Revi-o ontem à noite em DVD que recolhi na Biblioteca Municipal, uma edição da Série Y que saiu com o jornal Público. É uma edição de fraca qualidade que não respeita na íntegra o formato da imagem mas, enfim, um gajo sempre pode fazer olhos de consumidor e fingir que não repara.
Embora tenha visto o filme apenas na altura em que passou aí pelas salas de cinema, recordava muitas cenas com um rigor fotográfico que me surpreendeu. Isso mostra até que ponto Se7en se me cravou fundo no cérebro e passou a fazer parte da minha memória individual.
Mais do que a violência explícita de algumas imagens, Se7en impressiona pela violência implícita, aquilo que não vemos muito bem mas podemos intuir pelas expressões dos actores ou pelas suas reacções em determinadas cenas.
O momento mais brutal em todo o filme, aquele momento marcante que me deixou a pensar na vidinha, é quando os detectives transportam o assassino no banco traseiro de um carro, separados por uma rede, como quem transporta um animal selvagem e o mais jovem o acusa de matar inocentes. Então o animalesco John Doe (Kevin Spacey) debita um discurso verdadeiramente atroz e cruel. Animado por uma lógica inumana e implacável mostra como todos nós somos tudo menos inocentes e, como tal, na sua perspectiva enviesada do mundo e das pessoas, todos somos merecedores dos mais atrozes destinos, como o foram as suas vítimas.
Depois as cenas finais, em que o argumento fecha num grande final delirante de maldade e violência interior de forma sublime e simplesmente brilhante.
Uma obra prima. A rever.





A vitória da selecção de futebol do Iraque na final da Taça da Ásia por 1-0 sobre a da Arábia Saudita constitui um feito histórico. O jogo decorreu em Jacarta, capital da Indonésia, perante 50 mil espectadores que, segundo rezam as crónicas, torceram na sua maioria pela equipa iraquiana.

