Primeiro foi a minha Mãe. Depois faleceu o meu Pai. A partir daí deixei de ter Casa. Apercebo-me agora de que os meus avós também entravam na minha concepção de ter uma casa própria, um lugar de abrigo onde o amor era incondicional e nunca posto em questão. Por vezes sinto uma certa nostalgia, que me cai em cima como se fosse neve. O falecimento daqueles que amamos não reduz o amor que transportamos no peito mas este tende a diluir-se no espaço-tempo.
Agora tento preservar esse amor construindo uma Casa para a minha mulher e a minha filha. Deus me dê alento.
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