domingo, maio 13, 2007

Explorações

O Bispo em 1º plano com o ícone mais procurado e mais comercializado, em fundo
Em entrevista ao DN, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, diz-se preocupado com "infiltrados" que tentam aproveitar-se do clima que se vive no santuário para extorquir dinheiro às pessoas.
Para mim, que não simpatizo nem um bocadinho com a igreja católica, esta preocupação cheira malzito e as lágrimas que se adivinham no coração do bispo são lágrimas de crocodilo.
Não será Fátima, ela própria, um fenómeno nascido na extorsão? Aquela cidade existe alicerçada na exploração dos peregrinos e sobrevive à conta do comércio feito em redor das aparições onde tudo se vende aos crentes que, normalmente, são pessoas simples e devotas, prontas a praticar os mais inacreditáveis sacríficios na esperança de captarem a atenção e as boas graças da Virgem.
Ver crentes que percorrem de joelhos o espaço do santuário, sangrando e chorando em histeria é uma imagem muito feiosa, benza-os Deus. Não haver quem, na hierarquia católica, tente pôr ordem nesta desordem emocional só pode significar que o sofrimento gratuito dos crentes aproveita a alguém. Mas, uma leitura da referida entrevista em http://dn.sapo.pt/2007/05/13/sociedade/seitas_catolicas_estao_a_infiltrarse.html poderá ajudar a esclarecer um pouco a hipocrisia algo fedorenta com que se explora a crendice alheia. Não tardará muito para que a igreja católica registe a patente da Virgem de Fátima e reclame o exclusivo dos negócios no recinto dos milagres. Não estamos em tempo de oferecer aos outros aquilo que, por milagre, nos caiu no regaço. Pois não senhor Bispo?

4 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Silvares, me mande seu e-mail de novo, não guardei, pois quero te dar umas informações a respeito do seu ultimo comentário lá no Lord!Não ficaria bem aqui.
cimitan@terra.com.br

Eduardo P.L. disse...

Agora sobre o post, é verdade!Concordo.

kermit disse...

O distanciamento com a fé católica, ou qualquer outra fé, também me permite falar do assunto com alguma autoridade. Não é o sacrifício do peregrino que eu condeno. Esse, apesar nocivo ao corpo, dá ao crente um bem-estar espiritual capaz de superar a dor causada. A exploração comercial da fé, essa sim é reprovável. Até porque os fundos são as mais das vezes utilizados um obras de ostentação de utilidade duvidosa.

Anónimo disse...

quem é silvares pra falar de igreja????? Devia procurar algo mais interessante pra fazer!!!!!