domingo, julho 23, 2006

Magia

Procurar o cânone, determinar os contornos do Belo é trabalho fora de ordem, coisa de grego antigo e desocupado.

Cabe na cabeça de alguém que a perfeição possa ser medida por cabeças? Que o Belo tenha peso, conta e medida apreensível já não convence nem o Menino Jesus!

Os artistas dos tempos que rastejam (os tempos hoje já não correm, o mundo não consegue dar-lhes a dignidade necessária à corrida!) deixaram de perseguir essa quimera: o Belo.

Não há nada a fazer uma vez que descobrimos a beleza em cada esquina. Há tantos artistas incomparáveis, tantas cabeças pensantes, tanta produção necessária à sobrevivência das coisas que a Beleza é beleza e nada mais há a procurar nas sombras, quanto mais na luz do dia.

A especulação, o discurso do Belo e a Beleza, parecem hoje tão fora de ordem, tão kitsch, que se foge dela como o Diabo da Cruz!

É o grande caleidoscópio Pós-moderno! Foi Marinetti quem afirmou que um automóvel de corrida era tão belo quanto a Vitória de Samotrácia. Agora olhem, amanhem-se que eu também.

Realmente tenho medo de afirmar certas coisas, a Beleza é uma delas. Mas, tal como as bruxas, eu sei que não existe mas que a há, há! Vou abrir os olhos.

6 comentários:

Anónimo disse...

Eu acho que as bruxas quando estão entediadas deixam que os Homens façam coisas Belas.

Silvares disse...

Então algumas manifestações do Belo serão resultado do tédio das bruxas? Isso explicaria muitas coisas!
:-)

Anónimo disse...

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Lave a boca pra falar da arte grega =)