanhã explico melhor. Se for capaz.
quarta-feira, julho 29, 2009
O círculo enquadrado

The Burning Heads, técnica mista, exemplo de uma criação resultante do processo de "hibridização anárquica" por mim realizada há uns anos atrás. Quando partimos para o processo de criação de um objecto não fazemos ideia do lugar a que iremos chegar.terça-feira, julho 28, 2009
Nada (como no mar)

segunda-feira, julho 27, 2009
Cabeça cheia de vazio

sexta-feira, julho 24, 2009
Post coelhinho

quinta-feira, julho 23, 2009
Post macaco

quarta-feira, julho 22, 2009
A merda e arte (ou a arte e a merda)

segunda-feira, julho 20, 2009
Parece que me lembro de qualquer coisa


