domingo, dezembro 01, 2013

8 anos 100 cabeças

O número de posts tem diminuído, a força das opiniões e a virulência da escrita adocicou-se um pouco, sempre passaram 8 anos desde o nascimento deste blogue!

A blogosfera, à época pujante e florescente como um jardim em plena Primavera transformou-se lentamente em zumbisfera, infectada pelo implacável vírus do facebook. A blogosfera é hoje um  cenário de walking deads.

O 100 Cabeças deixou de ser uma necessidade para se tornar uma espécie de limbo entre este mundo e o outro, aquele ali fora, do outro lado da janela. Vão ficando amigos, rotinas e visitas para tomar uns chás virtuais em casa deles, trocar dois dedinhos de conversa sobre isto e sobre aquilo...

Alguns desses amigos virtuais tomaram forma e corpo, outros esfumaram-se na irrealidade da net. Tal qual naquele mundo do lado de lá. A net ganhou uma importância assustadora na forma como define os contornos desse mundo. Realidade e virtualidade a fundirem-se perante os nossos olhos distraídos.

A cada ano que passa há menos posts mas não menos mundo. Quando comecei este blogue sentia-me um pouco incomodado com a falta de visitantes e de comentários. Hoje já não. O 100 Cabeças é uma realidade. Isso basta-lhe. Isso basta-me.

Beijos e abraços.

7 comentários:

João Menéres disse...

OITO ANOS DE 100 CABEÇAS, é MUITA CABEÇA !
Eu bem sei as horas que aqui passo e não visito mais de vinte...
É impossível, RUI !

Parabéns pela persistência.

Aceite o abraço deste seu amigo nortenho.

Eduardo P.L. disse...

Rui, parabéns pela data e persistência. Acontece com quem tem 100cabeças e com quem não tem nenhuma.Vida longa!

Silvares disse...

João, 8 anos... infância!

Eduardo, você sabe como é...

João Menéres disse...

Pois...

the dearZé disse...

para cada cabeça 100 sentenças, também as há sem sentenças e até sem cabeças, e até sentenças descabeladas, e caga lérias...
mas quem sou eu para ditar sentenças ou isso? (eu que sou um dos que - mea culpa - comento menos e recebo menos comentários)...

olha, deixa lá. continua que os zombis também precisam de não-viver e isso só lá vai à cabeçada, ou com 100 cabeçadas, ou sei lá que hoje não digo nada de jeito...
enfim

um grande abraço cidadão Rui

Silvares disse...

João, é, é... é pois!

Zé, tens razão, os zombies também são gente.

Jorge Pinheiro disse...

Muita cabeça e muita inteligência. Com um atraso imperdoável (mesmo assim vagamente justificado pela ultimação de mais um livro)venho aqui deixar um abraço, um zumbido amigo e a certeza de que vamos continuar...