sábado, julho 14, 2007

Amor de cão


Uma coisa que me faz alguma confusão é ter animais fechados em casa. Um peixinho palhaço ou um canário ainda vá que não vá, mas um doberman ou um grand danois, meu Deus, qual é a ideia? Fechados todo o dia num apartamento, à espera que o dono os leve à rua para um chichi libertador ou um cócó reconfortante, que merda de vida têm esses bichos? Depois há o probleminha da caca no passeio. Vai um gajo a sair de manhãzinha para um belo dia de trabalho e, plof, pisa uma poia do tamanho de um pão alentejano. Caramba, há poucas formas piores de iniciar o dia. Digo eu.
Há aquela regra de civilidade que manda os passeadores de cachorros levarem um saquinho de plástico para apanharem os presentes dos bichinhos para depois depositar no caixote do lixo. Quantos cidadãos se dão a esse trabalho? Poucos. Muito poucos. Regra geral disfarçam. Olham as montras, assobiam para o lado, fazem de conta que não estão a ver o bicho a cagar no passeio.
Tudo bem. Até posso compreender que não seja a actividade mais edificante, apanhar a merda dos cães com a mão. O que me espanta mesmo é terem os animais fechados no apartamento. Que mal fizeram os bichos a Deus para merecerem tão entediante cativeiro?Aquilo só pode enlouquecê-los, deixá-los à beira de um ataque de nervos. A eles e aos cidadãos que patinam na merda e ficam a dizer mal da vida e a cheirar a caca.
Quem gosta de animais em casa deveria ficar-se pelo cágado ou pelo bicho-da-seda. Ou satisfazer-se consigo próprio, não sei. Não me parece que fechar os bichos em casa seja prova de grande amor. Muito menos de admiração ou respeito.

2 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Parabéns, assino embaixo.
Adorei as sugestões: cágados ou bichos da seda.

Bom domingo, sempre olhando bem onde pisas!

Abçs

Silvares disse...

Obrigado. Vou ficar atento.
:-)