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quarta-feira, maio 27, 2015

Greves a Metro

Os trabalhadores do Metro de Lisboa fazem tantas grevezinhas (de horas, de turnos, greves pequeninas, greves repartidas, greves constantes) que acabam por transformar um direito constitucional e indiscutível numa espécie de sarna social.

Não sou a pessoa mais indicada para discorrer sobre tão complexo tema. Tantas greves, greves a toda a hora, decerto exigem um conhecimento minucioso da vida da empresa a alguém que pretenda tentar imaginar as causas de tão persistente luta laboral. Convocar estas greves é trabalho de relojoeiro, aderir a estas greves será um dever dos trabalhadores, imagino eu.

A verdade é que a frequência com que damos com o nariz na porta do túnel do Metro é tão grande que já ninguém liga à coisa. Já ninguém se impressiona com a luta dos trabalhadores, antes pelo contrário. Eles fazem greve com tanta insistência que toda a gente desconfia do ardor com que aderem à luta tanto como desconfia da eficácia do movimento grevista.

A banalização da greve é como o abuso de antibióticos; perde força e efeito.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Greve geral

Hoje estou em greve. Protesto contra o desmoronamento do estado social e a morte violenta do sistema democrático um pouco por toda a Europa. Os governantes eleitos em sufrágios universais são substituídos por homens de mão dos "mercados" ou, como no caso do nosso país, não passam de fantoches sem qualquer tipo de poder ou capacidade de decisão.

Protesto contra a escravatura política e social a que estamos sujeitos e protesto contra a ausência de alternativas. Não nos deixam outra forma de manifestar a nossa opinião que não seja esta: fazer greve.

Podem vir com a cantilena do costume: que haverá eleições e, nessa ocasião, sim, será tempo de fazermos valer as nossas opiniões através do voto. Que, fazendo greve, apenas estamos a gravar a situação já de si grave, do nosso país. A esses respondo: vão à merda!

Ninguém nos disse que iríamos ver os nossos ordenados cortados em 40% ou que o investimento económico seria ditado por aqueles que nos estão a roubar. Fomos enganados. Os capitalistas e respectivos sabujos não fazem greve, pudera...

Não me considero obrigado a aguardar pacientemente pela próxima oportunidade de participar num acto eleitoral que é, cada vez mais, uma fraude declarada. Faço greve porque é urgente dizer, alto e bom som: VÃO À MERDA!!!

Hoje li (e ainda vou ler) mais uns quantos capítulos de O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha que, por mero acaso, é a minha leitura do momento. Assim a arte de Cervantes me ajuda a ultrapassar as dúvidas e as desgraças que me são anunciadas em escritos de verdade duvidosa com que me tentam afogar o entendimento.

Viva a Greve Geral!!!
Abaixo o fascismo encapotado e abaixo os mercados, suas bestas de estimação!!!