quinta-feira, outubro 10, 2013

Bom e bonito

O dia amanheceu fresquinho como uma alface. O sol, lá longe, a trepar a linha do horizonte prometia algum calor. Uma ou duas horas e o calorzinho agradável de um sol luminoso a cantar no céu virá tornar o dia ainda mais agradável.

Na rua as árvores resplandecem em variados tons de um verde magnífico e projectam no chão sombras que são rendas escuras bordadas pelo astro-rei.
Amon Ra mostra-se magnânimo e bem disposto.

Ouvem-se chilreios de pássaros escondidos na folhagem e ramos mais altos. Tento adivinhar-lhes a forma, imagino-os coloridos. Uma mulher passa por mim com uma criança pela mão. Vão apressadas, decerto em direcção à escola.
A manhã nasce bem disposta.

Os automóveis deslizam silenciosos, respeitando religiosamente os sinais de trânsito. Está tudo tão bem, tão perfeito, tão bonito que até parece mentira!

Olho em redor, desconfiado, à espera que me caia um piano em cima da cabeça ou que um demónio assassino saia detrás do caixote do lixo de faca em riste... mas nada. O dia está, simplesmente, bom e bonito.

8 comentários:

Ana Bailune disse...

E que bom que esteja assim! Aqui também amanheceu bonito. Bom dia pra você!

João Menéres disse...

E cá no Norte também !
É o canto do cisne.
À tarde vou a Guimarães.
Estarei afastado do Mac, portanto.

É pintura, Rui ?


Um abraço.

Eduardo P.L. disse...

O dia e a foto, estão lindos.

luísM disse...

Esses momentos existem, enquanto não se acorda para outra realidade. Basta olhar para as parangonas do jornal que ficou na mesa do café. Os pássaros continuam lá, a disposição para os apreciar é que desaparece num rito de ansiedade, aparecendo a ruga entre as sobrancelhas e o descair dos cantos da boca.

Neste rascunho de má nação até por isto nos vamos afogando.

Silvares disse...

Caros amigos, se alguém escrever um texto que respire felicidade do princípio ao fim haverá a possibilidade de estar a fazer algo semelhante a arte?

Anónimo disse...

lindo és tu!

Silvares disse...

Obrigadinho, ó Anónimo.

banzai disse...

apesar de tanta barbaridade: tufões, terremotos, tsunamis e agora fukushima, o nosso por-sol e o sol nascendo é de um tom que eu nunca vi, magnífico.
madoka