Lidar com robots não é coisa fácil. Como eles não pensam, ou pensam que pensam mas não pensam, torna-se impossível o estabelecimento de uma conversa nos moldes em que estamos habituados a estabelecer uma conversa. Assim sendo, somos obrigados a descobrir uma outra forma de raciocínio, adaptável à ausência de sensibilidade humana com que deparamos no nosso interlocutor. Não é bem como falar com uma porta ou com uma parede mas não andará assim tão longe quanto isso.
Não deixa de ser curioso que, uma das primeiras coisas que o robot nos pede quando iniciamos uma conversa seja que provemos que não somos um robot, tal qual ele é (ou imagina ser, não tenho a certeza que uma entidade virtual possa ser considerada como sendo existente). Isso sugere que o robot sabe que falar com um robot é uma coisa um bocado parva e, de forma razoavelmente inteligente, recusa-se a fazê-lo. Então mostra uma imagem dividida em quadrículas e pede coisas imbecis como "indique todos os quadrados que mostram um motociclo" ou outra parvoíce equivalente. O robot não terá consciência de que aquilo que nos pede é um tanto humilhante ou, se tem consciência disso, mostra uma grande capacidade para rebaixar o Ser Humano. O que é preocupante.
Pessoalmente, não tenho grande paciência para robots. Quando alguma dessas maquinetas me atende o telefone desligo imediatamente. Aquela coisa de clicar numa tecla ou outra, tendo em conta o assunto que pretendemos abordar, leva-me demasiadas vezes ao desespero. Não tenho a certeza mas há qualquer coisa de mesquinho ou vingativo na forma como os robots lidam connosco.
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