domingo, outubro 21, 2007

Euroburocracia mata!


O designado Tratado de Lisboa é um péssimo exemplo da forma como a Democracia é encarada pelas cúpulas da União Europeia (ler mais em, por exemplo, http://noticias.uol.com.br/ultnot/lusa/2007/10/18/ult611u75399.jhtm)
Contornar a vontade popular numa questão desta envergadura mostra até que ponto a União Europeia é uma coisa e a Europa é outra, completamente diferente. Cada vez mais as decisões referentes à nossa vida são tomadas por um conjunto de burocratas mais ou menos desconhecidos e que se guiam por uma filosofia (chamemos-lhe assim) obscura e ditada ao sabor dos interesses dos grandes países europeus, nomeadamente a França e a Alemanha.
Não estou a ver bem como tudo isto irá acabar mas, com o tempo, esta União dos eurocratas irá definhar e morrer de morte mais ou menos natural.

7 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Silvares, muito bom este seu texto Me permita reproduzi-lo no Drops!

Obrigado.

fonte disse...

carissimo,
permite-me mais uma vez discordar de ti, mas parece-me que estes tratados são uma especie de linha mediana, que não deixa de ser mediocre, tavez, tecida diplomaticamente por representates do parlamento europeu, eleito por sufragio universal e pela comissão europeia que é nomeada pelos varios governos dos paises menbros da união e que são todos! eleitos por sufragio universal. donde que matematicamente o tratado e o reflexo da vontade expressa em urnas do "povo europeu"
grande abrço

Malaka channel disse...

A nova europa decadente, outra vez?
O cranio do Damien Hurst e um sinal. A bastilha ou a pastilha nao tarda outra vez, outra vez?
Que raio repito-me, ate me confundo com a historia ou estoria?
Sao muitas interrogacoes para tao pouco texto.
Um grande abraco Rui
Do outro lado da esfera que rodopia

Lord Broken Pottery disse...

Silvares,
O problema dessas mortes naturais é que exigem paciência. Precisamos aguardá-las. E esse passamento, sempre burocrático, se alonga uma eternidade. Melhor seria se partissem de morte matada.
Abração

alice disse...

O sufragio eleitoral que coloca mangas de alpaca nos centros de poder, lisboa ou bruxelas tem um espectro reduzido: Por cá a abstenção é elevada e nas eleições para o PE é um desastre. Morte do sistema, duvido.Mas como nada é eterno a não ser a eternidade, há-de acabar por definhar e ser substituído.

Silvares disse...

Eduardo, dispõe sempre que consideres oportuno. Eu é que agradeço.
Fonte, tens de rever essa matemática :-) Quanto ao "povo europeu" é tema que merece reflexão.
Mário, o Damien Hirst é um sintoma, a pastilha há muito que tomou o lugar da Bastilha no imaginário da juventude europeia.
Lord, a morte matada do regime já está longe dos nossos horizontes. Matámos um em Portugal, em 1974 e terá sido o último, por muiiiiito tempo.
Alice, os burocratas estão a construir uma fortaleza sólida para eles próprios. Este tratado é um pilar de força considerável.

MUMIA disse...

é claríssimo que vão ser sempre os países Grandes que vão ficar a ganhar com este Tratado, com os seus CHEFÕES(PODER!). Está na cara!...