sábado, maio 20, 2006

Amor com amor se paga

Lá fui ver o filme. Acho que nem é bom nem é mau, é uma coisa assim-assim.
Estará cheio de erros de interpretação da História, também me parece. O autor do livro tem uma imaginação criativa interessante, disso não restam dúvidas. O fundo da "cena" é sem dúvida fortemente anti-católico e de um cristianismo lírico, e depois? Não me parece que isso constitua motivo para tanto alarido.
Acaba por ser um filme um tanto maçador. Mas como não li o livro acredito que também a obra escrita de Dan Brown o seja. Como a espada de D. Afonso Henriques que era, ao que consta, comprida e chata.
Apesar de tudo vê-se. Sem grande emoção, podendo mesmo produzir um ou outro bocejo, chega-se ao fim mais ou menos como se tinha partido.
A preocupação da Igreja Católica parece-me exagerada, por um lado, e justificada, por outro.
Para pessoas como eu, que até andei na catequese quando era criança, há algumas questões que se levantam. Na verdade a intolerância da Igreja foi o primeiro safanão no meu catolicismo tinha eu para aí 12 ou 13 anos e uma reflexão mais atenta pôs-me fora lá para os meus 14.
Desde aí sou um forte crítico do catolicismo que é, na minha óptica (e aqui a minha opinião coincide mais ou menos com a de Dan Brown) um dos maiores logros da História do Ocidente com o objectivo último de oprimir o pensamento livre.
Já para quem não perceba nada de Cristo nem tenha a mínima noção dos conteúdos gerais dos Evangelhos, o Código Da Vinci poderá parecer demasiado real e bem fundamentado. É isso que põe a Igreja aos pinotes!
Os chefes católicos sabem bem que a ignorância é uma fraqueza terrível uma vez que a acarinharam ao longo dos séculos como forma de melhor oprimirem os fracos e ignorantes. Só que agora, num mundo mediatizado mas igualmente inculto e largamente estupidificado, a Igreja não detém o Poder de outrora e não consegue censurar a informação consoante os seus interesses, daí que veja o seu próprio veneno a contaminá-la. Isso incomoda-a e faz com que mostre as garras e os dentes afiados. Mas já não mete medo a ninguém.
Sendo assim, ironia da História, a Igreja Católica, mestra da ilusão e do misticismo, vê um tipo qualquer chamado Dan Brown utilizar as mesmas armas contra ela com larga difusão mediática. Haverá erros e "mentiras" na historieta do Código Da Vinci, não duvido. Tal como nos Evangelhos canónicos e na Doutrina Católica.
Amor com amor se paga.
Aguenta e não bufa!

3 comentários:

alice disse...

Não li o livro, não vi o filme, só leio as análises e polémicas (e turismo) que o Código suscitou... eu, como mulher, sempre descriminada pela igreja católica, agrada-me a ideia de que afinal a M.M não era uma puta arrependida, mas a mulher de Jesus!
Se for referendada essa questão aos católicos baptizados do mundo, eu voto pela versão Dan Brown...eheheh!

Anónimo disse...

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