quinta-feira, março 29, 2007

Telefonicamente


Caraças. Acabei de responder a um inquérito telefónico sobre hábitos consumistas. Quem já teve esta maravilhosa experiência de responder sem pensar a um conjunto de questões feitas para isso mesmo sabe do que estou a falar. Nem o entrevistado está com pachorra para responder, nem o entrevistador está interessado em respostas ponderadas. As questões chovem metódicas e geladas, como chuva em noite invernosa, as respostas saem sem chama nem fulgor, são mais reflexos que outra coisa qualquer.
Mas este inquérito, em particular, foi uma coisa estranha. As questões andavam à volta de nomes de centros comerciais e quantas vezes lá vou. Por mês. Por semana. O que faço por lá? Se como, se compro comida, se bebo café ou tomo o pequeno-almoço. Que não, que sim, que talvez ou quase nunca, ou mesmo de todo e absolutamente impossível! Uma pergunta me soou especialmente estranha. Qualquer coisa como: "Considera mais importante ir ao centro comercial ou estar com um grupo de amigos?"

!!!???
A partir daqui as minhas respostas nem sempre terão sido coerentes. Quem poderá ter imaginado semelhante questão? Onde quererão chegar com uma pergunta deste calibre? Quando desliguei o telefone senti-me estúpido. Mas que raio de merda tinha sido aquela? E que raio de merda de lugar é este?

2 comentários:

Cristina Loureiro dos Santos disse...

Ah tu és o máximo!!!
Mas eu digo-te que recuso-me pura e simplesmente a responder a inquéritos telefónicos, nem que me ofereçam a lua ;))
Uma vez perguntaram-me se havia alguém numa determinada faixa etária em casa (suficientemente larga para cobrir quase toda a gente...) e eu disse que não ;) Parou logo ali o inquérito :P

Silvares disse...

Por vezes gosto de ir indo, para ver onde vai dar aquele caminho.
:-)