domingo, julho 05, 2026

Tolice silenciosa

     Quando um gajo escreve de rompante, a teclar o mais rapidamente que é capaz, a perseguir as ideias como um cachorro à solta num galinheiro, a tendência para escrever enormidades ou dissertar de forma pedante sobre os mais variados (todos os) assuntos cresce de forma exponencial. Recordes são batidos.

    É o que me acontece com alguma frequência quando escrevo estes posts no 100 Cabeças. Nem sempre o faço, mas quando releio certos textos (ao menos são curtinhos) apercebo-me de tanta patacoada que chego a ruborescer uma vez por outra. Um gajo pode ser mesmo parvinho e atingir níveis de imbecilidade bastante preocupantes. Podia não escrever nada e resolvia um problema ocasional mas isso não é bem uma opção, não sei explicar porquê.

    Assim como assim, estes textos também não são lidos por muita gente (provavelmente nem por pouca) daí que não venha grande mal ao mundo por insistir nesta desordenada sementeira de ideias. Sementes leva-as o vento da zumbisfera (que assobia nas vielas desertas, nas janelas fechadas e nos crânios de alguns certos animais, primeiro mortos, logo depois abandonados).

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