sexta-feira, agosto 05, 2011

Há sempre uma esperança qualquer

Conta-se aquela história do gajo que se atira da janela de um 40º andar e, mal se lança no vazio, de imediato se arrepende de se ter lançado. À medida que se aproxima do chão vai pensando "já caí 20 andares e, até aqui, tudo bem... já caí 30 andares e, até aqui, tudo bem" quando toca o solo deixa de pensar o que quer que seja mas, até esse momento fatídico, foi alimentando rapidamente uma esperança qualquer de que pudesse acontecer alguma coisa absolutamente extraordinária que o mantivesse deste lado da vida.

Olho para as noticias que todos os dias vão dando conta do desmoronamento económico da União Europeia e das tentativas insistentes de alguns dos seus dirigentes em apagar este incêndio incontrolável que ameaça deixar em cinzas fumegantes o sonho das últimas décadas de construir na Europa uma nação comum a todos os europeus. Esses dirigentes fazem-me recordar o suicida da história que contei mais acima.

Era um sonho bonito mas, olhado de dentro, começa a transformar-se em pesadelo. Falta-nos quase tudo para podermos continuar a sonhar. Talvez seja tempo de despertar e olhar em volta. Ou acordar e manter os olhos cerrados.

5 comentários:

Eduardo P.L disse...

Hoje a imprensa brasileira já da notícias de que Portugal e Grécia deixarão de usar o EURO dentre de três a quatro anos! Luz no fim do tunel, ou é a LOCOMOTIVA?

Silvares disse...

Essa notícia ainda não rola por aqui. As más notícias, ao contrário do quequerem fazer-nos crer, chegam atrasadas? Mas além de Portugal e da Grécia há também a Irlanda, o Chipre e, agora, a Espanha e a Itália. O bicho está pegando todo o mundo! (toda a Europa, queria eu dizer...)

Silvares disse...

Ha, não posso esquecer de que há sempre uma esperança qualquer, uma loucura inimaginável que possa acontecer. Um milagre, em suma. Aguardemos para ver.

Eduardo P.L disse...

Haverá um milagre, como sempre um final feliz no fim das histórias...assim caminha a humanidade!

Silvares disse...

Deus o ouça. Eu acreditava (ainda acreditarei?) neste milagre a que chamamos Europa. Uma questão de Fé...