sábado, outubro 23, 2010

Mercado bom é mercado morto!

"O que os mercados estavam à espera era de alguma coisa, de um Orçamento", esclarece João Zorro, "e em qualidade corresponde ao que os mercados esperavam, em particular, relativamente às reduções salariais". (vê aqui, caso tenhas pachorra)

Já estou farto desta merda dos mercados. Que raio de coisa são, os mercados?

Estão sempre nervosos e expectantes, atentos a tudo o que fazemos enquanto estrutura social. Particularmente atentos às variações das políticas económicas, estes mercados sabujos parecem dominar as nossas vidas, mas alguém sabe o que são, como são constituídos, qual o seu aspecto? Têm cornos, os mercados? São peludos ou lisinhos como um rabo de bébé?

Apesar de viverem numa zona de sombra húmida e escondida dos olhares humanos, os mercados esperam coisas, reagem e sussurram ordens aos ouvidos dos economistas, os sacerdotes de serviço. E é por imposição dos mercados que os nossos salários vão ser reduzidos e que a nossa vida parece desenrolar-se numa antecâmara do inferno desde que começaram a ficar com tiques nervosos.

Porra que são susceptíveis à brava, os mercados. Piores que meninas ricas ou putas mal pagas ou polícias bêbados, mal lhes parece que as coisas estão a derrapar para longe dos seus caprichos misteriosos, logo começamos a sentir a sua má disposição. Começam as queixinhas nos noticiários, depois vem a berraria nas bolsas de valores e pronto, estamos feitos num oito!

Se alguém vir um desses mercados, por favor, enfie-lhe imediatamente um pontapé na boca e uma faca entre as costelas. Se ainda estrebuchar enterre mais a faca, até ao cabo, até ao punho, até o filho da puta do mercado deixar de mexer um cabelinho que seja.
Obrigadão.

3 comentários:

Zé o Caçador disse...

exactamente pá!

Anónimo disse...

o tamanho do "mercado" aqui não é um um pontapé que resolva isso não!
abraço
madoka

Silvares disse...

Zé, é isto, não é?

Madoka, os tais "mercados" são uma espécie de papão sem rosto nem corpo mas que nunca estão saciados. Têm uma fome infinita e parecem alimentar-se de (da) gente.