sábado, novembro 29, 2008

Escrito na Pedra


Escrito na Pedra é uma rúbrica do suplemento diário do jornal Público. Todos os dias vem à estampa um pensamento de alguém a propósito de alguma coisa. Digamos que é uma rúbrica que nunca falha. As frases são, quase sempre, sonantes apesar de profundidades variáveis na qualidade dos pensamentos.

Penso que a propósito dos ataques terroristas em Bombaim a frase de hoje, da autoria de Rudyard Kipling, diz o seguinte: "A Ásia não se vai tornar civilizada seguindo os métodos do Ocidente. É demasiado grande e demasiado antiga."

Fico a pensar que se George W. Bush tivesse lido esta frase talvez pudessemos estar a viver tempos ligeiramente diferentes. Sim, porque é conhecido o fascínio do ainda presidente dos EUA pela literatura infantil e Kipling foi um renomado autor de contos para crianças. Embora, mesmo assim, me pareça que a densidade narrativa das obras de Kipling possa ser demasiado para uma criançola com as características do pequeno Georgie Boy, nunca é demais sonhar com a possibilidade de termos homens à frente dos destinos do mundo capazes de se comoverem com as aventuras de um menino criado por uma alcateia de lobos. Ao menos isso.

5 comentários:

Alice Salles disse...

exato. ao menos isso! porém não se dá pra acreditar mais...

expressodalinha disse...

Como será este Obama? O outro já era...

roserouge disse...

Essa frase é linda. Faz lembrar aquela outra proferida por um César qualquer referindo-se aos Lusitanos: "Para lá daqueles montes, vive um povo que não se governa, nem se deixa governar".

Beto Canales disse...

Ao menos isso, ou pelo menos isso, apesar disso?

Silvares disse...

Alice, agora há outro presidente eleito com outros interesses literários...

Jorge, este Obama parece ser, para já, uma pessoa melhor informada sobre o mundo que o rodeia.

Roserouge, apesar disso, esse povo faz parte de União Europeia nos dias que correm.

Beto, olhemos para o que aí vem. Há muitos aspectos do passado recente que importa guardar na gaveta e, de preferência, tentar esquecer.