domingo, março 04, 2012

Arte improvável

As formas de manifestação artística são tão variadas quanto a nossa capacidade de as aceitar e, quem sabe, de as compreender. Muitos de nós continuam a ver arte apenas quando ela está pendurada nas paredes ou assente nos soalhos de locais certificados pela Academia ou pela crítica. Mesmo aí, muitas obras causam polémica e provocam sorrisos trocistas e expressões, no mínimo, jocosas. A Arte Contemporânea não é fácil de "engolir".

Vem esta introdução a propósito de uma notícia publicada no P3 sobre um tal Ben Wilson que, entre outras coisas, anda há sete anos a pintar... chicletes esmagadas no chão de várias cidades por esse mundo fora.
Segundo o The Telegraph, Ben terá produzido mais de 10.000 (sim, dez mil!!!) exemplares desta sua bizarra forma de expressão plástica.

Ao contrário do que acontece com outras estranhas formas de arte, perante esta pintura sobre chicletes poucos dirão a frase do costume: "Isso também eu fazia."

as hiperligações conduzem-te a lugares onde podes admirar alguns exemplares da espantosa pintura de Ben Wilson

5 comentários:

expressodalinha disse...

Eu não fazia. Detesto pastilhas elásticas. Fora isso, diria que a bizarria ou não da arte tem muito a ver com a forma como é mediatizada e comercializada. A intelectualidade muitas vezes bacoca como se endeusa coisas que são "giras" ou interessantes, mas não passam disso.

Eduardo P.L disse...

Eu masco meus chicletes ( e até hoje prefiro os Adms originais...), mas nunca deixo-os no chão. Já tive o azar de ao tentar me livrar de um embaixo de uma cadeira de cinema, encontrar outro...que me impediu. Colei ao lado!Mas pintar, isso nunca! E não seria capaz! Gosto de "suportes" maiores! srsrsr

banzai disse...

parafraseando a vossa grande dama: estranha forma de arte.
madoka

Li Ferreira Nhan disse...

É verdade; "A Arte Contemporânea não é fácil de "engolir"."
Então,
vamos cuspir?
rsrsrs
Jamais imaginei ver alguma coisa desse tipo!

Silvares disse...

Jorge, com tanta informação e imagens tão variadas nem sabemos para que lado nos havemos de virar!

Eduardo, é isso, cada um escolhe os seus suportes.
:-)

Madoka, ah, a grande Amália.
:-D

Li, já tive vontade de cuspir muita arte contemporânea... cuspir em cima.
:-)