terça-feira, julho 18, 2006

Heroína

Judite e Holfernes de Caravaggio, cerca de 1599

Holofernes estava caído na cama, por estar afogado em vinho. Judite pegou na cimitarra dele e avançou decidida. Agarrou-lhe os cabelos e puxou a cabeça do general inimigo em direcção ao peito. "Dá-me forças neste dia, Senhor Deus de Israel" e, com dois golpes surpreendentemente vigorosos, separou-lhe a cabeça do corpo. Depois entregou a cabeça à criada que a meteu num saco.
É mais ou menos assim que a Bíblia narra o acto sangrento de Judite, a heroína judia que libertou a cidade de Betulia do cerco do terrível Holofernes, um general assírio com queda para a pinga e vítima do mortal pecado da luxúria. Para Judite foi canja fazer dele o que se faz às galinhas antes de as meter na panela.

Israel acredita nestas histórias como se fossem notícia da CNN e vê nelas força e inspiração para prosseguir a sua peculiar visão de justiça. Longe vai o tempo do "olho por olho, dente por dente". Agora é mais "olho por cabeça inteira, dente pelo resto do corpo". As Judites dos nossos dias entram no território inimigo montadas em flamejantes espadas voadoras e a doçura da vingança faz esquecer tudo e mais o resto.

E Judite quer vingar-se!

4 comentários:

Anónimo disse...

“Paço de Arcos vive um momento único, no qual Cristo foi para umas merecidas férias e só existe o Comandante Guélas. Passou-se de uma moral como obediência a um sistema de regras, a uma ética pessoal, a Paço Arquiana, que obedece à estética anti-comunista do Ratinho Blanco.”

Quitéria Barbuda in “Viver no Paraíso”, Revista “Espírito”, nº 35, 2006.

www.riapa.pt.to

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