domingo, maio 09, 2010

Solar


Acabei ontem a leitura de Solar, o mais recente livro de Ian McEwan. E fiquei a pensar no seu final. De tal modo esse "repensamento" me ocupou o espírito que o reli várias vezes e, sempre que voltei a fazê-lo, descobri mais qualquer coisinha que aparentemente me havia escapado na releitura anterior.

O livro já está aqui ao meu lado, deitado na mesa, preparado para recolher ao sono criogénico da prateleira onde irá fazer companhia a mais meia-dúzia de volumes do mesmo autor.

Sempre que leio um romance de McEwan é como se regressasse a um lugar literário que reconheço e muito me agrada. Nos livros dele sinto-me em casa. Ou melhor, sinto que visito a casa de um familiar querido à qual regresso esporádicamente mas, sempre que vou até lá, encontro o meu lugar e ali me aconchego, atravessado por ondas de um prazer sensorial difícil de descrever.

Solar é muito bom. Não se me oferece dizer mais nada. Posso talvez acrescentar: leiam-no. E leiam outros livros de McEwan. Ele é o maior!

10 comentários:

Eduardo P.L disse...

Vou LER. Acho que não li nada dele até hoje!
Santa ignorância! srsrs

roserouge disse...

Concordo e assino por baixo. Só não consegui ler "A Criança no Tempo". Comecei a ficar deprimidíssima e arrumei-o ali na estante até hoje. O desaparecimento de crianças é uma coisa que me aflige. E isto foi muito antes do "Caso Maddie"...

Eduardo P.L disse...

Rui,

SOLAR foi recém lançado na Inglaterra e em Portugal. Não existe ainda no Brasil.
Qual dos outros, de sua extensa bibliografia você me recomenda para iniciar a leitura desse autor desconhecido para mim. Não quero errar!

roserouge disse...

Eduardo:

Expiação (existe um filme de 2008);
Amsterdão, O Jardim de Cimento, O Inocente, O Fardo do Amor, o Sonhador, Cães Pretos e... chega?

Há mais, mas para começar...

Silvares disse...

Eduardo, segundo li algures, Portugal ocupa um lugar mais ou menos especial no universo de McEwan. Os livros dele têm aqui uma aceitação muito grande e, talvez por isso, em Solar ele faz algumas referências a este país meio esquecido (também há referências ao Brasil). Não li o livro que a Roserouge cita no comentário dela. Mas, para começar, penso que "Sábado" possa ser interessante. Ou "Amesterdão". Vou emprestar a uma colega minha "Na praia de Chesil", outro livro que me preencheu as medidas. A escolha é vasta, há 15 livros editados em Portugal (não sei se é a bibliografia completa). Li 6. Experimente.
:-)

Roserouge, não li esse "A criança no tempo" mas o que me atrai na literatura de McEwan é a sua extraordinária capacidade nos envolver na narrativa e de nos levar para o tal lugar literário que, pessoalmente, me fascina.

Silvares disse...

Roserouge, Eh lá! Postámos os nossos comentários em resposta ao Eduardo quase em simultâneo... coincidência ou sinal dos céus?
:-)

Eduardo P.L disse...

Rose e Rui,

TODOS esses citados por vocês, tem aqui no Brasil. Só o último: SOLAR é que ainda não foi lançado aqui.
Quero saber por onde devo começar! E pelo que entendi, o Rui me aconselha Sábado. E por ele vou conhecer esse escritor, que não é muito conhecido entre nós!
Obrigado a ambos pela presteza e qualidade das informações!

roserouge disse...

Devem ser coisas do Papa...ehehe
Mas aquilo que dizes lá em cima "mas o que me atrai na literatura de McEwan é a sua extraordinária capacidade nos envolver na narrativa e de nos levar para o tal lugar literário que, pessoalmente, me fascina" também sinto o mesmo. Tal e qual. Foi por isso que não consegui acabar o livro. A angústia era forte demais. Eu adoro McEwan.

Eduardo P.L disse...

Vou travar meu primeiro contato, lendo Sábado, e depois lhes conto o que achei!

Silvares disse...

Rose, e cada vez há mais leitores de McEwan...

Eduardo, não faço mais comentários. Fico a aguardar o seu.
:-D