quarta-feira, outubro 23, 2013

Eu sou o que vejo mas não vejo o que sou.

Diz-se que sem afastamento não conseguimos percepcionar a perspectiva. Parece ser evidente. Com o nariz em cima do muro não percebemos o palácio lá mais atrás.

Olhamos as atitudes dos outros e é-nos fácil opinar: "Olha que besta! Olha que estúpido! Vê-me bem aquele camelo!"

Ainda por cima parece que temos maior facilidade em depreciar do que apreciar. Se é para dizer bem preferimos ficar calados. Acho que temos vergonha. Dizer mal é o que está a dar.

Olhar para nós próprios pode ser semelhante a tentar olhar o palácio com o nariz encostado ao muro.
Eu sou o que vejo mas não vejo o que sou.

5 comentários:

João Menéres disse...

É cómodo não querer ver...
Mas gostamos que nos vejam e sintam os nossos problemas.

Eduardo P.L. disse...

Muito bem colocado. Pura verdade. Ao invés de muros deveríamos nos olhar mais no espelho.

Eduardo P.L. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
banzai disse...

o millôr também ensina: As pessoas são sempre problemáticas. E os problemas são todos pessoais.
madoka

Silvares disse...

Amigos, custa mesmo é pensar nas questões e, depois, ser coerente com o que pensamos. Falo por mim, é evidente.
:-)
Grato pelas vossas palavras e visitas.