terça-feira, agosto 20, 2013

Filosofia de Tasca (outra vez)

"Há sempre uma réstia de verdade em todas as mentiras" pensou ele enquanto remexia as moedas no fundo do bolso das calças. "Quanto mais não seja, a verdade precisa da mentira para existir, nem que apenas por oposição." Largou as moedas e esfregou a cabeça com as duas mãos, como se remexesse shampô anti-caspa na cabeleira fina e oleosa. "Não parece justo continuar a mentir-lhe mas, se as minhas patranhas a deixam tão feliz, quem sou eu para estragar tudo dizendo a verdade?" Olhou a ponta dos sapatos... "Afinal somos apenas dois animais!"

4 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Gosto do seu texto e imagem ilustrativa.

the dear Zé disse...

mui tasqueiro andas tu...

João Menéres disse...

Não sou fã desse género de películas, Rui.


Um abraço.

Jorge Pinheiro disse...

ESTAMOS A FALAR DO QUÊ?