No próximo Domingo iremos votar para a eleição do Presidente da República Portuguesa, o nosso muito querido e eventualmente muito amado PRP, sigla que no Processo Revolucionário Em Curso, o célebre PREC do pós-25 de Abril, significava Partido Revolucionário do Proletariado (a que se juntava um "BR" de Brigadas Revolucionárias).
Desta vez há mais candidatos do que tem sido habitual e, ainda por cima, fazendo fé nas sondagens, há 5 deles com capacidade para alcançarem uma segunda volta que, tudo indica, é absolutamente inevitável. Uma espécie de extravagância que só aconteceu uma vez, em 1986, quando Mário Soares descobriu que era fixe.
Portugal corre o risco de vir a ter um presidente de direita em convivência com um Parlamento por ela dominado em maioria. Se esse presidente direitista vier a sentar o "sim senhor" no cadeirão, é provável que a facharia sinta peito feito para propor e levar por diante uma revisão constitucional capaz de pôr os palonços que os elegeram a pensar que, se calhar, não terá sido lá muito boa ideia.
Pessoalmente tenho vindo a tentar convencer-me de que o meu voto poderá ser importante. Eventualmente será importante mas convicto... dificilmente será convicto.
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