domingo, outubro 11, 2026

Duas figuras amigas

     Devo optar por um discurso simples ou complexo? Isso é lá consigo meu amigo. Poderá a complexidade emergir da simplicidade discursiva? Pois concerteza, claro que sim, faça a fineza. Arrume essa ideia ali no canto, junto ao pacote meio roído. Foram ratos? Imagino que sim, espero que não. Deixe ficar, mais logo logo vejo. Logo, logo, soa a nome de ilha perdida nas águas do Pacífico. O meu amigo dispersa-se com uma facilidade assustadora. Mas olhe que é sem querer. Seja como for, perde-se, divaga, mergulha nas profundezas de reflexões patéticas sendo que isso até tem alguma graça. Obrigado, fico a dever-lhe uma. Posso sugerir uma ocasião para ficarmos quites? Sim, claro que sim. Quando eles voltarem diga que sou eu, quero dizer, diga que o senhor é eu, que eu sou vossa excelência. Sugere que troquemos de identidade? É isso mesmo, sugira que troquemos identidades. Decerto terá uma boa razão para me fazer tão estranha proposta. Sim, tenho. Tenho uma óptima razão mas não lhe vou dizer qual. Mas, em que ficamos? Aceita? E porque não? Afinal de contas somos amigos. Ora aí está! Mas, diga-me: devo optar por um discurso simples ou aventurar-me em conversas de teor mais complexo?

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