Uma história é contada e abre espaço a uma reflexão. Essa reflexão leva a uma outra história que por sua vez permite imaginar o que aconteceria caso a história anterior não tivesse aquele desfecho; se as coisas não tivessem assim acontecido o mundo seria muito diferente e o espectador seria outra pessoa, não a pessoa que imagina ser e está sentada aí, no seu preciso lugar.
Estas histórias tão diversas formam uma narrativa única, mais ampla. São como espelhos que são como labirintos que são como uma imensa biblioteca frequentada por um único leitor. Um cego que se desloca com a ajuda da sua bengala.
A biblioteca é o mundo e todas as pessoas são personagens ficcionadas, são fantasmas, produtos de uma imaginação infinita. A vida de cada fantasma é um volume guardado na prateleira que lhe foi destinada e tudo está maravilhosamente organizado. Desde o início dos tempos até ao longínquo dia do esquecimento absoluto.
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