quarta-feira, junho 07, 2006

(...)

Nem o sono vem nem o sonho nem nada que se pareça.
Há noites assim, parecidas com os dias só que sem o sol a iluminar os passos à consciência.
A lua deve lá estar (tem de estar).
Os aviões passam na janela, a piscar luzinhas, descendo para o outro lado do rio perante a indiferença do gigantesco Cristo plantado do lado de cá.
Muitas outras janelas iluminadas deixam imaginar pessoas como eu, debruçadas no parapeito da memória com os olhos passeando sem destino.
Apetecia-me pintar, mas até isso é mentira. Uma mentira caridosa que ofereço à preguiça que me impede de dormir.
Amanhã há um mundo inteiro de coisas por fazer. Caótico, à espera de uma ordem que, não podendo existir, teima em tentar sobreviver uma vez mais.
Assim sendo vou desligar esta trampa e tentar outra coisa qualquer. Talvez dormir. Boa noite.

2 comentários:

jorge disse...

insone crónico, percebo-te.
para além de uma sensação de aparente perca de tempo, uma urgência qualquer que atravessa os anos e vai vivendo, há os problemas, os esgares da memória sim, o belo silêncio da noite.

um abraço.

fada*do*lar disse...

Não me falem em insónias... %-(
É do pior que há e vivo com elas quase todos os dias/noites.