sábado, outubro 06, 2007

Aprender a aprender




Parece-me um pouco absurda a forma como a imprensa aguarda impaciente cada novo discurso de cavaco Silva. Como absurdas me soam as notícias fresquinhas que logo correm as nossas praças após a presidencial faladura.

O Actual Presidente da República é olhado como uma espécie de oráculo, um pensador ponderado e com profundidade oceânica, atributos que nunca antes teve nem é agora que lhe vão nascer no cérebro como flores primaveris para alegrarem a nossa sina modorrenta. O discurso de Cavaco no dia de ontem trouxe particular agitação pelos conteúdos relacionados com o eterno calcanhar de Aquiles da velha nação portuguesa, a educação. Note-se que a dita educaçaõ foi muito maltratada pelo Cavaco 1º ministro e parece agora preocupar sobremaneira o Cavaco presidente da república. Mudam os tempos...

Cavaco afirmou que temos falhado na formação dos jovens portugueses e que esse é o principal problema a resolver. Permito-me acrescentar que a educação dos adultos também se tem revelado um desastre completo contribuindo igualmente para este marcar de passo que nos mantém sempre no mesmo ponto, o ponto de partida. O nosso presidente é, ele próprio, a prova viva desse falhanço. A crença boçal na desnecessidade de "aprender até morrer" faz dos portugueses um povo de potenciais retardados culturais. Basta olhar para os níveis de escolaridade das nossas classes trabalhadoras para percebermos que não é apenas nos bancos das escolas que existe carência de trabalho intelectual.

A educação é um desígnio fantasma de Portugal e dos seus tristonhos habitantes. Dos mais pequenos tanto quanto dos maiores. Em termos de ignorância e falta de entusiasmo pelo conhecimento os filhos são a carinha chapada dos seus pais.

2 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Por que os governos não uovem os EDUCADORES?????

Silvares disse...

Talvez porque sofrem de eterna surdez!