quarta-feira, abril 10, 2013

Fábula da criação

Estimular a criatividade, missão complexa. Fazer um céptico acreditar nas suas próprias capacidades criativas, missão (pelo menos aparentemente) impossível. Estimular a criatividade coloca-nos perante uma situação semelhante à de tentar ressuscitar um cadáver.

Estimular a nossa criatividade, missão complexa. Ultrapassar o nosso cepticismo em relação à nossa própria capacidade criativa... isso nunca! Uma vez morta, a criatividade dificilmente ressuscita.

O que acontece muitas vezes é que a criatividade vai de férias. À medida que o tempo passa e nós envelhecemos, a criatividade parece tirar férias cada vez mais extensas. Deixa de viajar com mochila às costas e passa a frequentar resorts de luxo.

Nós a precisarmos que a criatividade regresse a casa (que regresse para nós) e ela a esticar-se mais, a espreguiçar-se pela manhã sob o sol ameno de um qualquer local imaginário. Se deixamos a imaginação ir de férias com alguma periodicidade, vai ser cada vez mais complicado convencê-la a regressar.

Moral da história: mais vale ir de férias (mesmo que prolongadas) do que morrer (ainda que de forma temporária).

6 comentários:

Ana Bailune disse...

Bom dia! Sabe, eu não acho que a criatividade vai embora para sempre. Ela não morre. está sempre ali. mas é preciso, ás vezes, que descubramos qual a maneira de despertá-la... pode levar tempo, mas um dia, ela volta.

Eduardo P.L. disse...

Tenho minhas dúvidas. Criatividade é inata. Não se ensina. Não se aprende e não se compra.O máximo que se ppode fazer é desperta-la. E se esgota, sim. E não volta mais.

the dear Zé disse...

estás a falar de ti ou dos teus alunos ou dos 3?

mas tens razão, a criatividade é um bocadinho de inspiração e muita transpiração "como a ursa lambe os filhos"...

um trabalhão

Li Ferreira Nhan disse...

Muito boa mesmo essa tua Fábula!
E é verdade, é dá "um trabalhão"!
;)

Anónimo disse...

concordo com a Ana, ela sempre esteve lá, muitas vezes são ´n ´fatores que vão sufocá-la, asfixiá-la e por fim acabam sufocando-as. As escolas são um exemplo, a maioria sufocam e muitas vezes a matam, mas com algum esforço a elas, podem encontrá-las. Mas o que acontece é que poucos tem a sorte de nascer com a aquilo virado pra lua,rs... divaguei legal,rs.
madoka

Silvares disse...

Ana, é isso mesmo. Era bom que fosse como a Bela Adormecida, um beijo bastaria para despertá-la.
:-)

Eduardo, quando a criatividade se vai embora é tempo de chamar a sua prima, a técnica.
:-D

Zé, estou a falar do 48.
Eheheheh

Li, as fábulas põem os animais a falar, então eu falo.
:-}

Madoka, "aquilo" e a lua nem sempre se encontram na posição exacta. Vamos tentando encontrar essa posição, pode ser que resulte!