sexta-feira, fevereiro 08, 2008

A bandeira

Realmente tenho andado muito cinéfilo nos últimos tempos. Não é por razão nenhuma em particular, não é por nada que não seja apenas mero acaso. Hoje deu-me para ir almoçar este No Vale de Elah. O suplemento do Público trazia uma foto enorme de Tommy Lee Jones a olhar para mim com aquela cara de personagem bíblica, por causa daqueles olhos que não deixam um gajo descansar sem imaginar que fez alguma coisa que não devia, o tipo a olhar assim para fora de uma página de jornal a cores foi como se falasse comigo. A legenda afirma "Este é o maior actor americano" e pronto, deve ter sido isto que me levou a deixar a pasta em casa, dar uma beijoca à minha filha e arrancar de seguida em direcção ao cinema próximo e já só tinha 25 minutos para chegar a horas.
Sessão das 12h 45m não é coisa de multidões nem mesmo em dia de estreia. Éramos 5 espectadores. Sinceramente pensei que poderia assistir sózinho ao filme. Mas não, éramos 5.
O filme, não sendo nada de extraordinário, é um bom filme. Denso, com recursos narrativos variados (se bem que nem sempre muito eficazes na forma como a mensagem vai gotejando cá para fora) e com actores espectaculares, é capaz de prender o espectador do princípio ao fim, quase mesmo até ao finzinho, finzinho! Tommy Lee Jones confirma a sua grandeza (não sei se é o maior mas lá que é grande ninguém poderá duvidar), Susan Sarandon vai surgindo aqui e ali, deixando um rasto de excelência bem marcado em cada uma das suas curtas aparições e Charlize Theron é bonita, já todos sabemos, e pode ser também uma excelente actriz, quem ainda não sabe pode ir experimentar este filme e tirar as suas conclusões.
Enfim, em 5 estrelas merece bem 3. Uma pelo Tommy Lee, outra pela Susan e mais uma pela Cahrlize. Chegam bem. Quanto ao filme, propriamente dito, com outros protagonistas talvez não ultrapassasse uma entediante mediania mas quem fez o casting sabia ao que ia! Em jeito de conclusão sempre vou dizendo que, no cartaz, a bandeira devia ter outro aspecto.
O que raio quero dizer com isto? A resposta está no filme.

6 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Resenha instigante, e convidativa à quem pode assister ao filme.Como aqui em Imbituba só passará daqui há dez anos...ou por sorte verei na TV fechada um dias desses .
Mas estou querendo mesmo saber como será a bandeira!!!!

(;-))

Bom fim de semana!

Silvares disse...

O cinema aí é assim tão distante? Que filme poderia ver se quisesse sair esta noite para um cineminha?

Eduardo P.L. disse...

Silvares,

eu disse Imbituba, que é a cidadezinha sede do meu Município, mas ela, na verdade, não tem cinema. Os cinemas mais próximos são os de Florianópolis que fica a 100 Kilómetros de casa, uma hora e meia de carro. Nunca fui ao cinema em Floripa, onde só vou para pegar o avião para São Paulo, ou para comprar ostras, queijos ou outras iguarias inexistentes aqui no mato!
Como não recebo jornal da terra, não tenho idéias dos filmes que estão em cartaz...
Moro, como vê, num PARAISO, e como lá, aqui não passam filmes!
Quando disse IMBITUBA, foi modo de dizer, ou deixar de dizer tudo isso....
Mas como hoje é Domingo temos tempo de sobra....

Forte abraço

Silvares disse...

Caramba, Eduardo, é o que dá viver num país do tamanho de meio mundo como é o Brasil. Tem espaço para Paraíso e tudo!!! Portugal é um país miniatura. Há cinemas por todo o lado.

Eduardo P.L. disse...

Essa é a vantagem de ser PEQUENO...
E olhe, Silvares, estamos falando do sul do Brasil. Onde é mais desenvolvido, e muito mais populoso do que as regiões centro-norte, onde se pode contar nos dedos as salas de cinema!

Mas.... "SMALL IS BEAULTIFUL..."

Silvares disse...

Obrigado pelo elogio (agradeço pelo meu país, é claro, embora não o represente de forma nenhuma! :-)