terça-feira, fevereiro 07, 2006

Memória Visual














No último filme de Woody Allen, Match Point, a acção desenrola-se em Londres.

Escrito e realizado pelo clarinetista de óculos esquisitos, este será um dos melhores filmes que já foi capaz de engendrar.

Um argumento interessante, um conjunto de actores dirigidos com excelência e eficácia narrativa. Que mais podemos pedir para nossa felicidade?

Quem se dispuser a assistir a este filme certamente dará o seu tempo por bem empregue (se for do género de pessoas que se preocupam em não perder tempo, como se isso pudesse valorizar a nossa existência de alguma forma).

Numa das cenas fulcrais surge, por um cagagésimo de segundo, um stencil de Banksy (semelhante ao da imagem). É uma daquelas imagens que só é vista por acaso, talvez só repare nela quem já a tenha visto antes. E, no entanto, tem um significado explícito no momento da narrativa em que é incluída. Um pormenor.

Ou Allen pediu a Banksy (ou a um aderecista, mais simplesmente) para executar naquele exacto local aquele grafitti ou a escolha dos décors foi minuciosa e feliz.

Coisinhas como esta fazem a diferença. E, se Match Point já me havia impressionado positivamente dentro da sala, agora, com tempo e distância, mais me convenço que se trata de um excelente filme. Até os mongas dos críticos do Público se desfazem em estrelas e bolinhas perante a mestria do velhote.

Em que cena surge este grafitti? Só vendo.
Sabendo que esta imagem faz parte da película penso que seja impossível passar desapercebida.

Bom filme.

1 comentário:

andré disse...

Tanto um como outro, 2 verdadeiros mestres! e a propósito de banksy: http://www.fotolog.com/thedelegation tenho lá alguns trabalhos meus.
força com o blog, mas atenção às blasfémias! abraço