sexta-feira, agosto 07, 2026

Fankensteins

     No post anterior afirmei que "a inteligência nunca poderá ser artificial" e mantenho que disse. Ainda esta manhã pude reconsiderar os princípios que me levaram a tal conclusão observando a interacção entre uma senhora e as suas araras e apenas reforcei a minha convicção. 

    "Abro" um jornal online e leio sobre modelos de IA que ultrapassam as barreiras dos seus caixotes de areia e vão passear-se por aí sem supervisão humana, alarmando quem disso se apercebe. Eu fico alarmado e nem sequer percebo do que se está a falar. É que isto anda perto da história do Doutor Frankenstein, o monstro vai ganhando forma, construído com partes de cadáveres, não de humanos mas da sua inteligência. Isso eu percebo.

    Além do mais não se está a criar apenas um monstro desta categoria, estão a ser criados vários, há mesmo uma espécie de competição, a ver quem cria o mais perigoso. No dia em que os bestuntos se escaparem para o mundo virtual (vão escapar-se, isso é certinho) ficarão capazes de intervir no mundo real e então será o bom e o bonito. 

    Entretanto vou aproveitando a minha incapacidade para compreender o que aí vem. 

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