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quarta-feira, fevereiro 13, 2019

Fogo!

A beleza é algo fulgurante, coisa que reconforta a alma... até que a incendeia.
Uma alma a arder não é exclusivo do inferno.

quinta-feira, junho 21, 2018

Sem título (arte contemporânea?)

Quem lambe botas acaba sempre a levar pontapés no focinho.

E não sei se não será bem feito...

domingo, março 04, 2018

O galináceo

Os pobres sobreviveriam bem sem os ricos. Os ricos não poderiam nunca existir caso não houvesse pobres.

Os pobres são a Galinha dos Ovos de Ouro dos ricos. Quer-me parecer que os ricos já lhe abriram a barriga para retirarem todos os ovos de uma vez só. Nos tempos que correm assistimos à agonia da galinha.

O nosso modo de vida no mundo ocidental é a perdição da espécie humana.

domingo, fevereiro 11, 2018

Declaração inflamada

Tenho que dizê-lo! Calar a boca não é opção!

domingo, novembro 26, 2017

Censurado

Leio o jornal, os suplementos dominicais, as revistas em papel acetinado, leio posts no facebook, artigos de opinião, prosas engraçadotas, palavras ditas nos bicos dos pés e há uma palavra que se esgueira até ao topo do meu pensamento: FODA-SE!

Devo estar maldisposto.

sábado, maio 06, 2017

Sob um céu cinzento

Tiramos a religião a uma comunidade e o que lhe deixamos em troca? Sai Deus do cadeirão mais elevado do Tribunal e quem lá vai sentar o cu? A coisa é complicada. A Lei divina substituída por um Código Penal trabalhado por homens pouco escrupulosos é a resposta a que temos direito?

As grandes catedrais foram substituídas por centros comerciais. As famílias deslocam-se em peregrinação dominical aos McDonald's de todos os tipos, a devoção à Palavra é transformada em devoção ao Consumo. Isto é complicado, caraças.

Teremos, de facto, matado Deus? Ou Ele, simplesmente, amuou e foi pregar para outra freguesia? Talvez tenha criado outro tipo de vida capaz de O adorar nalgum planeta longínquo e tenha agora a forma de uma lula ou de um veado com asas de morcego, uma coisa assim, tão incompreensível para nós, seres humanos, como nós seremos para as espécies alienígenas que eventualmente existam algures no Universo.

A desagregação do espaço humano vai corroendo o Mundo, a Lei de Lavoisier aplicada à escala da existência da nossa espécie, este mundo que se achata e vai perdendo a esfericidade sob um céu muito cinzento.

terça-feira, abril 18, 2017

Ir ao Porto e regressar

Num país como este as grandes distâncias são sempre pequenas.

sábado, fevereiro 18, 2017

A Lei

Há dias assim, acordamos com uma cena enfiada na cabeça que não sai de lá nem à marretada.

Quando essa cena é uma musiqueta cantarolamo-la incessantemente ao ponto de, por vezes, nos irritarmos com nós próprios. Chiça, já não há pachorra para a coisa a dançar-nos na carola e a fazer-nos dançaricar com ela.

Hoje acordei com a Lei de Lavoisier, não sei porquê. Terá sido algum sonho, daqueles que esqueço sempre ter sonhado? Impossível perceber o porquê de tal visita matinal.

E pronto, tenho passado o dia a repetir para os meus botões que "na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Apercebo-me que sou um crente fervoroso desta Lei, que constitui a minha Fé; que vejo Deus desta forma, que vejo a Arte desta forma, que vejo a Vida desta forma. Que a Natureza é, para mim, o princípio e o fim da existência das coisas todas. Que nada existe para lá dela, que ela é a verdadeira Mãe (desculpa lá, ó Maria).

Obrigado, Antoine, pelo teu momento de máxima lucidez que tanto bem tem proporcionado a este mundo merdoso.

sábado, dezembro 31, 2016

Proverbial

Se um gajo der uma cana a um outro, que não saiba pescar, melhor será que lhe não vire as costas.

quarta-feira, setembro 28, 2016

Nuvens

Nem a Utopia é o Paraíso nem o Paraíso é uma Utopia.

Ambos fazem parte do imaginário colectivo, caricaturas da ambição humana. Mas não será pelos seus traços exagerados e deformantes que iremos deixar de sonhar com uma e outra coisa, da mesma forma que sonhamos cada dia que vivemos.

Ainda ontem vivi horas inexplicavelmente felizes. Nunca me farto de viver horas assim.

terça-feira, agosto 02, 2016

Do caderninho


Andar muito tempo na Lua tem os seus custos. Perde-se alguma gravidade.


sexta-feira, julho 29, 2016

Criatividade

E se a criatividade for, essencialmente, potência desenfreada, necessidade absoluta de comunicar, deitar fora o que se acumula dentro; tudo isto e mais alguma coisa?

Será a criatividade uma alucinação, aquilo a que chamamos inspiração, quando poderíamos perfeitamente chamar-lhe expiração ou garandalhice ou altrinquitim ou outra coisa qualquer?

E se a criatividade estiver ao alcance de todos os que nela acreditarem, como estão as fadas e as bruxas? Talvez a criatividade seja um exclusivo dos néscios e dos ingénuos.

Talvez a criatividade não dependa tanto do conhecimento, do trabalho árduo e da técnica quanto nos ensinam na escola. Talvez a criatividade tenha a densidade do vento.

sexta-feira, junho 17, 2016

Fato

Um gajo acorda soterrado em pensamentos confusos até que regressa ao corpo que irá vestir durante o dia. Os primeiros momentos dentro deste fato podem ter aspectos variados; umas vezes desilude-nos, outras alivia-nos, pode ainda surpreender-nos estar tão largo ou apertado. O corpo é uma coisa potencialmente estranha.

sábado, junho 04, 2016

Pensamento matinal.

Hoje não trago pinturas dentro da cabeça. Sinto-me desorientado.

terça-feira, maio 03, 2016

Esfera

Podemos virar uma esfera ao contrário que ela não deixará de ser uma esfera. Podemos olhá-la de diferentes ângulos; parecer-nos-à idêntica. Será por isso que a esfera é considerada uma forma perfeita, por ser, aparentemente, incorruptível? 

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Pensamento matinal

As pessoas não são todas iguais mas talvez pudessem ser um bocadinho mais diferentes umas das outras. Apesar de tudo, o senso comum não me parece assim tão repelente, bem pelo contrário.

Estarei a contradizer-me? Temo bem que sim mas não tenho a certeza. Há que considerar a liberdade individual... há que ponderar os limites da estupidez e da sageza... há que tomar um café e ir trabalhar.

domingo, novembro 22, 2015

Relevância individual

Parece-me que a aspiração máxima da maioria das pessoas é sentirem-se relevantes. Não precisam de sentir-se muito relevantes, um bocadinho relevantes já é bom. Algo próximo dos célebres "5 minutos de fama" que Warhol sonhava ser o futuro de cada um de nós, numa sociedade hipermediatizada.

A senhora que fala da vida da vizinha do rés-do-chão apenas quer sentir-se relevante no dia da vizinha do 2º andar, que a escuta muito interessada na história. Tão interessada se mostra a senhora do 2º andar que a outra se sente impelida a juntar uns pozinhos de imaginação delirante e a pobre vizinha do rés-do-chão ganha contornos de monstro estranho. Mais tarde haverá espaço para algum remorso mas isso... só mais tarde.

O líder que ganha o respeito do seus seguidores por ter mostrado músculo e vontade de agir sente que, de súbito, a sua relevância cresceu de modo extraordinário. Agora não há como voltar atrás sem perder relevância. Assim, enebriado pelo amor que sente desprender-se dos que o admiram, o líder avança cada vez mais depressa em direcção ao que poderá vir a ser um desastre. E depois? O seu desejo de ganhar mais e mais relevância aos olhos dos que esperam dele o mundo, a lua e mais qualquer coisa... essa coisa que deitará tudo a perder, faz com que ele lidere com maior empenho ainda.

Os exemplos iriam por aí abaixo mas bastam a coscuvilheira e o líder carismático para justificarem este meu pensamento matinal: a maioria das pessoas só pretende sentir-se um pouco relevante. Não precisa de sentir-se muito relevante, um pouco basta.

sábado, outubro 31, 2015

Rastejantes

Há uma paz podre que alimenta larvas e insectos rastejantes. Esta bicharada, acostumada a encher a boca com os detritos do costume, agita-se, patinhas nervosas, antenas a espadanar, barrigas a raspar o soalho em rápidos movimentos curvilíneos, sempre que tem a sensação de que virá alguém limpar a porcaria de que se alimentam.

O problema, argumentam estes seres rastejantes, é que ninguém poderá garantir que o corpo decrépito e apodrecido que lhes garante sustento, venha a ser substituído por outra coisa que os mantenha vivos e em ascenção permanente. O mundo húmido e penumbroso no qual progridem está posto em causa. Não admitem luz que os venha a repelir.

Assim se passam os dias.

sexta-feira, outubro 30, 2015

Esperança

Há quem deposite todas as suas esperanças em coisas que não valem nada. Os desesperados, os miseráveis, os ingénuos, os frágeis e os mais frágeis entre os mais frágeis, aqueles a quem a sorte e os poderosos não reconhecem capacidades para serem considerados seres humanos, precisam de algo ou de alguém que lhes possa dar um pouco de esperança.


segunda-feira, março 23, 2015

Da estupidez

A estupidez quando tem olhos é muito pior do que quando é cega.