
sábado, junho 14, 2008
Vampirismo

sexta-feira, junho 13, 2008
Acontecimento

quarta-feira, junho 11, 2008
Cristalzinho quebradiço

Mas temos de fazê-lo com a urgência das questões que deviam ter sido resolvidas anteontem.
terça-feira, junho 10, 2008
Vá-se esconder, Sr. Presidente!

sábado, junho 07, 2008
Não conto lá voltar tão depressa

O Rock in Rio é uma daquelas coisas que vale a pena experimentar. Há camisas que dizem "Rock in Rio, eu vou", ontem vi muitas que, apesar de estarmos lá dentro, diziam "Rock in Rio, eu fui" (talvez pudessem dizer, eu estou aqui:-) antecipando já o dia depois. O dia da ressaca.
Uma feira imensa, cheia de gente a andar de um lado para o outro, a levantar poeira, como na canção da senhora Sangallo, onde há demasiadas coisas a fazerem barulho ao mesmo tempo. Por exemplo, é um tanto desagradável assistir ao excelente concerto dos Clã (no palco mais pequenino) com o "unx, unx, unx" da pista de dança a fazer de tapete ao som da banda da incendiária Manuela Azevedo (esta mulher é uma força da natureza!).
Muito Rock na sessão de ontem. Mais Rock do que o habitual naquela espécie de rio de gente com margens de lago e que, por isso, corre perdido, sem ter onde ir que não seja ali mesmo. Um rio que escorre para dentro de si próprio. Deixemo-nos de esquisitices: ontem foi uma sessão especial do festival. Os Muse são qualquer coisa de absolutamente extrordinário, os OffSpring põem o rolo compressor em funcionamento e vão por ali fora, os Linkin Park (os mais estranhos e obscuros dos 3) acabaram por soar de forma algo agressiva aos meus ouvidos. Após uma boa mão-cheia de horas de concertos e confusão, nem outra coisa seria de esperar. Mas é sempre mágico assistir à comunhão dos espectadores uns com os outros e todos com a banda no palco, cantando a plenos pulmões cada hit logo a partir do 2º ou 3º acorde. Arrepiante.
Apesar de tudo, não conto lá voltar tão depressa. Será necessário algo de muito (mas mesmo muito) especial para me levar a meter os patins de regresso ao Rock in Rio. É que, por altura da próxima edição, a minha filha já poderá ir sozinha e não vai precisar do conforto de saber que, no meio daqueles milhares aparentemente infinitos, estão duas personagens que são os pais, para o que der e vier.
Não deu e não veio. O ambiente é surpreendentemente pacífico. É nítidamente uma festa o que para ali vai. Uma celebração pagã, festejando todos aqueles deuses e semi-deuses do panteão da cultura Pop do novo século.
Estar ali (sóbrio) dá que pensar.
(o vídeo aí em cima é de uma actuação ao vivo dos Muse, algures e nem sei quando. Tem um som mesmo mau (a voz mal se entende)e dá uma imagem pálida daquilo que foi a portentosa exibição de talento na noite de ontem. Pálida até porque as imagens deste vídeo foram captadas sob a luz do dia e todos sabemos como a noite é capaz de fazer brilhar as estrelas! Há mais uns quantos vídeos no menu deste, melhorzinhos. Se tiveres pachorra e gostares de Rock'n'Roll do melhor, explora a coisa porque vale bem a pena.)
quarta-feira, junho 04, 2008
Sindicalismo
Não me lembro de ver os sindicatos com um olhar tão vesgo como os vejo agora. Sou sindicalizado na FENPROF vai para uma carrada de anos, tantos quantos tenho de professor. Até hoje fiz dezenas de greves, mesmo em situações nas quais discordava das razões apontadas pelos dirigentes do meu sindicato. Por uma razão de solidariedade laboral (e social e política...) não gosto de me ver ao espelho com cara de "amarelo" fura-greves. Mas, no caso concreto do meu sindicato, há razões de sobra para protestar além das que se prendem com os salários ou a progressão na carreira. Faria de bom grado uma greve por tempo inderteminado até conseguir condições de trabalho dignas tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino nas escolas públicas. Menos alunos por turma, melhores equipamentos (adequados ao mundo tecnológico) etc e tal. Mas não. Insistimos em barafustar apenas por razões que não colhem na opinião pública. Só nos mexemos quando nos metem a patorra no bolso. A imagem pública degrada-se, os que são prejudicados pelas nossas acções reivindicativas pensam que apenas nos movemos em função do vil metal. Será um facto? Eu próprio tenho as minhas dúvidas mas não é isso que me fará entregar o cartão que guardo na carteira com orgulho indisfarçado.O movimento sindical enfraquece a cada dia que passa. O trabalho precário, os "recibos verdes", a falta de perspectivas de carreira laboral afastam os trabalhadores dos sindicatos. Os patrões reclamam mais poder para nos darem uns valentes pontapés no cú e os partidos do "arco do poder" no nosso país fazem o jogo deles. Estamos feitos ao bife!
A comunicação social contribui fortemente para esta imagem progressivamente negativa, retocando sem pudor a informação que veicula. Estaremos a assistir ao canto do cisne dos sindicatos, tal como estamos habituados a conhecê-los? É bem possível. E depois? Depois será um longo e inóspito deserto que teremos de atravessar com os abutres a sobrevoarem, vigilantes, a nossa difícil caminhada.
Será necessário repensar o movimento sindical, despartidarizá-lo e encontrar-lhe um novo rumo para as lutas que com eles travamos. Isso ou a morte anunciada. Para gáudio de neoliberais e outras aves tão pouco raras quanto eles.
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
É qualquer coisa
É estranho, complicado, difícil de explicar. É qualquer coisa, impossível dizer que coisa. As imagens, repetidas até à exaustão, da multidão de emigrantes que aguardava a chegada dos nosso queridos matraquilhos da selecção nacional em terras suiças deixa qualquer um de cabeça à roda.Ele era no aeroporto, na estrada onde rolava o autocarro da selecção e, finalmente, nas ruas de Neuchâtel. Dezenas, centenas, milhares de pessoas vestidas com as camisolas vermelhas da equipa de futebol de Portugal, aguardavam o efémero momento da passagem do veículo para explodirem numa gritaria eufórica, histérica, mesmo. E depois, aliviados, sorriam, parecendo confusos com a sua própria reacção, zonzos de uma emoção impossível de verbalizar. Aquilo que vai lá dentro parece poder expressar-se apenas com os tais gritos e aquele esbracejar frenético. Portugal, Portugal, Portugal. Uma espécie de alegria, ao que parece.
São portugueses e isso revela-se naquela fé estranha. Umas vezes na Nossa Senhora de Fátima, outras no Cristiano Ronaldo, são parte deste povo que espera ainda o regresso do Desejado. Somos parte deste povo que não sabe fazer um país de forma organizada, que não se compreende a si próprio nem ao mundo que o rodeia. Este povo capaz apenas de ter fé. Uma fé cega e doentia, uma coisa inexplicável. Uma sensação terrível que cresce dentro do peito e só pode saír numa gritaria descontrolada, a sensação de ser português e pertencer a este povo meio esquecido no fim do Velho Mundo.
Sinceramente, tanta maluquice, tanta tolice, comove-me até às lágrimas. Ver e ouvir aqueles emigrantes com os seus sotaques variados, a língua atrapalhada pela convivência com outras línguas estrangeiras. Gente tão simples que até dá dó. E a mi dá-me dó porque sou igualmente simples, igualmente maluco e igualmete tolo. Sou um deles e eles são como eu.
Eu sei que os jogadores são isto e aquilo. Que o futebol etc. Eu sei que isto é irracional e destemperado. Sei perfeitamente. Mas gosto. E sinto aquela coisa cá dentro. E tenhovontade de gritar. Só o não faço por pudor e porque seria estranho desatar aos gritos para um écrã de TV.
Mas no próximo Sábado não me perdoo. Vou estar a roer as unhas, assistindo ao jogo com a Turquia e só quero que Portugal ganhe, nem que seja com um golo marcado com os tomates por um defesa adversário. Vou certamente chorar, seja qual for o resultado. E porquê? Sei lá porquê!É qualquer coisa!
domingo, junho 01, 2008
Histeria sonhadora

quinta-feira, maio 29, 2008
Nós próprios não estamos a ver lá muito bem...
Nesta pintura de Brueghel, o Velho, vemos uns quantos homens, miseráveis e cegos. Uns caem, os outros confiam nos seus guias. E vão cair também. Vítimas de cegueira ou de confiança cega, não interessa para o caso. Em fundo um templo. Os cegos vêm de lá ou para lá se dirigem. Não faz diferença. Eles vão cair. E o templo permanecerá, indiferente.quarta-feira, maio 28, 2008
Jokers
Resposta do ministério a questão levantada pelo CDS-PPCentros de Saúde aconselhados a ignorarem faltas por greve na avaliação
segunda-feira, maio 26, 2008
Tempo

domingo, maio 25, 2008
Classicismo


De cima para baixo: Augusto de Prima Porta reconstituído, pintado com lábios de meretriz e tudo; um belo gnomo de jardim caçador de borboletas todo pintadinho como convém e, finalmente, uma cabecinha de Calígula meio pintada e meio como devia ser e nunca foi.É certo e sabido, a imagem que construímos da arte chamada clássica assenta num erro de palmatória. Desde que o interesse pelos mármores romanos atingiu a intelectualidade europeia no século XVIII, no dealbar da época artística que conhecemos pelo rótulo de Neoclassicismo, começámos a construir uma ideia errada sobre os gostos dos nossos antepassados.
O contacto com essas obras deu-se muitos séculos após a sua realização e o tempo tratou-as com grande falta de respeito, adulterando-as por completo. As tintas que as cobriam desapareceram ao olho nú e frequentemente tomou-se por obra prima aquilo que mais não era que mera cópia.
É conhecido o fascínio dos romanos pela grandeza da cultura grega. Isso levou a que copiassem obras importantes da estatuária grega trabalhando-as em mármore. Quando essas cópias foram redescobertas no século XVIII foram tomadas por originais e assim admiradas, estudadas e copiadas, tornando-se paradigmas do ensino académico. A força deste erro foi tal que se impôs como gosto dominante até aos dias de hoje.
Recentes estudos, baseados em técnicas de análise bem mais rigorosas, mostram como estávamos profundamente enganados. Afinal, gregos e romanos, pintavam as suas estátuas numa tentativa consciente de aproximarem as suas obras dos modelos que representavam. A cor conferia à tridimensionalidade das estátuas o derradeiro toque realista que tanto agradava, sobretudo, ao espírito prático dos romanos.
Vestígios de tinta e outros materiais utlizados na Antiguidade permitem refazer os modelos considerados clássicos, dando-lhes um aspecto bem mais vivo do que o habitual monocromatismo a que estivemos habituados nos últimos três séculos. Afinal a sobriedade com que nos habituámos a olhar para a escultura da Antiguidade necessita de uma revisão bem mais estridente. As obras têm um aspecto próximo daquilo que hoje consideramos kitsch, ao nível de um gnomo de jardim ou de um dálmata de louça.
Enfim, isto mostra-nos como escrever História é um exercício arriscado. Corremos o risco de desenvlovermos raciocínios tendo como ponto de partida grosseiros erros de análise e, depois, torna-se complicado "refazer" a verdade quando nos apercebemos do logro. No caso das artes plásticas a coisa não é nada pacífica, havendo muito boa gente que prefere ignorar os factos para continuar a glorificar formas artísticas que nunca existiram. Ou melhor, há muito boa gente que prefere continuar a admirar obras primas realizadas pelo Tempo sobre os originais de artistas esquecidos que, afinal, tinham um mau gosto do caraças. Ou não.
sábado, maio 24, 2008
Eurorratas
A União Europeia é uma coisa que se inventa nos corredores e gabinetes de edifícios em que se sonha não haver ratazanas nem baratas (pelo menos das que andam descalças). Edifícios que têm temperatura ambiente regulada com ar forçado, nem muito quente nem muito fria e a água nas torneiras é mais equilibrada que um dos halteres utilizados no ginásio do rés-do-chão.
Os gajos que trabalham nesses edifícios são os "operários construtores" dos fundamentos da União. Consta que não se peidam e que todos usam fio dental (nos dentes). Os gajos vestem fatos e usam gravata. As gajas também, mas nem todas. Há daquilo para mulher, para homem e, viva a igualdade de direitos, para todo o tipo de pessoas, conforme (ou independentemente d)a sua orientação sexual. Cinzento, azul escuro, castanhos vários, sei lá, a paleta não é muito alegre nem variada que estes gajos e gajas não são ninguém em particular. São os chamados "eurocratas" (por mim até podiam ser "eurorratas" que é basicamente a mesmíssima merda).
Não se percebe muito bem se por falta de ar puro (ou, pelo menos, ar não-forçado) se por não terem mais que fazer ou se, muito simplesmente, por serem verdadeiramente broncos que nem calhaus, os "eurorratas" (gosto desta palavra) lembram-se com frequência de propor e impor regras absurdas.
A paranóia com a designada "segurança alimentar" é inacreditável e consegue levar à loucura as mentes mais avisadas. Habituados a comer pizza e hamburguer, lasagna de pacote e leite hiperpasteurizado, adoradores do plasticozinho empacotante e da uniformidade mais absoluta, os "eurorratas" não têm mãos a medir. As regras de higiene impostas são tão estúpidas que nem consigo encontrar adjectivo que se lhes cole com justeza. Um dia destes acaba-se o queijo da Serra da Estrela ou os presuntos de Chaves. Vão-se as alheiras de Mirandela e até os pastéis de Belém passam a ter que ser ensacados antes de irem para a vitrine. Faz algum sentido? Quem pediu a estes retardados para nos virem proteger?
Entretanto e ao que parece a McDonald's não deverá ter problemas, nem a Pizza Hut, nem as multinacionais da comida merdosa, porque as regras parecem ser feitas a pensar na forma como esses gajos enchem o pessoal de merda até à raíz cabelos com comida do pior. Mas sabe tão bem!
Por cá a ASAE vai-se tornando uma espécie de papão (um papão é um gajo que é mais papista que o Papa) e fecha manjedouras umas atrás das outras e deita fora tudo o que for papinha e que não esteja devidamente embalado, etiquetado, pintado, corado, bem cortado e atado com fiozinho de plástico nº6, conforme a norma 886C/08 emanada no próximo dia 29 do corrente com efeitos retroactivos e coimas tabeladas de acordo com o ordenado mínimo de um inspector finlandês. Estes gajos já fedem.
Um dia destes vamos ter de ir a restaurantes clandestinos para podermos comer certos produtos que, não tarda muito, vão ser coisa ilegal. Vamos arriscar multas e, quem sabe, a prisão, para podermos saborear um bom queijo ou um bom enchido, degustado na cave da esquina com pistoleiros à porta prontos a abater o primeiro fiscal da ASAE que atravesse a rua.
Resumindo e concluindo, está na hora dos "eurorratas" começarem a saír dos buracos onde se escondem para pensarem o mundo. Está na hora de perceberem que a Europa não é aquela porcaria que eles imaginam e que os europeus não precisam de "eurorratas" que lhes digam o que podem e não podem comer. Isto já é demais.
Nota: não deixa de ser irónico que este post surja a seguir ao anterior...
sexta-feira, maio 23, 2008
Portugal...

quarta-feira, maio 21, 2008
Esta fechou, Sr. Ministério

segunda-feira, maio 19, 2008
Superhipersensibilidade
Anda por aí uma discussão meio velada desde que Bob Geldof afirmou, numa conferência promovida pelo BES sobre desenvolvimento sustentável, que "Angola é um país gerido por criminosos". As reacções da imprensa angolana não se fizeram esperar e, entre insultos vários e conselhos explícitos, mostraram que os interesses comerciais e económicos podem fazer da liberdade de expressão uma mera questão de pormenor.É claro que os visados pelas palavras de Geldof estão no direito de se sentirem insultados. É também evidente que o músico e activista irlandês ultrapassou as habituais fronteiras de contenção verbal que são normalmente exigidas pela diplomacia do discurso público. Resta saber até que ponto há exagero nos termos utilizados por um e outro dos lados desta polémica.
Geldof será um bêbado? Talvez se enfrasque de vez em quando, decerto que o faz. Um ponto a favor dos anónimos articulistas do Jornal de Angola. José Eduardo dos Santos tem as mãos limpas de sangue mal vertido? O que dizer dos assassinatos sistemáticos de membros da UNITA? Marca Bob Geldof. 1-1.
E poderíamos ir por aí fora, num jogo de ataque e contra-ataque, num embate com resultado previsivelmente favorável ao ex-vocalista dos Boomtown Rats. O que me faz referir este episódio no 100 Cabeças é mais o que se não disse ou tenta ignorar. Nas reacções angolanas há uma imensidão de recados mais ou menos cifrados que aconselham juizinho a certos actores relevantes da economia portuguesa. Conselhos de juizinho, boca calada e até alguma acentuada curvatura na coluna vertebral sempre que se refiram ao Presidente angolano e seus comparsas não merecem troco por parte dos visados cá do burgo.
Para compreendermos um pouco melhor o grau de hipersensibilidade que afecta os poderosos angolanos e seus mais indefectíveis guardas da revolução lancemos um olhar sobre a polémica provocada por José Eduardo Agualusa que afirmou que Agostinho Neto foi um poeta medíocre. Há uma espécie de estado de intocabilidade para as figuras cimeiras da mitologia angolana contemporânea e quem se atreve a pô-las em causa, seja com bons ou maus modos, está debaixo do fogo cerrado dos defensores da pureza absoluta dos líderes angolanos. Disparam insultos, insinuações, parvoíces várias e maus-fígados.
É no entanto de notar um pormenor interessante; no meio de todo o palavreado de defesa da moral e dos bons costumes raramente se encontra um desmentido ou um argumento que contradiga com clareza as acusações ou meras observações feitas pelos supostos inimigos da bondade de Eduardo dos Santos, respectiva família, demais amigos dirigentes e restantes divindades revolucionárias angolanas. Há ameaças expressas ou veladas, sugestões de vícios horrendos que afectam os "outros" (depreende-se que os defendidos sejam puros como água da chuva) mas os factos invocados não são rebatidos nem desmentidos. Há como que uma aceitação da corrupção evidente dos poderosos e dos seus actos públicos e notórios que devem, muito simplesmente ser omitidos e ignorados por todos tal como o são pela imprensa angolana. A mensagem é clara: não se morde a mão que nos dá que comer (mesmo que tenhamos dentes bem afiados).
Em Angola parece existir um estado surrealista, governado por personagens literárias que retratam alguns dos instintos mais impróprios do ser humano. Infelizmente para muitos essa aparente ficção é dura realidade. Para outros é uma espécie de mentira que importa proteger pois apesar de dura é também doce.
Questões de perspectiva?
domingo, maio 18, 2008
Fazer o que tem de ser feito

sábado, maio 17, 2008
Rauschenberg morreu, Lucien Freud nem por isso
quinta-feira, maio 15, 2008
Desculpas

quarta-feira, maio 14, 2008
Se fosse haxixe era pior! Seria?

A dificuldade de aplicação das leis é um fado português. A nossa Assembleia legisla que desunha. Legisla sobre tudo e sobre nada. Piercings, fumo, galheteiros, nada escapa à apertada malha da legislação nacional. Mas na prática fica tudo em águas de bacalhau e ninguém cumpre e só é castigada pelo incumprimento uma mão-cheia de gajos azarados que têm o galo de serem apanhados por um agente da lei mal humorado.
O caso, na verdade, nem merece comentário. Mas sempre vos digo, amigos meus, se fosse haxixe que o engenheiro e o Pinho estivessem a enchaminar lá no alto da barriga do avião era pior. Ou talvez não fosse. Se fumassem uma ganzita de vez em quando talvez não andassem por aí a semear tantas leis tão sisudas e disparatadas. Talvez ...
segunda-feira, maio 12, 2008
Este gajo (já) não tem graça nenhuma
Herman José já me fez rir a bom rir. Muitas vezes. Há muito tempo atrás. Desde que se convenceu que tinha outras qualidades para lá da representação humorística começou a decair e a definhar a olhos vistos. Os seus talk shows eram cada vez mais deprimentes, a sua incapacidade para perceber a fronteira entre a inteligência e a indigência intelectual cresceu, cresceu, cresceu e, finalmente, rebentou. Herman transformou-se num palhaço mau e sem graça. Um chato da pior espécie. Da espécie de chatos que pensam que os outros todos é que o são. Aquela espécie de chato que se considera muito bom, grande, incomparável.Caído no esquecimento, ultrapassado em popularidade por todos os humoristas que fazem humor, Herman é hoje um tipo ressabiado e com maus fígados, com sorriso forçado e riso de plástico. Um dia destes vai regressar como apresentador de um concurso televisivo, mas isso não disfarça a sua falta de capacidade para compreender que a fazer o que faz agora não presta. Herman não perde uma oportunidade para mostrar a sua imbecilidade infinita. Esta noite, na gala dos Globos de Ouro na SIC, foi chamado ao palco para entregar o prémio ao melhor intérprete musical masculino. Decerto porque o concurso que vai apresentar tem qualquer coisa a ver com música mas ele vai transformá-lo numa imensa celebração da sua miséria intelectual, como de costume. E foi isso que Herman fez de novo, esta noite. Jorge Palma receberia o Globo de Ouro mas teve o azar de ser o palhacito a passar-lho para as mãos.
O que se passou no palco foi miserável. Herman José não sabe deixar-se ficar no seu lugar e está em permanente over-acting. Jorge Palma bem tentou disfarçar a porcaria que o suposto humorista provocou. Mas era impossível. Herman quis pegar-lhe ás cavalitas mas fê-lo cair sobre os cotovelos. Palma tentou manter a compostura fazendo os agradecimentos deitado no palco mas Herman estava imparável na sua boçalidade e, incapaz de conter a sua ânsia de ter alguma graça, por muito pouca que fosse, agarrou o cantor pelas pernas e tentou puxá-lo para fora de cena. Não parou um segundo de fazer coisas parvas... inconcebivel, um espectáculo deprimente, como se fosse uma criança habituada a ser o centro das atenções mas que cresceu e se tornou um adolescente com borbulhas a pingar pus, Herman foi o mais imbecil dos imbecis que já vi fingirem ter graça.
Pacman, dos The Weasel, veio ao palco alguns minutos depois para receber um Globo e sentiu necessidade de afirmar a grandeza de Jorge Palma no panorama musical em contraponto à pequenez do ex-humorista. Só lamento que Jorge Palma se tenha visto envolvido nesta exibição lamacenta de falta de charme e ausência de qualidade. Quando vejo Herman a ser ele próprio, compreendo que o que me fazia rir não era ele. Era outra coisa que ele já não tem: gajos que lhe escrevam textos capazes de lhe disfarçar a falta de graça.
domingo, maio 11, 2008
A verdade da mentira*

Extra Terrestre
Hoje (já passa da meia-noite e por isso parece que hoje já é amanhã) fui ver o concerto de Diamanda Galás na Aula Magna, em Lisboa. Absolutamente, simplesmente, completamente. Uma coisa digna de ser vista (a sala estava aí por menos de metade). A mulher é indescritível, uma diva extra terrestre. Sozinha sobre o palco com um piano de cauda que toca magistralmente, Diamanda Galás arrasou com a cumplicidade discreta de um técnico de som capaz de levar a voz dela até ao Paraíso, para incómodo de Deus. Lindo de tão estranho. Seguramente um dos melhores (e mais perfeitos) acontecimentos que já vi sobre um palco. Estou rendido.
quinta-feira, maio 08, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
A grande ilusão

A Democracia precisa de cidadãos intervenientes e interessados na gestão da coisa pública. Se a Democracia proporcionar aos cidadãos instrumentos adequados a essa participação talvez eles avancem. Talvez, não é certo. Porque se a Democracia não puxa por estes cidadãos que nós somos, também nós não puxamos lá grande coisa por ela. Somos mais de ficar sentados no sofá, boca aberta, telejornal, Benfica, novela, do que de sair para assistirmos à Assembleia Municipal. Chiça, vade retro!!!
A Democracia é coisa para os políticos. A esses pagam-lhes para fazerem funcionar a coisa. A nós não nos dão nada. Olhemos para Santana Lopes. Esse sim, é um animal político, que conhece os atalhos todos à selva e não tem medo de por lá se perder. Agora nós, simples cidadãos anónimos, se metemos um pezinho numa Distrital em tempo de campanha, zás, somos logo papados até à cabeça! Mais vale ficar pelo sofá, Benfica, novela, telejornal… coisas que se compreendem e são para nós. A política não, que ninguém nos paga para isso.
Agora começamos a olhar para a nossa querida alternância democrática com a sensação de que ela pode vir a ficar coxa do PSD. Os socialistas de Sócrates esfregam as mãos de contentes. É a Democracia a falhar? Não me parece. É mais a Democracia a definhar. É como quando abriram os canais privados de TV. Prometiam variedade e competição na diversidade da oferta. Novos horizontes se abriam para a nossa eternamente jovem Democracia. E o que aconteceu? RTP, SIC, TVI: telejornais, futebol e novelas. Afinal a promessa não foi cumprida. Por razões óbvias todos os canais oferecem os mesmíssimos produtos. Tal como os diferentes partidos do chamado “arco do poder” oferecem os mesmíssimos tipos de candidatos para os lugares de governação.
Querem lá ver que andamos a ser enganados! Ou preferimos assim? O melhor é ir sentar-me ali no sofá e pegar no comando da televisão. Vou ligar-me ao mundo, olhar para a grande ilusão. Telejornal, futebol e novela. Democracia, enfim.
sábado, maio 03, 2008
Algo banal
Este filme é de uma banalidade tão banal que nem chega a poder considerar-se como tal. Pronto, está bem, a frase anterior é um bocado parva, até mesmo um pouco pretensiosa. Enfim, quis dar uma entrada a este post que estivesse de acordo com o tom geral deste "88 Minutos", um filme medíocre.Há um actor em cena, claro que estou a falar de Al Pacino, e pouco mais. A trama pretende ser inteligente e não passa de ser entediante. A realização cumpre serviços mínimos, como se tivesse estado em greve durante a rodagem e as personagens não chegam a ganhar consistência. Enfim, tempo perdido (um pouco mais do que os 88 minutos do título). Como disse salva-se apenas o cabeça de cartaz que parece caído num planeta errado para seres da sua espécie.
A não ver. Ou talvez seja de ir ver, não sei. Que se lixe, é um filme bem merdoso.
sexta-feira, maio 02, 2008
Rebentamento
Há um conceito que me custa perceber. Mas custa mesmo muito. É a ideia de que uma economia deve crescer todos os anos, crescer sempre. As economias nacionais, locais, mundiais e todas as outras que tais. Crescem, crescem, crescem... até onde? Até quando podem continuar a crescer?Nas empresas a questão é semelhante. Se um ano a empresa não cresce mais que no anterior, socorro, tá-se mal! É preciso despedir trabalhadores, deslocalizar a coisa para um território onde a miséria ainda seja um modo de vida aceitável. E lá vai. Lá vai a empresa embora levando consigo os postos de trabalho e pedaços significativos da vida de muita gente que fica a salivar defronte às montras do Centro Comercial.
E a economia sempre a crescer. Um bocadinho aqui, um bocadinho muito mais ali, cresce, cresce, cresce. O mundo não estica. Os recursos naturais também não. Esses, parece-me que diminuem à medida que a economia cresce. Mas cresce até onde? Qual é o limite?
Será o rebentamento?
Para ilustrar o post anterior
Meredith bem mais jovem do que aquela que eu vi (e ouvi) há uns dias em Lisboa. Igualmente estonteante.Igualmente brilhante.
Cave igualzinho ao que vi (e ouvi) há uns dias em Lisboa. Menos amorfo mas nem por isso empolgante. Ou será apenas impressão minha?
quarta-feira, abril 30, 2008
Duas coisas completamente diferentes
É assim mesmo, após uma ausência longa, o 100 Cabeças regressa para dar notícia de uma perplexidade. Recentemente assisti a dois concertos (em cima imagem dos bilhetes que será analisada lá mais para o fim do post).Primeiro o de Nick Cave, no Coliseu de Lisboa. As expectativas num concerto deste matreco são sempre elevadas. Antes deste já tinha assistido a vários espectáculos do velho Nick mais os seus Bad Seeds. As memórias eram boas. Intensidade, dinamismo, rock'n'roll. Esperava mais do mesmo. Só isso.
A sala estava a abarrotar de um público rendido à partida, entusiasta, como de costume. Nick Cave tem em Portugal uma legião de adeptos fiéis e conhecedores nos quais me incluo. Mais ou menos. Mas o que eu vi e ouvi não foi aquilo que esperava. Vi um Nick Cave algo enfadado (talvez seja a idade a pregar partidas, a dele e aminha, não sei bem) e ouvi uma banda desacertada, amorfa, a cumprir a função sem ponta de entusiasmo. Uma espécie de coisa inevitável. Nós compramos bilhete, eles tocam e pronto. Está feito. É negócio, como dizia Frank Zappa no título de um dos seus numerosos álbuns de originais.
Saí igualzinho ao que tinha entrado. Nem sequer posso dizer que fiquei desiludido.
5 dias mais tarde fui ao Grande Auditório do CCB para ver e ouvir Meredith Monk uma senhora com 65 anos que faz música muito estranha. As minhas expectativas eram pouco elevadas. Esperava passar um bom bocado mas imaginava um bocejo aqui, uma pálpebra mais pesadota ali, enfim, fui mais pela companhia, tempo e espaço, menos pela hipótese musical.
Mas, surpresa das surpresas, a coisa funcionou em pleno. O concerto foi estranhamente agradável. Pela diferença, pelo inesperado, pelo resultado estonteante que Meredith Monk consegue obter aplicando processos criativos de uma simplicidade desarmante. Beleza pura como só a beleza pode ser.
Em tempos de empacotamento global com rótulo digital, os bilhetes dos dois concertos (imagem acima) são iguais como duas folhas da mesma árvore. Os espectáculos com eles relacionados não podiam ser mais diversos. Aqui há uns anos, os bilhetes dos concertos eram "personalizados" ao ponto de serem guardados com algum prazer de coleccionador (ainda tenho alguns por aí esquecidos). Os bilhetes diziam qualquer do artista e da sua performance. Hoje sai tudo da mesma maquineta. Sinal dos tempos.
Outra coisa que me ficou destes dois bilhetes tão parecidos foi perceber (mais uma vez, andava meio esquecido) como o preconceito em questões relacionadas com a arte pode deixar-nos longe de objectos excelentes e levar-nos para perto de outros bem mais modestos na sua essência mas cuja aparência nos atrai como borboletas para a luz de uma vela.
Perigoso!
domingo, abril 20, 2008
Uma sociedade do consumo

sexta-feira, abril 18, 2008
A propósito dessa coisa que é a língua portuguesa
terça-feira, abril 15, 2008
Mais umas coisinhas

Acordem!

segunda-feira, abril 14, 2008
Good Feelings
Nunca é Tarde Demais (The Bucket List, no original) é mais um filme com a assinatura de Rob Reiner. Consultando a sua filmografia decerto o leitor encontrará um ou mais filmes que já tenha visto realizados por ele. Recentemente tinha visto em DVD Misery, com a família, adaptação cinematográfica de uma obra de Stephen King pela mão de Reiner. Mas tenho uma memória muito forte de Conta Comigo (Stand by Me) filme que vi repetidamente pelas mais diversas razões e mais uns quantos que não me deixaram marcas tão nítidas.Enfim, tenho a sensação que Reiner é um cineasta que gosta de tratar temas relacionados com os sentimentos, de preferência temas em que os bons sentimentos acabem por triunfar como é o caso deste Bucket List que põe meia sala de cinema a fungar e a choramingar com a maior das eficácias e o peitinho a bater meio a descompasso.
Morgan Freeman e Jack Nicholson formam uma parelha que a sabe toda! Contracenam nas calmas, fazendo de cada plano, de cada diálogo, de cada minutinho de filme, um acontecimento a seguir ao outro, com toda a naturalidade, sem esforço aparente.
Pode-se não simpatizar com a forma como Reiner entra por nós dentro com cenas tão melosas e tão evidentemente engraçadas e ternurentas. Por vezes fica a sensação de que está a brincar com os nossos sentimentos, formatando-os pintados com cores primárias de forma demasiado fácil e simplista. Mas a coisa fica-lhe bem, Reiner faz aquilo com uma certa graça Pop, o amor e a amizade, a morte inevitável, acabam por ficar ao alcance de toda a gente, com facilidade adocicada e não há que ter vergonha. Porque sabe bem.
sábado, abril 12, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
Para acabar de vez com uma treta

Mais uma vez foi através do Bitaites que lá cheguei. O "anónimo" que comentou um post aí mais para trás, se estiver a ler estas linhas, tenha um pouco de coragem e, pelo menos defronte ao espelho, assuma a sua... falta de rigor. Fiquemos por aqui.
segunda-feira, abril 07, 2008
A chama que arde a arder
As peripécias por que tem passado a chama olímpica na sua caminhada em direcção a Pequim deixam adivinhar uns jogos bem estranhos. Ainda a procissão vai no adro e já há mais confusão que em todas as anteriores viagens juntas. Em Londres foi o que se viu, com os fleumáticos bófias lá do sítio a passarem-se como gente grande e a empurrarem o pessoalzinho com braços de atleta furibundo. Em Paris, segundo os últimos relatos, a chama teve de ser apagada para poder entrar num autocarro! A chama teve de ser apagada!? Cruzes, credo!!!Sendo a chama um símbolo do olimpismo com toda uma carga simbólica associada à fraternidade entre os povos unidos no espírito imaculado do desportivismo cavalheiresco, tal como o imaginou Pierre de Coubertin, podemos dizer que este apagamento não é nada um bom augúrio.
Os jogos de Pequim serão previsivelmente uns dos mais politizados de todos os tempos. Não só pela questão tibetana mas também porque, a cada dia que passa, os cidadãos do planeta Terra anseiam cada vez mais por fazerem parte do mundo mediático, contribuindo para ele com acções espectaculares e, de preferência, radicais. O imediatismo da informação que salta da rua para o espaço virtual da NET em apenas alguns minutinhos dá uma sensação de poder que tem tanto de inebriante como de duvidoso.
Os Jogos irão para a frente, o Tibete continuará debaixo da manápula chinesa (como manda a História) e quem se lixa são os atletas que vão correr a maratona nas ruas de uma cidade hiper-poluída sem poderem levar uma garrafinha de oxigénio às costas.
Aguardam-se novos episódios de uma telenovela que promete surpresa e qualidade extra seja no enredo, seja na qualidade da produção.
domingo, abril 06, 2008
The Mist
Stephen King já há muito que entrou para a história da cultura popular na qualidade de mais prolífico autor de contos e romances de terror ou, mais simplesmente, fantásticos. Além disso as suas histórias mirabolantes revelam um potencial narrativo de tal modo intenso que se tornou, de longe e sem competição possível, o autor mais adaptado para cinema, sendo difícil contabilizar todos os filmes produzidos pela máquina industrial de Hollywood que tiveram como base e ponto de partida a escrita de King.
Em The Mist http://www.themist-movie.com/(O Nevoeiro Misterioso no subtítulo para as salas portuguesas) o realizador Frank Darabont trabalha pela 3ª vez (se é que contei decentemente) sobre a imaginação do mestre Stephen. Se nos anteriores Os Condenados da Shawshank e The Green Mile, os resultados alcançados foram razoáveis mesmo sem suscitar grandes excitações críticas nem da parte do público, neste The Mist, as coisas já não são tão anódinas assim.
The Mist é um filme clássico na sua estrutura, com uma narrativa escorreita e quase totalmente limpa de impurezas, actores típicos de uma série B que se leva a sério, com a participação estonteante e fora-de-série dessa actriz de outro planeta que dá pelo nome de Marcia Gay Harden. Portentosa!
Os efeitos especiais, em particular os monstrecos, são um tanto pueris. Quase parecem saídos de um filme de animação produzido por Tim Burton, com o seu quê de anedótico e vagamente divertido, mas acabam por cumprir a função com eficácia. Aliás, eficácia poderá ser a palavra-chave para este filme, na generalidade.
Outro ponto forte de The Mist, é a reflexão que nos é proposta pelo desenvolvimento da situação do grupo de personagens que se vêem encurraladas e rápidamente desesperam.
Resumindo e concluindo, um filmezinho bem interessante para quem não tiver demasiados preconceitos em relação ao género e não se importar de reencontrar um ou outro cliché cinematográfico, característico de uma série B de terror ou ficção científica. Os aspirantes a intelectuais e amadores de cinema de autor poderão saír da sala a tapar o nariz. Tal como o final do filme, a vida é um risco e as decisões que tomamos em determinadas ocasiões podem ser como tiros que saem pela culatra e nos rebentam a face.
Bonito, não?
sexta-feira, abril 04, 2008
Demagogia feita à maneira é como queijo numa ratoeira (Lena D'àgua :-)
Afinal não foi assim. Tudo isto não passa de histeria e desinformação (desculpem lá os amigos que engoliram isto) leiam o post que indico abaixo e percebam quenão há ninguém assim tão desumano.A propósito da petição que anda por aí contra o artista-que-matou-o-cão, um tal de Guillermo Vargas Habacuc que tantos ódios tem feito estalar nos nossos peitos impolutos, recomendo a leitura deste post. Sinceramente custava-me a acreditar em tão grande crueldade e estupidez tão absoluta. Este post repõe as coisas nos seus devidos lugares.
Anjinhos
Todos temos um anjinho que nos guarda das coisas más e nos orienta em direcção às boas. Um anjinho discreto que age apenas animado pela bondade divina que o sopra e inspira. A maior parte das vezes safamo-nos das boas sem saber como. Foi o anjinho. Outras vezes metemos a pata na poça de forma tão estúpida que o anjinho só pode ter estado distraído. Acontece.






