Nietzsche declarou a morte de Deus, Fukuyama proclamou o fim da História. Os Stranglers cantaram o fim dos heróis.
Procurando um herói no firmamento das estrelas mediáticas da actualidade é, de facto, complicado encontrar alguém que se enquadre no conceito. É como se o heroísmo fosse da categoria dos milagres bíblicos ou do tempo em que os animais falavam.
Sem heróis é difícil exemplificar a universalidade dos valores e sem valores só há bandidos.
Um herói não é obrigatoriamente uma pessoa inteligente. Se o não for terá de compensar essa falha aparente com uma fé determinada ou com sensibilidade suficiente que lhe permita discernir entre aquilo que é universal e aquilo que é vulgar, mesquinho, particular e interesseiro.
O herói bate-se pelo bem comum, derrota os bandidos que pretendem impor a sua visão totalitária fazendo triunfar os valores universais.
Dêem-me um herói para os nossos tempos, apontem-mo, indiquem-no ao mundo. Ou será que os Stranglers tinham razão?
4 comentários:
A questão vai mesmo mais longe. Enquanto nos filmes se continuam sagas de heróis, a vida real e nós próprios tendemos a negá-los. Será da mediatização excessiva e dos famosos 5 segundos de glória?
Jorge, mesmo nos filmes os heróis são cada vez mais agressivos e falham no mais básico exame sobre Valores Universais. Estamos entregues à bicharada!
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