sexta-feira, abril 10, 2020

Da felicidade

Sempre tive a certeza de que a felicidade é uma coisa que não sabemos como é. Em geometria ensinamos aos jovens, desatentos, enfadados e despreocupados, que um ponto é uma abstracção, que não tem forma, não ocupa espaço, que na verdade não existe propriamente, um ponto é aquilo a que chamamos "um lugar geométrico". Um ponto é a conjugação de um conjunto de coordenadas que indicam um lugar no espaço, para lá do tempo.

Tenho para mim que a felicidade é vagamente semelhante a um ponto na medida em que a sua existência depende e é definida pela conjugação de uma série de factores que confluem num determinado momento das nossas vidas proporcionando conforto e bem-estar.

Uma diferença fundamental entre "felicidade" e "lugar geométrico" residirá na sua relação com o tempo.

terça-feira, abril 07, 2020

O lugar de Deus

Estou cansado das contagens. Da contagem dos mortos, dos infectados, dos recuperados, dos desempregados, dos desesperados, dos encerrados, dos assustados, dos despreocupados... tantos números, percentagens infinitas, tantas opiniões, tantos inquéritos; tudo para contabilizar o impacto da pandemia nas nossas vidas. É um martelar constante que, decerto, muito contribui para o aumento do número dos angustiados.

Por trás desta amálgama indistinta estão milhões de indivíduos, cada um seu universo, a sofrer, a perder o mundo, a obra de Deus implodindo. E Ele, o que faz? Onde está Deus? A resposta é óbvia: Deus está no Seu lugar.

domingo, abril 05, 2020

Isolado

Estar isolado é estar numa ilha. Como Robinson Crusoe, sozinho numa ilha, plantado numa ilha, como uma palmeira. Até que surge Sexta-Feira e o isolamento perde plenitude, passa a ser partilhado. Deixa de ser isolamento?

Isolamento social não é novidade. Todos nós somos ilhéus sociais de longa data.

sexta-feira, abril 03, 2020

Crise pandémica


A crise que atravessamos tem tido a terrível virtude de iluminar certos recantos obscuros do mundo em que vivemos, expondo mais claramente os traços de alguns seres que habitam na penumbra. Jair Bolsonaro e Donald Trump são dois exemplos concretos de como “o sono da razão engendra monstros”. 

Por outro lado António Costa tem-se mostrado um líder capaz de enfrentar a borrasca com razoável valentia e Rui Rio não envergonha ninguém nos tempos difíceis que vivemos. Alguém se recorda do modo soez como, no início desta crise, o deputado Ventura se tentou aproveitar da situação para insinuar que Marcelo Rebelo de Sousa estava a contribuir negativamente para o evoluir da situação, pretendendo acumular créditos para uma futura campanha presidencial?
 
Quanto a mim, esta crise pandémica mostra, a quem o quiser ver, a supremacia absoluta dos que acreditam e praticam a Democracia sobre aqueles que se imaginam a ditar regras ao sabor das suas pulsões narcísicas. Todos nós imaginamos que ultrapassada esta crise o mundo vai mudar, só não sabemos em que sentido. Oxalá o vírus tenha, pelo menos, o condão de enviar certas ratazanas para o esgoto a que pertencem.

Carta enviada ao Director do Público (duvido que seja publicada)

quinta-feira, abril 02, 2020

Manhã de Primavera

Moro num 3º andar. Da varanda da fachada vejo, do outro lado da rua, o supermercado. As pessoas alinham numa fila espaçada, respeitando, o mais que se lembram, as indicações da Direcção Geral de Saúde sobre "distanciamento social". Entram uma a uma, tenta-se que dentro da loja haja, pelo menos, distância.

Nas traseiras fica a cave do prédio onde funciona uma agência funerária. Como foi ali parar semelhante negócio, isso não sei. O dono da cave contrata a ocupação do espaço ao sabor das suas necessidades sem dar cavaco aos condóminos. Aquilo já foi de tudo, agora há, com frequência, carros fúnebres estacionados, entrada e saída de caixões lustrosos, figuras discretas e silenciosas.

Hoje, enquanto do outro lado da rua se organizava o habitual cortejo de consumidores à porta do Pingo Doce, nas traseiras acontecia uma espécie de funeral. Um grupo de homens e mulheres vestidos de negro espalhavam-se condoídos por entre os automóveis estacionados. Quatro mulheres, três delas jovens e uma senhora velhota de lenço preto amarrado sob o queixo, avançaram em direcção à entrada da cave. Roupas negras, luvas e máscaras azuis, amparavam-se umas nas outras formando um estranho quadro, ilustração eficaz do tempo que vivemos.

Olhei lá para baixo. O dia estava solarengo, ouviam-se pássaros a cantarolar, uma brisa suave aconchegava os parcos ruídos que a cidade ia oferecendo como um marulhar no marasmo do confinamento generalizado. Aquelas mulheres de negro desapareceram, engolidas pelas entranhas do prédio em visita ao seu querido cadáver.

Paz às suas almas.

domingo, março 29, 2020

Sofrimento

Poderia ter vontade de desenhar, de pintar, poderia sentir-me particularmente criativo nestes dias de reclusão mas... não. Nem por isso. Ando murcho, aborrecido, sem grande impulso ou imaginação.

Alguém me propôs que, dadas as circunstâncias, criasse imagens positivas. Pareceu-me boa ideia mas, essa intenção, para mim, que sou um gajo com uma forma de expressão plástica, no mínimo, soturna, acrescentou lentidão ao meu relentado processo criativo nos dias que correm.

Sofro.

Boa merda de sofrimento, este. Sofro? Sofro uma merda, é que sofro! Estou chateadinho? Oh, que problema! Não consigo desatar o nó criativo... grande perda para a Humanidade. A verdade é que, tal como milhões de pessoas em todo o mundo, aguardo.

Aguardo o dia em que a vida volte a ser vagamente semelhante àquilo que me habituei a pensar que era.

quinta-feira, março 26, 2020

Traidores

Olhando para a TV vejo coisas.
Vejo uma conferência de imprensa de Donald Trump. Ouço as enormidades que ele diz e a forma destemperada como reage perante as perguntas de um jornalista, a forma arrogante e prepotente como ignora essas perguntas e responde ao jornalista com ameaças directas.

A ignorância e a prepotência fazem com que, tão importantes como as questões que se colocam sejam muitas questões que alguns de nós têm de calar.

Antes da pandemia várias vezes declarei aqui a minha estupefacção perante a evidente estupidez de Trump e de Bolsonaro. Mais do que estúpidos, estes dois são arrogantes e orgulhosos da sua óbvia ignorância. Como foi possível terem chegado aos cargos que ocupam?

No actual contexto da pandemia os EUA e o Brasil não podiam ter piores líderes que estes mentecaptos, aliados do vírus graças à sua imensa imbecilidade. Oxalá as suas desastrosas lideranças não provoquem os desastres humanitários que se imaginam.

Mais do que nunca, até mesmo deus merece maior confiança que estas amibas falantes, traidores da Humanidade.

terça-feira, março 24, 2020

Tempo

Com o passar dos dias fechado em casa apercebo-me que começo a deixar de ter pressa. Coisas que poderiam causar-me alguma inquietação por ficar com a sensação de estar a perder tempo passaram a ser percepcionadas de outra forma. E a ideia de "perder tempo" vai deixando de fazer sentido.

Não sei ao certo o que isto significa, nem sei se alguma vez significará algo de concreto, é apenas uma sensação e as sensações não são propriamente fiáveis. Dentro de alguns dias talvez possa compreender um pouco melhor o que quero dizer com isto, mas também isso é incerto.

A verdade é que o mundo me está a surpreender de tal modo que, depois disto, imagino, nada será como dantes.

sábado, março 21, 2020

Uma semana

Desta vez não posso usar aquela frase feita "foi uma semana como as outras" porque esta semana foi completamente diferente de todas as outras que me lembro de ter vivido. Uma semana metido em casa sem grande opção de sair que não fosse ir ali ao outro lado da rua, ao supermercado.

Esta manhã aventurei uma ida à praia, caminhar um pouco e ver o mar. Pareceu-me bem mais seguro que ir comprar laranjas. Cruzei-me com algumas pessoas, todas a mais de 10 metros de distância e não toquei em nada a não ser no meu carro. Poucas vezes a praia me pareceu tão pacífica e tão bonita.

Os dias passam. Como será daqui a mais uma semana? Por enquanto está tudo pacífico dentro da minha cabeça e à volta dela. De uma coisa estou certo, quando tudo isto parar iremos viver num mundo diferente, resta saber que mundo será esse.

Aguardemos serenamente.

quinta-feira, março 19, 2020

Ensino


Não sou grande adepto do ensino à distância. Talvez porque “burro velho não aprende línguas”, admito, mas tenho as minhas reservas quanto à qualidade do ensino assim ministrado. Acredito no contacto humano, na comunicação directa, na entoação da voz, na expressão facial, no gesto teatral. 

Duvido da eficácia de um tweet.

As ferramentas utilizadas no ensino à distância são apenas isso: ferramentas. Estou convicto de que a potencialidade de uma ferramenta depende muito do modo como é utilizada. Seja um i-phone ou uma trincha e duas latas de tinta, o utilizador determinará a qualidade do resultado do trabalho desenvolvido.

A tecnologia não é magia e, portanto, não opera milagres. Um bom professor será sempre isso mesmo e um mau professor idem aspas. O ensino à distância é, a meu ver, um recurso de emergência ou, em certas circunstâncias, um mal menor.

Quero acreditar que os resultados do ensino presencial não são melhores nem piores que os do ensino à distância, são diferentes.

segunda-feira, março 16, 2020

Uma morte

As notícias sobre a pandemia tornaram-se de tal modo absorventes que tendemos a esquecer que há tantas outras doenças a provocar medo, morte e sofrimento. Acabo de ouvir a notícia do primeiro doente falecido em Portugal em consequência de infecção com covid-19. Sabia-se que seria uma questão de tempo. Aconteceu. Morreu o primeiro de uma lista que se deseja curta. Irá isto ter alguma consequência prática no modo de agir de tantos que continuam a minimizar a gravidade da situação?

Da parte que me toca estou em recolhimento o mais absoluto que me for possível. Hoje não pus pé fora de casa. É o meu primeiro dia totalmente recolhido. Quantos se seguirão? O mais estranho de toda esta história é que não tenho como saber se estou ou não infectado. Para já não apresento qualquer sintoma mas, presumindo que o período de incubação do vírus é longo, nada me garante estar limpo.

Isto é como viver dentro de um conto de ficção científica.

domingo, março 15, 2020

Estranheza

A coisa está no início. Ontem foi o primeiro dia em que eu e a minha família evitámos ao máximo sair de casa. Ainda assim fui comprar o jornal e um maço de tabaco, depois fui, com a Ana, ao mercado de rua comprar legumes frescos e, à tarde, desloquei-me ao supermercado em frente a minha casa adquirir outros bens alimentares.

Hoje fomos à farmácia comprar alguns medicamentos para caso de emergência, passámos pela bomba de gasolina onde comprei o jornal e não um, mas dez maços de cigarros. Amanhã, penso evitar sair, de todo.

É estranho. O recolhimento voluntário, a capacidade de nos fecharmos em casa... é estranho.

sexta-feira, março 13, 2020

Encerrado

O primeiro-ministro anunciou, ontem, mais ou menos à hora da papa, uma série de medidas práticas com a finalidade de refrear o ímpeto infeccioso do covid-19. A ideia é, basicamente, fechar o país. Encerrá-lo.

Estamos desamparados perante a ameaça viral, não sabendo ao certo como combater o bicho fecham-se as portas, recolhemo-nos atrás das paredes na aparente segurança do lar e esperamos. Entretanto a vida continuará lá fora, a vida continuará cá dentro. Dentro de casa, dentro do nosso corpo, dentro dos nossos corpos. A vida não será encerrada.

É-nos sugerido um retiro auto-imposto. Apelam ao nosso espírito cívico, à nossa consciência cidadã, ao nosso amor pelo próximo. A ideia é a de um retiro espiritual em massa. Seremos capazes de realizar esta espécie de mergulho para dentro de nós próprios? Todos, em simultâneo, uma nação em recolhimento.

Tenho as mais sérias dúvidas, parece-me que será pedir demasiado ao povão mas, como diz o próprio povo, pedir não custa. O povo diz muitas coisas, umas acertadas, outras nem tanto.

Iremos nós conhecer um pouco melhor o povo português? É esta a oportunidade para nos olharmos ao espelho colectivo da nação e perceber um pouco mais os contornos da coisa que somos. Seremos algo próximo daquilo que imaginamos (se é que imaginamos ser alguma coisa)?


quinta-feira, março 12, 2020

Covid-19

Era de prever: a histeria instala-se, a vozearia confunde, os opinadores profissionais começam a delirar, seja em directo, nas televisões, seja em diferido, nos jornais, é um regabofe de prosápia e pés pelas mãos. Os decisores políticos acordam transformados em baratas tontas, as medidas de contenção da pandemia formam um novelo intrincado ao qual não se encontra ponta por onde se lhe pegue. Anda tudo para trás e para a frente, para um lado e para o outro, a nau vai de rojo no meio da tempestade. O povinho cá vai andando, a cabeça entre as orelhas, pensando que não sabe o que pensar ou que, sabendo, o mais provável é que esteja enganado.

A pandemia do covid-19 revela a consistência frágil deste nosso mundo, um mundozinho de cristal, desprotegido e incapaz de encontrar formas robustas de se afirmar perante si próprio. Quanto tempo durará esta barafunda? Qual será o aspecto do mundo global quando a poeira assentar? Aguardemos com a serenidade possível.

domingo, março 08, 2020

Vertigem de merda

Não me tinha apercebido (nem sequer pensado) que a simples presença de um monte de merda levasse tantos dos que lhe estão próximos a desejarem assemelhar-se a cagalhões. Acontece em muitos lugares e em diferentes contextos, quando os transformistas, de pessoa para cagalhão, pressentem que o monte de merda tem aceitação pública e se aproxima dos seus objectivos.

Vivemos tempos de "vale tudo" e esta vertigem mimética contribui para a paulatina transformação do ambiente social numa esterqueira, uma pocilga tão nojenta que causa repulsa ao mais porco dos porcos.

sexta-feira, março 06, 2020

Ressurreição

Uma dúvida me assalta vinda sabe Deus de onde: quando ressuscitarmos que corpos vamos utilizar no nosso regresso a este mundo? Dadas as primeiras imagens que se me formam no espírito depreendo que esta dúvida que me assalta é formada e influenciada por um misto de série de TV e educação católica demasiado esquecida.

O paraíso terreal habitado por uma multidão de zombies tipo Walking Dead, 10ª temporada, quando os corpos meio destruídos da zombieria já trazem ramos agarrados e restos dos corpos devorados pelo caminho? Não posso dizer que seja uma imagem bonita de reter mas poderei afirmar que é apropriada.

Ou bem que Deus se esmera e faz o maior de todos os milagres, restituindo um corpo limpinho aos ressuscitados ou vai haver reclamações em barda.

Mas, por falar em corpos limpinhos e partindo do princípio que os vamos ter, ressuscitaremos com que idade? Com a idade da hora da nossa morte? Regressaremos todos em corpos jovens e vigorosos? Convenhamos que são dúvidas perfeitamente plausíveis, capazes de influenciar a minha mente na hora de bater a caçoleta. Convinha estar informado.

quarta-feira, março 04, 2020

Fronteira

Todo o dia senti a proximidade da fronteira. Pequenos sinais na base da nuca, sensações mornas, vislumbres que não fui capaz de reter por mais que um momento fugaz. Sinto que são coisas de sonhos passados mas não consigo ligá-las; são coisas perdidas.

Há muito que não sentia a fronteira. Porque se aproxima ela num dia aparentemente tão normal como este, quase chegada a hora do soninho? Esta fronteira movediça que separa o lado de cá daquele outro lugar indefinível onde os animais dos sonhos se passeiam aguardando a sua oportunidade.

Todo o dia senti a proximidade da fronteira.

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Desalento

O faz-de-conta é cada vez menos mentira; a mentira é, cada vez mais, igual à verdade. Verdade e mentira deixaram de ser antónimos, cisas opostas, coisas distintas, verdade e mentira são agora irmãs gémeas, irmãs siamesas que partilham órgãos vitais, siamesas que partilham o coração num peito comum. Corre-lhes o mesmo sangue nas veias.

Tentamos por todos os meios corrigir a Natureza. No corpo aplicamos a cirurgia plástica, na imagem virtual, com maior eficácia, aplicamos o Photoshop. Retocamos, retorcemos, refazemos, tudo deve obedecer a um plano.

Há milénios imaginámos Deus, inventámos um modo divino de agir,nos tempos que correm imitamos esse modo de agir, imaginamo-nos deuses. A nossa soberba não tem limite: Deus criou a Natureza, nós corrigimos a obra de Deus. Podemos concluir que pensamos ser mais capazes que Deus?

Se eu fosse crente ia já pegar uma forquilha e sair para a rua à procura dos ímpios para os espetar numa parede. Como não sou crente compreendo que Deus é uma invenção humana, Criador e criatura são demasiado parecidos e, prova final da Sua inexistência, são uma boa merda.

terça-feira, fevereiro 25, 2020

3ª feira de Carnaval

Está tão calma esta tarde que se apaga! O dia passou devagar, nada aconteceu de extraordinário, apenas tempo, aquele tempo que se esgota. Foi mais um dia de espera; acoitado em casa não suspirei uma vez que fosse. O sol já apenas se faz adivinhar. A noite decerto cumprirá, burocraticamente, a função que lhe é atribuída.

Dias como este estão marcados no calendário para que acreditemos tê-los vivido. Olhamos a sequência numérica: 25. Não há que enganar. Podia cobrir o número com um "X", como fazem os prisioneiros que sonham com o dia em que serão libertados, enclausurados, a contar o tempo, as horas, os dias que faltam para que o futuro seja já uma sombra do passado.

Quanta melancolia tenho aconchegada no meu peito!

segunda-feira, fevereiro 24, 2020

A guerra

Anda o mundo agitado pela angústia causada por um novo vírus. Pergunto-me se será razão para tão grande alarme.

Se este vírus tivesse surgido há uns 100 anos atrás decerto não iria desassossegar do mesmo modo os nossos antepassados. Por um lado não teria à disposição a extraordinária ribalta que é o aparato mediático contemporâneo, capaz de transformar qualquer peido num autêntico mar de merda; por outro não haveria esta capacidade de espalhar por toda a superfície planetária uma maleita manhosa como esta pois a indústria do turismo voador ininterrupto não existia. Era uma coisa muito intermitente, incapaz de colocar pessoas infectadas em cada canto do mundo com uma rapidez estonteante.

Vivemos na Aldeia Global, estamos a comportar-nos como aldeões?

Esta história fez-me lembrar um conto de Leopoldo Lugones intitulado Os cavalos de Abdera no qual... talvez possas ler o conto, amigo leitor, e depois me dirás se há alguma sombra de lógica nesta minha comparação. Passando adiante: é como se os vírus tivessem algum tipo de inteligência e fossem capazes de definir estratégias guerreiras.

É a guerra.