quarta-feira, setembro 07, 2011

Comer ou não comer, eis a questão!

Este é um tema melindroso. Sim, porque falar em gordura, falar de pessoas gordas como elefantes marinhos, pessoas que comem descontroladamente tudo aquilo que lhes passa a menos de cinco centímetros das beiças pode deixar ofendidos esses candidatos a mastodonte. Não é correcto.

Já aqueles que (como eu) não resistem à tentação de fumar uma cigarrada (vou já acender mais um cigarro que estou a ficar nervoso) podem ser enxovalhados à vontade. Somos uns fracos, uns miseráveis, uns bandalhos capazes de pôr em risco a própria saúde e a daqueles que nos rodeiam e que, pelos vistos, não amamos tanto quanto imaginamos.

Assim sendo é justo que o imposto sobre o tabaco vá subindo como um alpinista em direcção ao cume do Everest. É castigo merecido para os que (como eu) pintam em tons de alcatrão os pulmões que Deus lhes (nos) deu o que, ainda por cima, deve ser pecado. Mas, isso eu sei, a gula é pecado mortal e o vício do tabaco não consta da lista. Eheheheh.

A ideia de taxar extraordináriamente também os produtos alimentares que contribuam para a degradação da saúde dos consumidores (ver aqui) entra na mesma linha de raciocínio lógico daquela ideia que faz com que o imposto sobre o tabaco aumente a olhos vistos. Ou não?

Na verdade, cá no fundo, estou-me bem a lixar para esta discussão. Ninguém come estúpidamente ou fuma desalmadamente por falta de informação. Uma coisa será tão estúpida e desalmada quanto a outra. A questão dos impostos tem outra origem: a necessidade de inventar receitas extra para os cofres do estado.

Depois deste cigarrinho talvez vá ali acima ao McDonald's (há tantos!!!) e coma um hamburguer daqueles que engordam mas deixam a alma mais sossegada. É uma questão de opção.

3 comentários:

Eduardo P.L disse...

Coma e beba, pois a vida é curta! E outro dia me contaram da senhorinha com 97 anos que fuma desbragadamente dedesde os 18anos, lê bula de remédio (dos outros) sem óculos, e quando um lenço de papel cai no chão é a primeira a abaixar para pega-lo. DNA, nada mais do que isso. E cada um tem o seu. Agora a sanha arrecadadora dos governos é geral e ilimitada. Aqui no Brasil não é diferente!

the dear Zé disse...

olha aqui, é só porque acho que és capaz de gostar disto:

http://the-dear-hunter.blogspot.com/2011/09/o-mundo-segundo-emilio-azeitona.html

xauxau

Silvares disse...

Eduardo, se nos deixassem optar em paz talvez não fosse má ideia!
:-)

Dear Zé, esse Emílio Azeitona é, de facto, desopilante!!!