terça-feira, julho 10, 2018

Uma guerra secreta

Nos últimos tempos tenho-me confrontado com duas perspectivas diferentes sobre o papel da Arte (assim, com "A", para não desfazer o equívoco): de um lado posicionam-se aqueles que pensam na Arte enquanto forma de expressão superior, veículo de afirmação daqueles que a produzem e difundem, irmanados numa manifestação algo pedante de uma certa intelectualidade capaz de produzir os discursos mais crípticos e complexos; do outro barricam-se os que têm da coisa uma visão mais terra-a-terra, menos elitista, são pessoas que acreditam que é tão válida a visita do tasqueiro quanto a do crítico de arte. Há mesmo quem sonhe debater ética e estética com o tasqueiro e nem se atreva a abordar o assunto com o crítico de arte, por receio de ter que lhe enfiar um tabefe trombas abaixo lá pró meio da conversa.

Eu gostava de manter alguma equidistância nesta luta surda e pouco mediática, até porque a minha formação académica permite-me compreender a elite mas a minha educação de base põe-me ao nível da populaça. É tramado. Talvez pudesse não tomar partido... mas tomo. Eu sou da populaça.

 

sábado, julho 07, 2018

Explosão anunciada

Como chegámos nós a este ponto? Somos reféns do Capitalismo, hoje tal como sempre fomos. Vivemos uns quantos anos na ilusão de que tínhamos afugentado o bicho mas ele está de regresso e com tal pujança que vai destruindo o mundo todo de passagem.

Os episódios de especulação imobiliária que se vêm acumulando nos últimos tempos são uma foto-tipo-passe do rosto do capital selvagem. As pessoas são escorraçadas das suas habitações para que as casas se venham a transformar em locais de passagem.

É a lógica capitalista da livre circulação do dinheiro associada à lógica pós-moderna da movimentação das populações, em trânsito no gozo dos seus tempos de férias.

Nos tempos que correm há muito capital que circula nos bolsos dos turistas (veja-se o peso do turismo na economia portuguesa ou nos países que têm um défice de produção industrial, o turismo é mesmo considerado uma indústria!), logo interessa desenvolver os processos de trânsito das pessoas (as viagens aéreas banalizam-se ao ponto de surgirem as empresas low cost) ao mesmo tempo que se facilita o acesso destas ao capital onde quer que estejam por esse mundo fora (as máquinas de dinheiro nas paredes e em caixotes pululam por esse mundo fora e podemos aceder à nossa conta bancária em segundos estejamos na Ásia ou na América).

Nesta construção vertiginosa os indígenas transformam-se em peças de baixo valor. Ou são empecilhos, e por isso se dão os despejos, ou são mão-de-obra barata para manter esta lógica de resort em que se vem apostando como mais uma forma de fazer fluir o capital.

Este é um exemplo. Muitos outros poderemos convocar quando reflectimos sobre o desvario total que se apoderou da Humanidade e a conduz, inexoravelmente, na direcção do precipício. Um dia tudo isto vai rebentar.

terça-feira, julho 03, 2018

Pessimismo crónico

Há maleitas incuráveis. Para se livrar delas um gajo vê-se à rasquinha. Parece contraditório mas não é. Um gajo, na verdade, nunca se livra de tais maleitas, elas deixam sempre uma cicatriz ou outra, passam de mortais a crónicas mas conseguimos sobreviver-lhes e com elas conviver mais ou menos.

Uma dessas maleitas que me ensombram o sossego é o pessimismo. Vi-me e desejei-me para conseguir transformar esse receio constante em algo de positivo. Depois de muitos anos aprendi a imaginar que o aparente obstáculo pode ser ultrapassado a qualquer momento; não há que desanimar! O desastre iminente terá menos hipóteses de acontecer caso consigamos olhá-lo com espírito positivo.

Ok, ok, meu pessimista leitor, eu sei que muitas vezes acabamos por levar no toutiço seja lá como for que encaremos o problema mas terás de concordar comigo: se partimos derrotados, derrotados chegamos à meta. Urge transformar pessimismo em optimismo por estranha que tal atitude te possa parecer. Leva tempo e soa a patetice mas olha que vale a pena!

domingo, julho 01, 2018

Desenhos Negros

 Vou bater à tua porta (desenho negro nº 240)
 6 capas com 40 desenhos dentro cada uma

Hoje acabei o sexto bloco de 40 folhas negras. Iniciei este trabalho em Janeiro de 2015, quando a minha filha me ofereceu o primeiro desses blocos de tamanho A3 por ocasião do meu aniversário. São 240 desenhos realizados com recurso a técnicas variadas, sempre com colagem e acrílico, pastéis de óleo, marcadores, tintas em spray, etc.

Fazer estes desenhos tornou-se um ritual; de cada vez que acabo um retiro-o da prancha e agrafo nova folha. Depois colo algo (tenho uma espécie de lixeira de pedaços de papel: jornais, revistas, papéis variados que vou acumulando) e olho, volto a olhar, risco, pinto, o tema surge com a execução do trabalho.

Estes desenhos servem-me como base para outros trabalhos. Fotografo-os e depois projecto-os sobre papéis de diferentes dimensões e desenho com esferográfica, canetas de gel ou pastéis de óleo. É como praticar uma religião. Estou convertido.

sábado, junho 30, 2018

Arte e artistas

Muitos pretendem oferecer ao espectador comum a possibilidade de compreender o processo criativo de um artista. Tenta-se lá chegar de diferentes maneiras, seja o artista vivo ou morto. Com os vivos é sempre possível fazer uma entrevista, tentar pô-lo a explicar como lhe saem os objectos artísticos lá de dentro. Com os mortos, caso não haja registos escritos de declarações suas, a coisa fica mais complicada.

Não me parece que, perante um artista e a sua obra, seja objectivo fundamental tentar a compreensão do processo criativo que o anima. Na minha qualidade de espectador e fruidor do fenómeno artístico, parece-me mais interessante a relação que consigo estabelecer com o objecto e, por via dessa relação, talvez também com o artista.

Não se tenta compreender a magia. Ela acontece.

sexta-feira, junho 29, 2018

Fidelidade e Tranquilidade

Acreditar que o Mercado (o mercado financeiro) se auto-regula exige uma colossal dose de ingenuidade. Quem defende essa ideia ou tem interesses directos na exploração alheia e está à beira de ser um ladrão ou é um ladrão. Ou então é ingénuo, muito perto de idiota. O Mercado é uma besta voraz. É como a águia da fábula que acaba por comer as crias da coruja alegando não as ter reconhecido através da descrição que a mãe delas havia feito.

A companhia seguradora Fidelidade vendeu 2000 casas muitas delas com inquilinos lá dentro. Segundo a Lei deveria dar direito de preferência aos inquilinos. E a Fidelidade alega que cumpriu a Lei. O pormenor (e aqui se pode ver como funciona a auto-regulação do Mercado) é que a venda foi feita por atacado no valor de 425 milhões de euros. Ou seja, tens 425 milhões para comprares 2000 casas, entre as quais se encontra a tua? Não tens? Passa à frente pois há quem tenha.

A coisa fede. Agora entra-se no jogo da interpretação da Lei, pareceres de advogados, o rame-rame do costume mas já se percebeu como isto vai acabar.

O comprador foi o grupo Apollo, dono de outra seguradora, Tranquilidade de seu nome. A Fidelidade pertence aos chineses do grupo Fosun, a Tranquilidade pertence aos americanos do Apollo. Não é isto o Mercado em todo o seu esplendor? Os americanos comprometeram-se a dar preferência aos actuais inquilinos, como manda a Lei mas quem acredita que se meteram nisto para ganhar pouco dinheiro?

Fidelidade e Tranquilidade... poderia haver maior sonsice do que esta?

quinta-feira, junho 21, 2018

Sem título (arte contemporânea?)

Quem lambe botas acaba sempre a levar pontapés no focinho.

E não sei se não será bem feito...

sábado, junho 16, 2018

Notas para uma reflexão


Os professores perderam autoridade na sala de aula e os encarregados de educação perderam-na na sala de jantar. Há um desprezo generalizado pela experiência de vida, cada vez mais substituída pelo Google, esse oráculo infalível capaz de todas as respostas em fracções de segundo. Os velhos são descartáveis, são chatos e não encontram um lugar confortável na hierarquia social do mundo contemporâneo.

Por outro lado, a voracidade consumista alcandorou os putos à categoria de consumidores. Desde que são capazes de influenciar os hábitos de consumo passaram a ser levados a sério. Na maior parte das situações passaram a ser levados demasiado a sério. As sociedades actuais tendem a valorizar os designados direitos do consumidor em detrimento dos direitos de cidadania. São coisas diferentes e nem sempre compatíveis. Não é nada extraordinário ver putos a berrar porque sim, a falarem por cima dos pais, a reclamarem tudo e nada só porque lhes apetece. E porque podem. Educamos as criancinhas num vazio de valores que tudo relativiza. E os encarregados de educação, muitas vezes porque perderam o pé, encontram nos professores os bodes expiatórios perfeitos para diluírem as suas próprias insuficiências.

Vivemos na sociedade da casa dos segredos e dos brunos de carvalho; uma sociedade boçal, carente de valores que possam irmanar-nos. Perdemos a religião enquanto factor unificador e não fomos capazes de a substituir por nada. A Ética não faz sentido sem uma divindade capaz de castigar os maus e premiar os bons. Ficou o consumismo. O resultado é o que está à vista. Mais adiante nem daremos conta que já não somos livres. Nem nada que se pareça.

quarta-feira, junho 13, 2018

Novo Mundo




Conta-se que Cristóvão Colombo atracou nas costas do Novo Mundo convencido que teria chegado à Índia (daí ainda hoje chamarmos índios aos habitantes daquele imenso continente). Um erro tão grande que poderá meter impressão mas sabemos que a ignorância proporciona muitos momentos extraordinários.

O encontro entre Trump e Kim tem tudo para ser um desses momentos estranhos em que sabemos que chegámos a um lugar qualquer mas não sabemos que lugar é esse ou o que esperar a seguir.

A encenação é caricata. Não só pela configuração anatómica dos actores (os seus penteados fazem história) mas também pela forma desaustinada como costumam agir e comportar-se. Entre hoje e amanhã existe um espaço de tempo que tende para o infinito e, nessa eternidade, tudo pode acontecer, bem como o seu contrário.

Assim vai o nosso mundo.

terça-feira, junho 12, 2018

Sangue da cor do mijo

Há uma lufada de ar bafiento a percorrer este mundo onde nos encavalitamos uns nos outros. É um ar dos tempos, um "je ne sais quoi", uma atitude de prepotência descarada que os poderosos adoptam na maior das calmas e com uma naturalidade preocupante.

Nós, o povoléu, elegemos figurões para nos governarem. Uma vez alcandorados ao vértice da pirâmide, os eleitos passam a actuar como se lhes não aplicassem leis nem regras; constituem uma espécie de novíssima realeza, mas com sangue cor de mijo.

Estes governantes tratam-nos frequentemente como se fôssemos estúpidos ou, quando muito, como se fôssemos imbecis ou meros idiotas. Mentem-nos, desprezam-nos, ignoram-nos; nós, o povoléu, somos meros pormenores pitorescos nesta vida de fausto e grandiosidade mediática que é a existência dos príncipes com sangue cor de mijo.

Não há princípios, não há valores, imperam as folhas de cálculo. Os problemas são analisados à luz da economia, as ciências humanas são encaradas como se fossem bruxaria. Não tarda regressam as fogueiras na praça pública para queimar os incréus.

Democracia? Justiça social? Estado? Previdência?

Tem cuidado com o que dizes, cabisbaixo leitor, tem, até, muito cuidado com o que pensas! A realeza do sangue cor de mijo é mesquinha, traiçoeira e compraz-se com questiúnculas de merda desde que sirvam os seus propósitos que, quase sempre, não passam de satisfação pessoal. Custe o que custar.

A nossas vidas são coisitas.

domingo, junho 10, 2018

Dia de Camões

De acordo com o calendário hoje é o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. É muita coisa para enfiocar num só dia mas fico sempre meio estonteado quando me apercebo que, no dia consagrado à portugalidade, prestamos homenagem a um poeta.

Não está em causa a grandeza da obra de Camões, ele foi um génio! Espanta-me que um povo que até há umas décadas era pouco mais que analfabeto e que, nos tempos que correm, é manco em termos de leitura, dedique tamanha reverência a um poeta.

Há muito para fazer até que o bom povo português esteja à altura da figura que hoje diz idolatrar, só não há vontade nem quem o faça.

Continuaremos, ano após ano, a prestar vassalagem a Camões até que um dia já ninguém se lembre bem de quem ele foi, muito menos do que ele fez, pensou e escreveu. Nesse dia Portugal cumprirá o seu destino.

O último a sair que apague a luz.

segunda-feira, junho 04, 2018

Morreu a senhora do 1.º esquerdo

Depois do Inverno da vida... puf, lá vamos. Com as pessoas não há cá a regeneração primaveril nem regressam os calores do estio. Temos direito a provar uma coisinha de cada vez e chega. Nada da alambazanços que a vida é como cozinha gourmet, criação de chef.

Ainda assim, é com a nossa assinatura individual que leva. Afinal de contas somos nós quem a vive, não é o vizinho do lado, que esse tem os seus próprios problemas; sonhos, pesadelos e pequenos-almoços.

A conversa vai meio parva. Não tenho coragem de cortar a direito para aquilo que estou a pensar. Custa-me dizê-lo, seja oralmente, seja por escrito. É a constatação de um certo óbvio horrendo que não valerá muito a pena estar a sublinhar com tinta fluorescente e a atirar para a frente dos teus olhos, camarada leitor.

Na verdade todas estas linhas são absolutamente inúteis... como tantas outras coisas.


domingo, junho 03, 2018

Pesadelo fôfo

Tudo treme. Abrem-se brechas enormes nas paredes. O telhado começa a ceder. Mas eu estou concentrado. Leio o meu livro, bebo o meu café, sinto os pés frios e isso preocupa-me. Não quero constipar-me.

Entretanto a casa desaba. Acabei de me levantar para ir buscar as pantufas.

sexta-feira, junho 01, 2018

Flashes macabros

O mundo teima em ser um lugar complicado, dá a sensação que tudo faz para se livrar da espécie humana, como um cão imenso que anseia livrar-se de multidões incontáveis de pulgas e carraças.

Não sei se sou pulga se carraça. Penso que sou mais pulga.

"Peixes grandes comem peixes pequenos", diz o ditado (penso que flamengo) magistralmente ilustrado por mestre Bruegel, o Velho. É uma imagem de indolente violência. Um homem agarra uma enorme navalha com que esventra um peixe gigantesco. Barriga e boca abertas deixam escorregar peixes mais pequenos que, das suas bocas, libertam outros num cenário delirante de morte.

A vida é uma guerra constante contra a morte, uma guerra infinita com vencedor anunciado. Um dia esta guerra irá terminar.

terça-feira, maio 29, 2018

O "A"

A Arte com "A" maiúsculo é coisa de gente especial. Vejo tanto pedantismo intelectual, tanta gente armada em fina, de olhar carregado, rugazinha inteligente a enfeitar-lhe a testa, gente que parece que está a cagar pedra-mármore, como diz uma fala da personagem Mozart na peça de Peter Shaffer. São os donos da coisa bela.

Não nego o direito à arte erudita (seja lá isso o que for), rejeito a menorização de certas formas de expressão artística desconsideradas porque se dirigem a públicos com pêlos no cu, que arrotam e batem palmas de forma entusiástica.

A arte é muito maior que o "A" com que alguns pretendem isolá-la do povão. A chamada arte popular não deve nada aos senhores de falas mansas com óculos de massa e corte de cabelo à escovinha.

domingo, maio 27, 2018

Pedido sincero

Talvez um dia eu precise de ser salvo mas, por enquanto, não me sinto lá muito perdido. Agradeço a todos aqueles que se preocupam tanto comigo que são capazes de perder tempo decidindo por mim.

Mas, sinceramente, não se preocupem com a minha vida (nem com a minha morte). Talvez devêsseis preocupar-vos mais com a vossa. Deixai os vizinhos em paz, a menos que eles vos peçam para lhes chateardes o toutiço.

terça-feira, maio 22, 2018

Alma e cérebro

Continuar a sonhar apesar de certos pesadelos é obrigação que temos para com a nossa consciência. Estou a falar de sonhar acordado (os pesadelos são coisas más do nosso quotidiano), continuar a querer mudar o mundo. Ou, pelo menos, mudar um bocadinho.

Sonhar acordado provoca frequentes lutas entre o cérebro e a alma. Por vezes, para continuar a sonhar, é necessário tomar medidas burocráticas que ponham o nosso cérebro na ordem.

É possível que, mais logo, releia estas frases e pense: que grande pimpineira!!! É bem possível que isso aconteça, que esta conversa me pareça lamechas, que sinta até uma pontinha de vergonha por ter escrito estas coisas. É quando isso (se) acontecer que terei de mandatar a alma no sentido de ir meter juízo no cérebro.

Ser cerebral pode revelar-se uma valente seca.

domingo, maio 20, 2018

Calma, gente!

Manter a compostura durante uma discussão quando nos apetece morder ou dar uma canelada no interlocutor é coisa que requer muita experiência. Apercebo-me que vou conseguindo dominar (a custo, reconheço) este requisito de civilidade.

Ser educado quando tudo dentro de nós parece queimar e prestes a incendiar-nos as palavras, é obra de arte. Agradeço a Deus o facto de me permitir imaginar ser um artista.

segunda-feira, maio 14, 2018

Três graças

Força, alegria e convicção. Três condições essenciais à construção de uma narrativa contundente e significativa. Não há que recear o vazio se imaginarmos ser capazes de o preencher.

Força na definição dos volumes, na marcação das formas, na vibração das cores ou na acentuação dos contrastes; alegria na desenvoltura do gesto, na definição dos ritmos, na velocidade com que nos afastamos deste lugar e vamos chegando mais adiante; convicção na abrangência daquilo que temos para dizer e afirmamos, convicção na bondade dos ideais que nos animam.

Tenhamos nós a felicidade do amparo destas três graças e teremos realizado um trabalho honesto  ao fim  do qual poderemos dormir um soninho descansado.

domingo, maio 13, 2018

Aparição

Hoje é dia de celebrar um milagre dos antigos.

Quantos anos faltarão até que a Virgem Maria se lembre de visitar o pessoal outra vez? Agora é que era! Com todos os telefones espertos que por aí andam não haveriam de faltar imagens em directo no Facebook nem selfies com a Senhora a brilhar levitando uns quantos palmos acima do chão.

Sim, sim, agora é que uma aparição havia de fazer autêntico furor! Convenhamos que os pastorinhos nos deixaram uma narrativa pouco eficaz. Coitadinhos.

A Virgem não teve sentido de oportunidade, faltou-lhe couching. Impõe-se uma aparição digna dos tempos que correm.