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sexta-feira, setembro 09, 2016

Cartas de Guerra

Assisti a "Cartas de Guerra", o filme de Ivo Ferreira a partir de textos de António Lobo Antunes. Enquanto estava na sala de cinema várias vezes pensei que "este filme é o mais belo que já vi". À medida que a coisa foi avançando reformulei esta ideia e ficou mais ou menos "este filme é um dos mais belos que vi ultimamente".

Quando saí estava seguro de que "Cartas de Guerra" é, seguramente, um dos mais belos filmes que vi ao longo da vida. Agradou-me a fotografia a preto e branco, fui surpreendido pelas engenhosas soluções narrativas que entrelaçam voz off com diálogos, memória das personagens com o momento do presente que vivem no filme, deixei-me embalar pelo ritmo geral da coisa.

Como é possível fazer um filme de guerra assim? Muito bom. Recomendo vivamente.

sexta-feira, março 15, 2013

Lonely Boy

Uma singela montagem de imagens no Moviemaker.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Mais sangue que outra coisa qualquer

Finalmente vi este filme. Em casa, DVD pirata, bem instalado e melhor acompanhado.
Pareceu-me um filme bem intencionado. Um filme a pretender denunciar a falta de humanidade e regras básicas que aflige demasiados dos nossos no continente africano. Quando digo "nossos" estou a referir-me aos seres humanos que habitam aquela parte do continente esquecida por Deus mas bem referenciada pelas multinacionais do lucro fácil, dirigidas por vampiros de longe mais sedentos que Vlad, o Empalador.
O filme acaba por ser um produto industrial mais ou menos bem embalado. A figura de Leonardo Di Caprio acaba por enrolar a personagem que interpreta levando-a a transformar-se demasiado rapidamente, de demónio sedento de diamantes a anjo preocupado com o crescimento e a educação do pequeno Dia. Enfim, muitas fragilidades narrativas e pouca coragem na produção. Acabamos todos do mesmo lado. Os maus são castigados e os bons recompensados. Apenas a personagem de Di Caprio fica ali, a meio caminho da redenção. O mau que acaba por se tornar bom ou o bom que, na verdade, nunca foi realmente mau? Seja como for tem uma bela e santa morte.
Se não viste podes não ver. Se já viste, talvez possas acrescentar qualquer coisa a este post pouco entusiasta. Seja o que for.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Reencontro ao fim de muitos anos

Está por aí à venda a colecção Stanley Kubrick. Um conjunto de DVD que inclui títulos como Laranja Mecânica, 2001, Odisseia no Espaço, Shinning e este magistral Barry Lyndon. Não sei ao certo a que se deve o surgimento de tão excelente colecção, talvez alguma revista a tenha acrescentado na tentativa de incrementar as vendas, não sei bem. Sempre que ia comprar o jornal lá namorava os DVD, preço à volta de 9€, ali em cima das pilhas de revistas cor-de-rosa e respectivos brindes que fazem das tabacarias uma espécie de lojas dos 300, a deitarem "ofertas" por fora e pelos olhos dentro. Hesitei durante uns tempos, a aquisição de Citizen Kane numa outra colecção (saída com o Público há uma boa mão-cheia de meses) fizera de mim gato escaldado. O monumental filme de Wells vinha adaptado ao écrã de TV, com o formato escortanhado e os enquadramentos adulterados, o que muito me irrita e retira todo e qualquer prazer no visionamento dos filmes assim estropiados. Estariam os filmes de Kubrick no mesmo estado lamentável?
Barry Lyndon tantou olhou para mim que me decidi a comprá-lo.
É um DVD sem extras (daí o preço) que respeita o formato original. Rever o filme foi uma espécie de regresso à adolescência. Tinha-o visto no velho (hoje desaparecido) Cine Rossio, em Viseu e, logo ali, fiquei fascinado pelo grande cinema de Kubrick. A fluência narrativa deste Barry Lyndon, a grandiosidade da encenação e do guarda-roupa, os planos de mestre, janelas abertas sobre a comédia humana, a banda sonora... tudo regressou com este DVD. Não tenho outra vez 15 ou 16 anos, mas o prazer imenso de contactar uma obra de arte deste calibre é absolutamente intemporal. A idade não importa e nem as manhas adquiridas uns milhares de filmes depois retiram a frescura sentida perante Barry Lyndon. Obra-primeiríssima entre todas as obras-primas deste mestre do cinema.
Este reencontro ao fim de tantos anos despertou em mim a nostalgia de Laranja Mecânica. A memória de ter de enganar os porteiros do Cine Rossio para poder ver esse filme (era para maiores de 18 anos e naquela época sem BI a provar a nossa idade não entrávamos mesmo e ponto final!), metido no meio de um grupo de jovens adultos, o meu irmão e mais uns quantos lá da terra, a passar despercebido até ao meu lugar. O espanto e o terror que me provocou, aquele terror que somos capazes de controlar e perceber, o terror da realidade e do vislumbre da mais negra das maldades como coisa natural no homem, quase santa, voltaram-me à memória.
Hoje de manhã, ao comprar o jornal quis comprar também a Laranja Mecânica. "Está esgotado." respondeu-me a senhora da tabacaria, "Estes filmes vendem-se muito bem, estou admirada."até eu me admiro... e não devia!
Fiz uma encomenda e vou aguardar. Também não tenho pressa.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Coisas boas


O Natal também tem coisas boas! Uma das melhores que nos trouxe nos últimos anos (1993 neste caso) foi o filme de animação The Nightmare Before Christmas, uma realização de Henry Sellick a partir de uma história de Tim Burton. http://nightmarebeforechristmas.net/, http://www.timburtoncollective.com/nmbc.html, etc., etc., etc....

Haverá alguém que não tenha ainda visto este clássico do cinema de animação? E, quem já viu, resistiu a revê-lo? Por muitos anos continuará a ser um dos melhores filmes de animação jamais produzidos (será "o" melhor?) obrigatório para a formação artística e pessoal de qualquer criancinha e respectivos adultos.

Além da qualidade inexcedível da técnica de animação e de um argumento a todos os títulos espectacular, tem ainda uma banda sonora excelente fazendo com que seja dos poucos filmes em que as cantiguinhas não são apenas verbo de encher e acrescentam qualquer coisa de muito interessante ao produto.

Este é mesmo obrigatório. Vejam-no, revejam-no, ofereçam a quem não tem, difundam a coisa.
Mil estrelas!!!

terça-feira, novembro 21, 2006

Grande animação!

Quem nunca viu não sabe o que está a perder. Esta peculiar série de animação saída da Aardman Animations tem a mãozinha marota de Nick Park, o criador dos imortais Wallace and Gromit e também do supersónico Chicken Run. Tudo material da primeiríssima qualidade!

Em http://www.creaturecomforts.tv/ pode o feliz leitor estabelecer um encontro imediato do 1º grau com os habitantes deste universo genial e avaliar a possibilidade vir a conhecê-los melhor.
O DVD (capa na imagem) está a bom preço no mercado (7€ mais coisa menos coisa) e contém dois discos com 13 episódios e making of ao longo de, aproximadamente, 140 minutos.
Como é para maiores de 6 anos até dá para ver com a pirralhada por perto sem temer um susto violento ao dobrar da esquina.

A série baseia-se na curta-metragem homónima de Nick Park que lhe valeu um Oscar em 1990 (ele já ganhou outros). A série é realizada por Richard Goleszowski responsável pelo abstruso Rex the Runt http://www.aardman.com/rextherunt/window.html .

Nick Park http://www.britmovie.co.uk/biog/p/006.html merece todos os elogios e ainda mais um tal a qualidade e originalidade do trabalho que se atreve a produzir e acaba por inspirar outros criadores mundo adiante como se pode verificar fazendo uma pesquisa no YouTube.
5 estrelas.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Cazaquistão

Na próxima 4ª feira defrontar-se-ão em Coimbra (se Deus quiser) as selecções nacionais de futebol de Portugal e do Cazaquistão.
O acontecimento até poderia passar despercebido da maioria da população (onde é que o Cazaquistão fica no mapa?) não fossem as recentes broncas com a estreia do filme Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan http://www.imdb.com/title/tt0443453/.
Sacha Baron Cohen criou esta personagem mirabolante e tem conhecido um êxito tão extraordinário quanto inesperado. Agora, sempre que surge o nome Cazaquistão, toda a gente tem uma ideiazinha qualquer acerca do país. É certo que a imagem criada por Borat não será a mais lisonjeira mas este é o preço a pagar pelo estrelato alcançado.
4ª feira no Estádio Cidade de Coimbra haverá muitos sorrisos e bocas parvas, quem sabe se espectadores mais atrevidos não irão levar cartazes com Borat ou até mascarar-se para poderem gozar um bocadinho?
Não posso deixar de lembrar que este estádio foi um dos muitos reciclados ou construídos de raíz para o Euro 2004 disputado no nosso país. Este, como a maioria dos restantes, está sempre às moscas por falta de público deixando a céu aberto a falta de bom senso com que o referido campeonato foi encarado pelos diferentes poderes da nossa gloriosa nação tão necessitada de saneamento básico. Fala-se mesmo na necessidade de cortar os apoios à cultura para poder financiar a criação de esgotos. Tristonho, não?
Os vários mastodontes brancos que foram semeados por aí fora (o que pensar, por exemplo, do estádio do Algarve? O que é feito dele?) mostram bem o provincianismo atávico que caracteriza o portugalzinho das sandes de couratos regadas com belas cervejas "mines".
4ª feira lá estaremos, nódoa de gordura na camisa e arrôto à porta da boca, prontinhos a gozar com os cazaques graças aos destempêros de Baron Cohen e vamos rir. Mas, verdade, verdadinha, vamos rir de quê, exactamente?

quinta-feira, novembro 02, 2006

Cinzento

Os Filhos do Homem
Título original: Children Of Men De: Alfonso Cuáron Com: Clive Owen, Julianne Moore, Michael Caine. Género: Dra, Thr Classificacao: M/16 2006, Cores, 109 min.

argumento

2027, os últimos dias da raça humana. O planeta caiu na anarquia total, provocada por um problema de infertilidade na população. A Humanidade enfrenta a possibilidade da sua própria extinção. Em Londres, cidade dividida pela violência de grupos nacionalistas, Theo (Clive Owen), um desiludido burocrata, torna-se no improvável defensor da sobrevivência do planeta, quando se vê obrigado a enfrentar os seus demónios e a proteger Kee, uma mulher grávida.

PUBLICO.PT
Aí está um filme daqueles que, sendo a cores, acabam por dar ao espectador a sensação de uma infindável gama de cinzentos, parecendo nunca tocar os extremos, deixando de fora o preto e o branco.
Os temas que aborda não são dos mais coloridos: o terrorismo da Internacional Bombista, a xenofobia, o estado policial, as políticas anti-migrações, o individualismo conformista versus a vertigem iluminada dos extremistas revolucionários e, por fim, o decréscimo da fertilidade levada ao extremo, num mundo em que o mais jovem dos cidadãos tem 18 anos de vida.
O filme tem alguns problemas ao nível da narrativa. Colocando a acção num futuro próximo e num mundo que nos é familiar, bate-se com a necessidade de explicar tudo e não o explicar completamente uma vez que o espectador será capaz de preencher os vazios narrativos de forma dinâmica, socorrendo-se da sua própria experiência e conhecimento da actualidade. O resultado não é lá muito eficaz.
Por outro lado as personagens acabam por não ganhar espessura suficiente, refugiando-se com frequência num certo estereotipo algo maniqueísta. Mas, por outro lado, há desempenhos interessantes, nomeadamente o de Clive Owen, um actor cada vez mais brilhante em cada filma que passa.
Assim, aos tropeções, o filme avança. A uma aturada construção visual, coroada com alguns planos e sequências de grande eficácia, opõe-se algum arrastamento narrativo, resultando num objecto cinematográfico algo desiquilibrado e cinzento como um moribundo. O tom geral é de grande sufoco e o ambiente na sala pesa como chumbo.
No final um raiozinho de esperança para desanuviar um pouco.
Enfim, caso não haja nada de muito mais interessante para fazer poderá ser um filme a ver, sabendo de antemão que não se trata de nada de extraordinário. Digamos que merece uma estrela e uma palmada na testa (sempre poderá gerar mais uma ou duas estrelas, dependendo da palmada e dependendo da testa).

domingo, outubro 22, 2006

Little Miss Sunshine

Não interessa de onde vens nem para onde vais, o que interessa é o que te acontece no caminho.

Mais um caso de título impossível. Little Miss Sunshine no original dá, em português, "Uma família à beira de um ataque de nervos". Admito que não desse para fazer uma tradução literal. Miss Little Sunshine é, tanto quanto percebi, a designação de um concurso de beleza infantil, daqueles que são promovidos nos States o que por aquelas bandas terá outro impacto nos espectadores. Mas colar o título deste filme a uma expressão que se vulgarizou entre nós graças a um outro, de Pedro Almodóvar, é, no mínimo, lamentável até porque os filmes não têm nada comum.

Este Miss Little Sunshine vê-se com interesse do primeiro ao último plano. É um daqueles filmes americanos que nem parecem sê-lo (estou a lembrar-me do recente "A lula e a baleia", um título decente e literal). Poucos meios de produção, um conjunto de actores perfeito para os papéis, um argumento bem recortado e uma realização esmerada, onde mesmo os planos mais inocentes parecem ter sido estudados com a minúcia de uma pintura neoclássica. A montagem refina a qualidade potencial das filmagens e o resultado, apesar de um ou outro momento mais redundante, acaba por ser mais do que satisfatório.

O tema da viagem, tão recorrente desde, pelo menos,a Odisseia(:-), é mais uma vez revisitado. Não será aquilo que se chama ou road-movie (tanto quanto me parece) mas a ideia de que as viagens nos modificam, que interessa mais aquilo que nos acontece entre o ponto de partida e o de chegada mais do que outra coisa qualquer, fica claramente expressa na redenção final das personagens sobreviventes.

Para o espectador europeu fica também aquele travozinho adocicado de compreender que uma certa visão dos EUA e dos seus habitantes não é sinónimo de anti-americanismo primário mas apenas uma visão possível, colocando o cérebro numa determinada perspectiva. As cenas finais, rodadas durante o tal concurso, são bem significativas.

Um filme a ver sem sombra para qualquer dúvida.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Bolas e estrelas

Os críticos cinematográficos exercem uma estranha actividade quando tentam traduzir em estrelas ou bolinhas as suas doutas opiniões sobre os filmes que vão vendo.

Pergunto-me se irão aos filmes com o fastio próprio de quem se vê obrigado a cumprir uma tarefa profissional independentemente da vontade em o fazer ou não. Serão obrigados a ver tudo ou só algumas coisas? Apenas o que imaginam poder vir a apreciar com gosto ou escolherão filmes que sabem de antemão ir odiar profundamente?

Hoje irei assitir à projecção do mais recente filme de Shyamalan. A fiar-me na opinião unânime da crítica especializada melhor será ficar em casa ou alugar um filme iraniano no clube de vídeo (não deveriam chamar-se antes clubes de DVD?). As opiniões assassinam por completo o objecto e deixam o eventual espectador com os dois pés atrás, fora da porta.

Verdade, verdadinha, vi todos os filmes anteriores deste realizador e gostei tanto de todos que estou disposto a arriscar mais uma vez. Lady in the water poderá até ser uma seca, ser patético, pretensioso, uma merda, em suma. Poderá ser isso tudo, mas seria impossível deixar em branco o espaço desse cromo na minha caderneta de Shyamalan.

Mesmo que a partir de agora a sua obra perca fôlego e grandiosidade, este realizador já ganhou um espaço próprio na minha mente ou no meu espírito (não sei bem ao certo), o suficiente para não querer perder nada do que vá fazendo. Além do mais sei bem que a genialidade artística não é uma constante. É mais uma variável algo imprevisível que, quando transformada em rotina, gera objectos sempre semelhantes.

Há quem se deslumbre com a coerência das obras de determinados artistas. Eu não. Pessoalmente prefiro a surpresa e o inesperado, o resultado imprevisto. As coisas nem sempre correm bem e será impossível satisfazer um exército de críticos habituados a sentarem os cús na poltrona fiados na sua infalível capacidade de análise que encaram os objectos com a sobranceria própria daqueles a quem já nada surpreende.

Quando o objecto que analisam ultrapassa as suas previsões (sim, os críticos também têm qualquer coisa de videntes) entramos no campo do imponderável. É nessas ocasiões que atribuir estrelas e bolinhas pode revelar-se um alívio para o espírito crítico.

Para mim um filme de Shyamalan nunca poderá ser "dispensável". Mínimo dos mínimos será sempre um filme "a ver".

sexta-feira, setembro 01, 2006

Super sem chumbo

Na minha qualidade fã incondicional de Banda Desenhada tenho nos Comics uma fonte de prazer bastante razoável. Vai daí, sempre que há uma adaptação cinematográfica não costumo perder. Andava há alguns dias com a intenção de ir ver Superman Returns e hoje cumpri o meu dever.

As coisas começaram a correr mal logo no genérico, uma pastelice pouco impressionante, a dar o tom geral do que havia de se seguir. Nem Kevin Spacey com o cabelo rapado à Lex Luthor consegue salvar a mediocridade geral do filme.

Mau argumento, desempenhos pouco conseguidos e lamechice aos pontapés. Nem mesmo os efeitos especiais são de tirar o fôlego, longe disso.

Mas o pormenor que me deu cabo da cabeça foi o penteado do Super. Aquela vírgula que lhe cai na testa quando veste o fato de herói e que penteia quando se transforma no repórter imbecil que dá pelo nome de Clark Kent é, na presente versão, de um mau gosto que distrai. Sempre que havia um grande plano era difícil reparar noutra coisa. Aquele pormenor capilar é impagável!

Comprido e chato, como a espada de Dom Afonso Henriques, o filme arrasta-se penosamente até terminar num hino super-kitsch dedicado à paternidade do super-melga que protagoniza esta macaqueação de filme de aventuras.

Longe da qualidade das adaptações do incrível Hulk, dos Batman (ha, grande Tim Burton) ou dos recentes Homens-Aranha, para citar apenas alguns, mais valia que o Super-Homem não tivesse regressado. Estava muito bem lá onde estava, porque raio havia de regressar?

Conselho de amigo: não vão ver, muito menos com crianças. A menos que não comam a sopa.