Watchmen no écrã e na págna do comic bookEstreia hoje um filme daqueles que nem toda a gente vai querer ver por ser uma coisa que mete personagens saídinhas de um Comic americano, personagens com fatos ridículos e coloridos, enfiadas em collants e com a cabeça ocupada por problemas mais cósmicos do que cómicos. Estou a falar de Watchmen, pois estou.
Pesoalmente sou fã de loo0nga data. O meu exemplar em papel de Watchmen tem anotado o ano e o local de aquisição: 1990, Livraria do Duque. Há 19 anos!
Lembro-me de se ter dito, naquela época longínqua, que estavamos perante uma obra-prima da Banda Desenhada (ou dos Comics ou das Histórias em Quadrinhos, como quisermos). Absolutamente de acordo. Alan Moore é um autor inventivo que raramente se satisfaz com as coisinhas que já fez (mesmo que sejam enormes ou excelentes) e pretende fazer melhor da próxima vez. Por isso, enquanto houver "próxima vez" para Moore, poderemos estar atentos e esperançados.
Regressando ao aqui e mais daqui a bocado; o filme vem fazendo furor. Como de costume, o trabalho de promoção tem sido eficaz. Vão-se mostrando umas imagens, vai-se "metendo o veneno" na cabeça dos espectadores, a vontade de ver cresce, cresce, cresce. Chovem elogios, os actores confessam o entusiasmo que sentiram por poderem ter feito parte de um projecto de tamanha excelência, enfim, enquanto não for ver, uma pessoa tem a sensação de estar incompleta (a publicidade ainda vai dar cabo de nós!).
Pronto, estreia hoje mas, possivelmente, só irei ver amanhã. Hoje tenho trabalho importante para realizar, não há um buraquinho que seja para permitir uma fuga até à escuridão da sala de cinema.
A minha filha, no esplendor dos seus 15 anos de idade, está impaciente por ir ver o filme. Eu também, confesso e apesar de tudo. Ela já prometeu que irá ver o filme 5 vezes. Eu ainda não prometi nada. Mas se a coisa for mesmo tão extraordinária como a pintam... quem sabe?














































