As diferentes religiões (todas ou quase todas) criadas e recriadas nos quatro cantos deste mundo, concebem um Criador. Alguém ou alguma coisa que construiu este mundo e nele criou a vida e nele colocou o ser humano, que tem mais ou menos relevância no conjunto da criação, conforme a origem do mito em análise.
Deus é quase sempre um construtor, um arquitecto ou então um masturbador, um fecundador de céus ou de oceanos. Dependendo da sofisticação da civilização que o cria, cada deus é mais isto ou mais aquilo, mais selvagem ou mais urbano, mais atento ou distraído, pacífico ou aterrador. Não há regra absoluta, estamos a falar de desuses, são os amigos imaginários da Humanidade.
Veio isto a propósito de ter lido algures que até mesmo entre os tupi-guarani, o mundo no qual habitamos actualmente resulta do renascimento social de uma espécie anteriormente dizimada por um dilúvio. As semelhanças entre esta história e o dilúvio de Gilgamesh ou o descrito no livro do Génesis são, eventualmente, perturbadoras.
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