Está feito. Fui votar mais uma vez na companhia da família mais próxima (ia escrever "chegada" mas hesitei e escrevi o que escrito fica). É já um hábito, uma espécie de ritual. Durante anos viajei para Viseu em dia de eleições para exercer o direito de voto na companhia dos meus pais, só pelo prazer de o fazer. Algumas vezes fiz os 300 quilómetros para lá e outros tantos para cá e votei em branco.
Hoje há uma segunda volta tal como só havia acontecido em 1986. Nesse ano fui e vim e voltei a ir a Viseu para votar no Marocas. Tenho uma vaga memória de ter regressado a Lisboa na noite em que ele venceu o Freitas do Amaral (nem sei se é uma recordação genuína) e andar no meio de uma turbamulta felicíssima por ter eleito o Bochechas para a Presidência da República. Não sei se esta memória feliz é verdadeira ou não mas quando a convoco sinto-me bem.
Mais logo, quando os resultados do acto eleitoral deste dia forem conhecidos, espero ficar razoavelmente feliz. Eleger o Seguro não empolga ninguém. Nem a ele, estou em crer.
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