domingo, junho 18, 2006

Too many happy-meals


Havemos de conseguir. Todas as crianças do mundo terão igualdade de oportunidades perante os bens de consumo correntes nas nossas sociedades demo-capitalistas.
Não é de todo aceitável que continuem a morrer crianças de fome, vítimas de doenças evitáveis com um simples sopro na moleirinha, crianças que nunca pousaram o plácido olhar sobre um écran eléctrico e luminoso. Não é aceitável que continuem a existir países onde as crianças não conhecem o rato Mickey nem o Gato das Botas nem o raio-que-os-parta mais a puta que os há-de parir (aos dois).
É nosso dever e nossa sina proporcionar estas e outras felicidades básicas a todas (mas mesmo todinhas, caraças!) as crianças do mundo inteiro que, de outro modo, nunca será um mundo completo e, muito menos, complexo.
Nem que para isso tenhamos que matar, destruir, trucidar, engaiolar, comprar, vender e trocar tudo e todos como se modernos Nóes fôssemos, reordenando o mundo dos vivos e dos mortos, havemos de conseguir levar a felicidade tão longe que a conquista do espaço parecerá coisa de atrasadinhos a distraírem-se num fim-de-semana com a família.
Todas as crianças merecem ser felizes e todas, sem excepção, merecem ter acesso aos mesmos bens de consumo que este palonço aqui na imagem, símbolo completo ( e complexo) do mundo que andamos a exportar e a construir com a alegria de um estúpido perante a ilusão de o não ser.

Caraças, estarei a passar-me?

3 comentários:

fada*do*lar disse...

8-O
Palonço é mimo... pobre menino rico!
E pobres os que são pobres.

jorge disse...

clap! clap! clap!

se for um passanço de lucidez sim !

: ) disse...

nao e para menos
passa qualquer
e de vomitos o m d
: (
gostei da sua sensibilidade e bom gosto assim visto
: )
cump.